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cid neutropenia febril
CID-10

Neutropenia febril

Febre neutropênica

Resumo

Neutrófilos baixos aumentam risco de infecção; febre exige avaliação médica rápida.

Identificação

Código Principal
D70.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Neutropenia (nomenclatura OMS oficial)
Nome em Inglês
Febrile neutropenia
Outros Nomes
neutropenia febril • febre por neutropenia • neutropenia adquirida • neutropenia associada a quimioterapia • neutropenia relacionada a infecção
Siglas Comuns
FN NF ANC<1000

Classificação

Capítulo CID
Capítulo III - Doenças do sangue
Categoria Principal
Hematologia
Subcategoria
neutropenia febril
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Ocorrência global entre pacientes sob quimioterapia; varia conforme malignidade e protocolo.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; maior incidência em centros oncológicos.
Faixa Etária Principal
Adultos em tratamento oncológico
Distribuição por Sexo
Proporção semelhante entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Pacientes oncológicos em quimioterapia Transplantados HIV/AIDS com imunossupressão Neutropenia congênita/autoimune Idosos em tratamento
Tendência Temporal
Tendência estável com avanços em profilaxia e antibióticos de amplo espectro

Etiologia e Causas

Causa Principal
Quimioterapia citotóxica, doenças da medula óssea, uso de imunossupressores causam neutropenia
Mecanismo Fisiopatológico
Medula óssea com produção insuficiente de neutrófilos, abrindo caminho para infecções
Fatores de Risco
Quimioterapia intensiva Transplante de medula Radioterapia cranial/abdominal Infecção prévia grave Idade avançada Uso de corticosteroides
Fatores de Proteção
Profilaxia com G-CSF Controle de infecções Vacinação atualizada Atenção à nutrição
Componente Genético
null

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Febre sem fonte evidente, acompanhado de mal-estar e calafrios
Sintomas Frequentes
Febre persistente
Calafrios
Fraqueza
Dor de cabeça
Dor torácica ocasional
Mal-estar geral
Sinais de Alerta
  • Sinais de sepse
  • Hipotensão
  • Alteração mental
  • Taquicardia
  • Respiração rápida
Evolução Natural
Curso agudo com risco de infecção grave; manejo precoce reduz desfechos
Complicações Possíveis
Sepse Choque séptico Infecções hospitalares Falência de órgão Neutropenia persistente

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
ANC < 1000/µL com febre >38 C sugere neutropenia febril
Exames Laboratoriais
Hemograma completo Hemoculturas PCR/biomarcadores Função renal Função hepática
Exames de Imagem
Radiografia de tórax TC abdômen RM conforme foco Ultrassom como complemento
Diagnóstico Diferencial
  • Infecção focal sem neutropenia
  • Infecção viral
  • Granulocitopenia autoimune
  • Leucemia/linfoma
  • Septicemia
Tempo Médio para Diagnóstico
Hemograma rápido; diagnóstico rápido com acesso a exames laboratoriais

Tratamento

Abordagem Geral
Controle de febre, avaliação de fonte, antibiótico empírico conforme risco, suporte
Modalidades de Tratamento
1 Antibióticos de amplo espectro
2 Reposição de neutrófilos com G-CSF
3 Cuidados de suporte
4 Tratamento da infecção focal
5 Ajuste de quimioterapia conforme neutropenia
Especialidades Envolvidas
Hematologia Infectologia Emergência Oncologia Pediatria
Tempo de Tratamento
Varia com infecção; antibióticos tipicamente 5-7 dias ou conforme resposta
Acompanhamento
Monitoramento diário de neutrófilos, sinais vitais e revisão de antibióticos

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva depende do estado imune e da infecção; controle rápido favorece desfecho
Fatores de Bom Prognóstico
  • Rápida recuperação de ANC
  • Identificação de foco infeccioso
  • Resposta clínica estável
  • Ausência de sepse
Fatores de Mau Prognóstico
  • Sepse grave
  • Demonstração de falência orgânica
  • Atraso no diagnóstico
  • Neutropenia prolongada
Qualidade de Vida
Impacto significativo no bem-estar; isolamento temporário, fadiga, recuperação lenta durante tratamento

Prevenção

Prevenção Primária
Reduzir risco com ajuste de tratamento, uso de profilaxia com G-CSF conforme orientação médica
Medidas Preventivas
Higiene das mãos
Vacinação atualizada
Monitoramento de contagens
Contato rápido com urgência
Evitar exposição a infecções graves
Rastreamento
Acompanhamento de contagem de neutrófilos, avaliação de febre e infecções; rastreamento de infecções recorrentes

Dados no Brasil

Internações variam por hospital e gravidade
Internações/Ano
Óbitos atribuíveis variam; neutropenia febril é complicação grave
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto em capitais com centros oncológicos; regiões remotas menos representadas

Perguntas Frequentes

1 O que é neutropenia febril?
Redução de neutrófilos com febre; exige avaliação médica rápida e tratamento adequado.
2 Quais são os sinais de alarme?
Febre alta, confusão, desmaio, dificuldade respiratória, sinais de infecção focal.
3 Como é feito o diagnóstico?
ANC baixo e febre definem a suspeita; confirmam-se com hemograma, culturas e avaliação clínica.
4 Quais são as opções de tratamento?
Antibióticos empíricos, suporte clínico, monitoramento; ajuste conforme gravidade.
5 Como prevenir?
Medidas de higiene, vigilância clínica, vacinação adequada e planejamento do tratamento oncológico.

Mitos e Verdades

Mito

neutropenia significa ausência de defesa permanente.

Verdade

há menos soldados neutrófilos, maior risco de infecção; vigilância é essencial.

Mito

antibiótico resolve tudo rapidamente.

Verdade

antibióticos ajudam, mas exigem avaliação clínica e tempo de resposta.

Mito

apenas idosos ficam neutropênicos.

Verdade

qualquer idade sob quimioterapia pode apresentar neutropenia febril.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure pronto atendimento em caso de febre persistente durante tratamento
Especialista Indicado
Hematologista ou Infectologista
Quando Procurar Emergência
Sinais de choque, pele pálida, confusão, respiração rápida, pressão baixa
Linhas de Apoio
136 SUS - Centro de Atendimento 0800-611211 Disque Saúde 166

CIDs Relacionados

D70.9 R50.9 D70.0 D89.1 Z51.11

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.