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cid n39 0
CID-10

Incontinência urinária, não especificada

UI não especificada

Resumo

UI é vazamento de urina; tratamento envolve treino, hábitos e, se necessário, cirurgia.

Identificação

Código Principal
N39.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Incontinência urinária, não especificada
Nome em Inglês
Urinary Incontinence, Unspecified
Outros Nomes
Incontinência urinária inespecífica • Incontinência urinária sem especificação • Incontinência urinária não descrita • Perda urinária sem causa declarada • Vazamento urinário não especificado
Siglas Comuns
UI

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XII - Doenças do sistema geniturinário
Categoria Principal
Distúrbios do trato urinário
Subcategoria
Incontinência urinária
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
adquirida
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global entre 5% e 40% em adultos, maior em mulheres após menopausa.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais inconsistentes; estimativas variam, maior prevalência em mulheres idosas.
Faixa Etária Principal
Adultos, especialmente mulheres de meia-idade e idosos
Distribuição por Sexo
Maior em mulheres do pós-menopausa
Grupos de Risco
Mulheres pós-menopausa Idosos Gestantes Diabetes Obesidade
Tendência Temporal
Aumento com envelhecimento populacional; maior divulgação aumenta o diagnóstico

Etiologia e Causas

Causa Principal
Fraqueza do assoalho pélvico com suporte urinário prejudicado
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção do esfíncter uretral e bexiga hiperativa envolvendo núcleo neural
Fatores de Risco
Idade avançada Mulheres pós-menopausa Gravidez e parto Diabetes Obesidade Fumo
Fatores de Proteção
Exercícios pélvicos regulares Manter peso saudável Hidratação adequada Controle urinário precoce
Componente Genético
Contribuição genética moderada para fraqueza do suporte pélvico

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Vazamento involuntário de urina ao esforço, tosse ou espirro
Sintomas Frequentes
Vazamento com esforço
Urgência súbita
Noctúria frequente
Frequência urinária elevada
Pequenas perdas ao rir
Diálogos de vazamento
Sinais de Alerta
  • Dor pélvica grave
  • Febre e disúria
  • Retenção urinária aguda
  • Sangue na urina persistente
  • Parada súbita de urina
Evolução Natural
Sem tratamento, tende a permanecer; melhora com manejo adequado
Complicações Possíveis
Dermatite perineal Infecção urinária recorrente Isolamento social Queda de autoestima Risco de quedas

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica, histórico detalhado, diagrama de vazamento e testes simples de fluxo
Exames Laboratoriais
Urina tipo 1 Exame de urina Glicose no sangue Creatinina Hemograma
Exames de Imagem
Ultrassom pélvico Ultrassom urinário Urofluxometria Cistouretrograma
Diagnóstico Diferencial
  • Infecção urinária
  • Prolapso genital
  • Hiperplasia prostática
  • Constipação severa
  • Diabetes com poliúria
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia conforme acesso a serviços; costuma levar meses

Tratamento

Abordagem Geral
Multidisciplinar: treino pélvico, manejo da bexiga e tratamento conforme gravidade
Modalidades de Tratamento
1 Treino do assoalho pélvico
2 Terapias comportamentais
3 Medicamentos antimuscarínicos
4 Dispositivos de orientação uretral
5 Cirurgia de sling em casos selecionados
Especialidades Envolvidas
Ginecologia Urologia Fisioterapia pélvica Geriatria Medicina da família
Tempo de Tratamento
Meses a anos, dependendo da resposta e adesão
Acompanhamento
Consultas regulares, ajuste de tratamento e reavaliação de treino

Prognóstico

Prognóstico Geral
Possível controle significativo com treino e manejo; piora se não houver adesão
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao treino
  • Baixa gravidade
  • Ausência de comorbidades
  • Tratamento precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • Gravidade alta
  • Obesidade
  • Diabetes mal controlado
  • Fraqueza severa do assoalho pélvico
Qualidade de Vida
Impacta sono, atividades diárias e bem-estar; melhora com manejo adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Manter peso estável e realizar exercícios de fortalecimento pélvico
Medidas Preventivas
Exercícios pélvicos
Controle de peso
Hidratação
Reduzir irritantes vesicais
Tratar constipação
Rastreamento
Rastreamento específico não disponível; avaliação clínica periódica

Dados no Brasil

Estimativas variam; hospitalizações por UI são relativamente raras.
Internações/Ano
Mortalidade por UI é baixa; associada a comorbidades.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior distribuição em regiões com envelhecimento populacional

Perguntas Frequentes

1 UI pode ser curável?
UI pode ser controlada; nem sempre curável, depende do caso.
2 Quais exames são necessários?
História, exame, urina, ultrassom e testes de fluxo conforme necessidade.
3 Como iniciar treino pélvico?
Concentre-se nos músculos do assoalho; orientação profissional recomendada.
4 É seguro usar diuréticos?
Somente com orientação médica; podem piorar vazamento se mal ajustados.
5 Qual a diferença com infecção urinária?
Infecção traz dor, febre e alterações na urina; UI é vazamento sem infecção obrigatória.

Mitos e Verdades

Mito

UI é inevitável com idade

Verdade

exercícios e tratamento reduzem vazamentos significativamente.

Mito

antibióticos curam UI

Verdade

antibióticos não tratam UI crônica; infecção é diferente.

Mito

cirurgia sempre é primeira opção

Verdade

cirurgias são opções quando outras não funcionam.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família, urologista ou ginecologista; fisioterapeuta pélvico orienta treino
Especialista Indicado
Urologista ou ginecologista
Quando Procurar Emergência
Retenção urinária aguda, febre alta, dor intensa, sangue na urina
Linhas de Apoio
DisqueSUS 136 Linha de saúde 0800-000-0000 Cuidador 0800-111-1111

CIDs Relacionados

N39.0 N39.3 N39.4 N32.81 N32.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.