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cid pé diabético infectado
CID-10

Ulceras do pé diabético com infecção

Pé diabético com infecção

Resumo

Ferida no pé de diabético com infecção demanda cuidado médico, higiene e controle glicêmico.

Identificação

Código Principal
E11.65
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Diabetes mellitus tipo 2 com ulceração do pé e infecção, nomenclatura OMS
Nome em Inglês
Diabetic foot ulcer with infection
Outros Nomes
Pé diabético infectado • Ulceras diabéticas com infecção • Ferida no pé de diabético
Siglas Comuns
DFI PDiab Infec PEDI-INF

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IV - Doenças do sistema endócrino, nutricional e metabólico
Categoria Principal
Ulceras e complicações podais em diabetes
Subcategoria
Ulceração do pé diabético com infecção
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; ulcera do pé em diabéticos comum, especialmente com controle inadequado.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; maior carga onde há diabetes não controlada.
Faixa Etária Principal
Adultos 40 a 70 anos
Distribuição por Sexo
Equilibrada entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Diabetes mal controlada Podopatia diabética Neuropatia Isquemia Idade avançada
Tendência Temporal
Variável; tende a manter-se estável ou aumentar com obesidade.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Neuropatia diabética com isquemia, favorecendo feridas infectadas
Mecanismo Fisiopatológico
Neuropatia + isquemia + infecção favorecem ulceração e cicatrização lenta
Fatores de Risco
Diabetes mal controlada Neuropatia Perfusão reduzida Tabagismo Idade Pé desprotegido
Fatores de Proteção
Higiene regular Controle glicêmico estável Calçados adequados Cuidados com feridas
Componente Genético
Contribuição genética moderada para neuropatia e resposta inflamatória

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Ulcera no pé com dor, secreção e sinais de infecção
Sintomas Frequentes
Dor local
Edema
Secreção purulenta
Redução de sensibilidade
Febre leve
Sinais de Alerta
  • Febre alta
  • Aumento rápido do edema
  • Secreção fétida
  • Gangrena
  • Dificuldade de cicatrização
Evolução Natural
Sem tratamento pode evoluir para falha de cicatrização e osteomielite
Complicações Possíveis
Osteomielite Sepse Necrose de tecido Perda de tecido Amputação

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Ulceração do pé em diabético com sinais de infecção; imagem/culturas ajudam
Exames Laboratoriais
Hemograma com leucocitose PCR/CRP elevada Glicemia de jejum Hemoculturas se febre EAS com cultura
Exames de Imagem
Raio-X do pé RM/TC se osteomielite suspeita Doppler para perfusão
Diagnóstico Diferencial
  • Úlcera venosa
  • Infecção de pele não diabética
  • Osteomielite sem ferida
  • Artrite séptica
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia com acesso a serviços; pode levar dias a semanas

Tratamento

Abordagem Geral
Controle glicêmico, desbridamento, antibiótico guiado, manejo da pressão e higiene
Modalidades de Tratamento
1 Desbridamento
2 Antibióticos
3 Descompressão de ferida
4 Curativos avançados
5 Cirurgia quando necesario
Especialidades Envolvidas
Endocrinologia Podiatria Cirurgia vascular Infeciologia Fisioterapia
Tempo de Tratamento
Duração variável; antibiótico 2-6 semanas conforme gravidade
Acompanhamento
Feridas avaliadas 1-2x/semana; ajuste terapêutico conforme evolução

Prognóstico

Prognóstico Geral
Depende de controle glicêmico e resposta ao tratamento
Fatores de Bom Prognóstico
  • Controle glicêmico bom
  • Ferida moderada
  • Acesso a cuidado
  • Desbridamento precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • Infecção grave
  • Isquemia não tratada
  • Diabetes mal controlada
  • Retardo no tratamento
Qualidade de Vida
Pode reduzir-se temporariamente; melhora com cuidado e educação

Prevenção

Prevenção Primária
Glicose estável, pés protegidos, higiene diária, evitar trauma
Medidas Preventivas
Check diário dos pés
Calçados adequados
Cuidados com feridas
Treinamento em neuropatia
Controle glicêmico
Rastreamento
Exames de pés regulares, avaliação neuropática e perfusão

Dados no Brasil

Varia por região; hospitalizações por complicações.
Internações/Ano
Mortalidade relacionada a sepse quando não tratada; diminuída com manejo.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais carga em regiões com alta diabetes e acesso tardio.

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais indicam infecção no pé diabético?
Dor aumentada, calor, vermelhidão, secreção ou febre sugerem infecção.
2 Posso curar a ulcera com antibiótico único?
Não; exige desbridamento, controle glicêmico e higiene firme.
3 Como diagnostico a osteomielite?
Avaliação clínica, imagem e culturas guiam diagnóstico e manejo.
4 Quais medidas ajudam na prevenção?
Higiene diária, calçados adequados, controle glicêmico e inspeção regular.
5 Quando preciso de cirurgia?
Cirurgia pode ser necessária para remover tecido morto ou tratar osteomielite.

Mitos e Verdades

Mito

usar chinelos resolve tudo.

Verdade

higiene, proteção e tratamento adequado são necessários.

Mito

antibiótico cura sem desbridamento.

Verdade

antibiótico depende da infecção; desbridamento é essencial.

Mito

pé diabético não aumenta infecção.

Verdade

neuropatia aumenta feridas; cuidado precoce reduz complicações.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeira consulta em serviço de diabetes; podologia ou pronto atendimento
Especialista Indicado
Endocrinologista ou podólogo
Quando Procurar Emergência
Febre alta, dor intensa, secreção fétida ou gangrena
Linhas de Apoio
Disque diabetes 0800-XXXX SUS Central 136

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.