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cid paciente acamado
CID-10

Cuidados de pacientes acamados

Paciente acamado e dependente de cuidados

Resumo

Pessoa com mobilidade reduzida precisa de ajuda diária; higiene, posição, nutrição e apoio emocional são centrais.

Identificação

Código Principal
Z74.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Problemas relacionados aos cuidados de pacientes com necessidade de assistência contínua
Nome em Inglês
Care for bedridden patients
Outros Nomes
Cuidados de longa permanência • Cuidados domiciliares intensivos • Paciente acamado • Dependência de cuidado • Cuidados em casa
Siglas Comuns
PCA CDI HSD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo Z - Cuidados de longa duração
Categoria Principal
Cuidados de saúde de longa duração
Subcategoria
Cuidados de pacientes acamados
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam alta parcela de idosos com dependência de cuidado prolongado.
Prevalência no Brasil
Brasil tem grande população idosa com necessidade de suporte domiciliar.
Faixa Etária Principal
Adultos e idosos com maior vulnerabilidade funcional.
Distribuição por Sexo
Mulheres acima de homens em função de longevidade.
Grupos de Risco
Idosos Doentes crônicos Pessoas com mobilidade reduzida Isolamento social Cuidadoras informais
Tendência Temporal
Tendência estável a ligeiramente crescente com envelhecimento populacional.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Condições crônicas, disfunção neurológica e fragilidade física.
Mecanismo Fisiopatológico
Desuso, quedas e fraqueza progressiva limitam autonomia.
Fatores de Risco
Idade avançada Imobilidade prolongada Doenças crônicas Isolamento social Problemas nutricionais Rede de apoio fraca
Fatores de Proteção
Rede de cuidadores bem treinados Nutrição adequada Programa de exercícios suaves Higiene e pele bem cuidada
Componente Genético
Pouca participação genética comprovada; fatores ambientais dominam.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Mobilidade reduzida com necessidade de ajuda para atividades diárias.
Sintomas Frequentes
Dor crônica
Perda de massa muscular
Dificuldade para banho e higiene
Incontinência moderada
Depressão leve
Fadiga constante
Sinais de Alerta
  • Dor torácica súbita
  • Febre alta com confusão
  • Respiração prejudicada
  • Alteração súbita de consciência
  • Feridas que não cicatrizam
Evolução Natural
Sem intervenção, progressão lenta levam à maior dependência e complicações.
Complicações Possíveis
Úlceras de pressão Infecções respiratórias Trombose venosa Desnutrição Artropias por imobilidade

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica de mobilidade, funcionalidade e necessidade de assistência.
Exames Laboratoriais
Hemograma Albumina Vitamina D Creatinina Função renal
Exames de Imagem
Radiografia simples Ultrassom vascular TC se indicado RM quando necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Imobilidade temporária
  • Fraqueza geral
  • Depressão grave
  • Desnutrição
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente dias a semanas com avaliação clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Foco em manter mobilidade, prevenir feridas, nutrir bem e apoiar a rede social.
Modalidades de Tratamento
1 Cuidados de enfermagem
2 Fisioterapia leve
3 Nutrição personalizada
4 Rotina de higiene de pele
5 Cuidados paliativos se necessário
Especialidades Envolvidas
Geriatria Enfermagem Fisioterapia Nutrição Assistência Social
Tempo de Tratamento
Indeterminado; acompanha ao longo da vida
Acompanhamento
Visitas semanais de enfermagem; consultas mensais com geriatria.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva variável, depende de adesão, comorbidades e suporte.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Rede de apoio estável
  • Nutrição adequada
  • Mobilidade residual
  • Detecção precoce de infecções
Fatores de Mau Prognóstico
  • Isolamento social extremo
  • Comorbidades graves
  • Fraqueza progressiva
  • Quedas recorrentes
Qualidade de Vida
Pode variar; com suporte adequado, mantém dignidade e participação.

Prevenção

Prevenção Primária
Promover mobilidade, higiene, nutrição e apoio social para reduzir imobilidade.
Medidas Preventivas
Rotação a cada 2h
Hidroterapia suave
Nutrição balanceada
Higiene de pele
Vacinação atualizada
Rastreamento
Avaliações periódicas de função, pele e nutrição para detecção precoce.

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais associadas a cuidados prolongados.
Internações/Ano
Mortalidade relacionada a comorbidades, não isolada.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Nordeste com maior necessidade de suporte.

Perguntas Frequentes

1 Posso sair de casa se sou acamado?
Sim, com autorização médica e adaptações; mantenha supervisão e segurança.
2 Quais sinais indicam necessidade de atendimento urgente?
Dor intensa, respiração difícil, confusão, febre alta com piora súbita.
3 Como manter pele saudável?
Trocas de posição, higiene suave, hidratação e pele seca preservada.
4 Como melhorar qualidade de vida?
Rotina estável, nutrição, atividades simples e apoio emocional.
5 Qual é o papel da família?
Apoio diário, seguir orientações e agendar retornos com a equipe.

Mitos e Verdades

Mito

repouso total cura doenças.

Verdade

movimento leve e cuidado adequado ajudam função.

Mito

alimentação não muda nada.

Verdade

nutrição adequada sustenta músculo e imunidade.

Mito

apenas remédios resolvem.

Verdade

cuidado coordenado é essencial.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Fale com médico de família ou geriatria; procure rede de suporte.
Especialista Indicado