contato@nztbr.com
cid pancreatite aguda
CID-10

Pancreatite aguda

Pancreatite aguda

Resumo

Pancreatite aguda é inflamação súbita do pâncreas; dor forte, enzimas elevadas e imagem confirmam.

Identificação

Código Principal
K85
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Nomenclatura OMS: Pancreatite aguda, código K85.
Nome em Inglês
Acute Pancreatitis
Outros Nomes
Pancreatite aguda • AP • Inflamação do pâncreas aguda • Pancreatite pancreática aguda • AP aguda
Siglas Comuns
AP PA K85

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do aparelho digestivo
Categoria Principal
Doenças do pâncreas
Subcategoria
Pancreatite aguda
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Incidência global estimada entre 13-45 casos por 100 mil por ano, com variações regionais.
Prevalência no Brasil
Brasil mostra variação regional; dados recentes indicam tendência estável com diagnóstico acessível.
Faixa Etária Principal
Adultos 40-60 anos
Distribuição por Sexo
Levemente mais comum em homens
Grupos de Risco
Álcool excessivo Colelitíase Dislipidemia grave Obesidade Tabagismo
Tendência Temporal
Varia por região; avanços reduzem mortalidade em muitos lugares

Etiologia e Causas

Causa Principal
Inflamação pancreática aguda, comum por cálculos biliares ou álcool
Mecanismo Fisiopatológico
Ativação precoce de enzimas pancreáticas causa autodigestão, edema e inflamação local
Fatores de Risco
Álcool habitual Colelitíase Dislipidemia Obesidade Fumo Hipercalcemia
Fatores de Proteção
Moderação alcoólica Controle lipídico Hidratação adequada Dieta balanceada
Componente Genético
Predisposição genética é rara, com síndromes associadas

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor abdominal súbita no quadrante superior, intensa, irradiando para costas
Sintomas Frequentes
Dor abdominal persistente
Náuseas e vômitos
Taquicardia
Distensão abdominal
Febre leve
Icterícia leve
Sinais de Alerta
  • Dor que piora com alimentação
  • Sinais de choque
  • Confusão mental em idosos
  • Oligúria com hipotensão
  • Sinais de falência de órgãos
Evolução Natural
Pode evoluir com complicações; manejo adequado melhora o prognóstico
Complicações Possíveis
Necrose pancreática Pseudoquisto Insuficiência respiratória Choque séptico Insuficiência renal

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Dor típica + amilase/lipase >3x ULN + imagem compatível
Exames Laboratoriais
Amilase/lipase elevadas Leucócitos elevados ALT/AST moderadas Triglicerídeos elevados (etilogia lipídica) Função renal variável
Exames de Imagem
Ultrassom abdominal Tomografia computadorizada RM pancreática CPRE para etiologia biliar
Diagnóstico Diferencial
  • Colecistite aguda
  • Úlcera perfurada
  • Apendicite
  • Isquemia mesentérica
  • Doença biliar sem colecistectomia
Tempo Médio para Diagnóstico
Confirmação pode levar 24-72 h conforme serviço

Tratamento

Abordagem Geral
Suporte: fluidos, dor, monitorização e reposição eletrolítica
Modalidades de Tratamento
1 Reposição de fluidos IV
2 Controle da dor
3 Correção de distúrbios
4 Tratamento de complicações
5 Cirurgia para etiologia biliar
Especialidades Envolvidas
Gastroenterologia Clínica médica Cirurgia abdominal Nefrologia Anestesiologia
Tempo de Tratamento
Dias a semanas, conforme gravidade e resposta
Acompanhamento
Médico GI, nutricionista e enfermagem, com reavaliação diária

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva depende da gravidade e etiologia
Fatores de Bom Prognóstico
  • Resposta rápida aos fluidos
  • Gravidade inicial baixa
  • Ausência de necrose
  • Função renal estável
Fatores de Mau Prognóstico
  • Necrose extensa
  • Falência de múltiplos órgãos
  • Idade avançada
  • Comorbidades graves
Qualidade de Vida
Impacto significativo, recuperação com apoio médico e nutrição

Prevenção

Prevenção Primária
Moderar álcool, tratar litíase, controlar lipídios, dieta equilibrada
Medidas Preventivas
Hidratação adequada
Tratamento de litíase
Controle de lipídios
Abstinência alcoólica
Exercício regular
Rastreamento
Acompanhamento de risco; imagem conforme necessidade

Dados no Brasil

Número anual reflete hospitalizações regionais
Internações/Ano
Mortalidade associada varia com gravidade
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Concentração em grandes centros com variações regionais

Perguntas Frequentes

1 Quais são as causas mais comuns?
Cálculos biliares e álcool são as principais causas.
2 Como é feito o diagnóstico?
Dor intensa, enzimas elevadas e imagem pancreática confirmam.
3 É possível curar a pancreatite aguda?
Sim, a maioria se recupera com manejo adequado da etiologia.
4 Quais sinais exigem urgência?
Dor súbita forte, febre alta, confusão ou queda da pressão.
5 Posso beber após uma crise?
Geralmente recomenda-se abstinência por tempo determinado pelo médico.

Mitos e Verdades

Mito

Jejum por longos períodos cura a condição.

Verdade

Não existe cura única; o cuidado depende da causa e gravidade.

Mito

Pancreatite sempre grave.

Verdade

Pode ser leve ou grave, com evolução variável.

Mito

Dieta sem gordura evita recaídas.

Verdade

Dieta equilibrada ajuda na recuperação e prevenção.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de atenção primária em dor abdominal intensa
Especialista Indicado
Gastroenterologista
Quando Procurar Emergência
Dor grave com vômitos, febre ou confusão procure pronto atendimento
Linhas de Apoio
0800-000-0000 SUS Central

CIDs Relacionados

K85 K85.0 K85.1 K85.2 K86.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.