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cid mordedura de cachorro
CID-10

Mordedura de cachorro

Mordedura de cão

Resumo

Mordedura de cão pode infectar; lave, procure atendimento, siga orientações médicas.

Identificação

Código Principal
W54.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Mordedura por cão (W54.0)
Nome em Inglês
Bitten by dog
Outros Nomes
Ferimento por cão • Mordida canina • Mordedura por cão • Lesão por mordedura canina • Incidente com cão
Siglas Comuns
W54.0 W54 CID-W54

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XX - Lesões traumáticas de pele e tecidos
Categoria Principal
Lesões por mordedura de animais
Subcategoria
Mordeduras por cães
Tipo de Condição
lesao
Natureza
traumatica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais apontam milhões de mordeduras anuais, com variação regional.
Prevalência no Brasil
Brasil registra milhares de mordeduras anuais, principalmente em áreas urbanas.
Faixa Etária Principal
Crianças pequenas, especialmente entre 1-9 anos.
Distribuição por Sexo
Homens e mulheres próximos, variações por localidade.
Grupos de Risco
Crianças pequenas Contatos com cães não vacinados Trabalhadores com cães Visitantes de áreas rurais Cães de rua
Tendência Temporal
Tendência variável conforme vacinação, controle de cães e acesso ao atendimento.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Contato com cão vivo que resulta em mordida ou arranhão com pele rompida
Mecanismo Fisiopatológico
Ferimento expõe tecidos, bactérias entram, inflamação local pode evoluir para infecção.
Fatores de Risco
Idade infantil Contato próximo com cães Cães sem vacinação Ambientes com abandono Relacionamento com cães agressivos Falta de supervisão
Fatores de Proteção
Vacinação antirrábica em cães Treinamento básico de cães Supervisão infantil Boas práticas de higiene
Componente Genético
Não determinado; fatores sociais e ambientais predomina

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Ferida com sangramento leve a moderado, dor local
Sintomas Frequentes
Dor aguda no local
Hematoma
Rubor e calor local
Lesão extensa
Infecção precoce
Sinais de Alerta
  • Infecção rápida com febre
  • Dor intensa que aumenta
  • Sangramento não controlado
  • Linfadenopatia regional
  • Raiva em cão próximo
Evolução Natural
Sem tratamento, pode favorecer infecção e complicações; raiva requer vigilância.
Complicações Possíveis
Infecção bacteriana Abscesso Celulite Rabies em áreas sem vacinação

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica da ferida, histórico de contato, sinais de infecção
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR de infecção Cultura de ferida Proteína C reativa Hemocultura
Exames de Imagem
Radiografia de área Ultrassom para extensão TC se trauma grave RM se complicação
Diagnóstico Diferencial
  • Feridas traumáticas
  • Picadas de insetos
  • Infecções bacterianas diversas
  • Mordeduras de outros animais
  • Alergias cutâneas
Tempo Médio para Diagnóstico
Depende da gravidade; infecção típica em dias

Tratamento

Abordagem Geral
Limpeza minuciosa, controle de dor, antissépticos; antibióticos conforme necessidade
Modalidades de Tratamento
1 Limpeza da ferida
2 Curativos e antibióticos se infecção
3 Vacina antirrábica conforme protocolo
4 Imunoglobulina antirrábica quando indicado
5 Cirurgia reparadora se necessário
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Cirurgia reparadora Infectologia Enfermagem Saúde pública
Tempo de Tratamento
Depende da evolução; geralmente dias a semanas
Acompanhamento
Retornos para evolução da ferida; observação de sinais de infecção

Prognóstico

Prognóstico Geral
Boa com tratamento adequado; complicações aumentam com infecção
Fatores de Bom Prognóstico
  • Ferida limpa
  • Ausência de infecção
  • Vacinação antirrábica completa
  • Acesso rápido a atendimento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Infecção profunda
  • Raiva suspeita ou confirmada
  • Ferida extensa
  • Atraso no tratamento
Qualidade de Vida
Recuperação geralmente rápida, retorno às atividades é comum

Prevenção

Prevenção Primária
Evitar cães agressivos; supervisionar crianças ao redor de cães
Medidas Preventivas
Vacinação canina
Controle de zoonoses
Supervisão infantil
Manejo responsável de cães
Ambientes seguros
Rastreamento
Sortudo monitorar cães de contato; comunicar casos suspeitos

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais no SUS
Internações/Ano
Óbitos são raros; comuns por infecção grave ou raiva não tratada
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul apresentam maior número; norte e nordeste com variação

Perguntas Frequentes

1 Precisa de antibiótico toda mordida?
Nem toda mordida exige antibiótico; depende da gravidade e risco de infecção.
2 Quando vacinar contra raiva?
Vacinação é indicada se risco de raiva for identificado ou cão suspeito.
3 Raiva é comum após mordida de cão?
Rara em ambientes com cães vacinados; protocolo segue avaliação médica.
4 Posso usar álcool como único cuidado?
Lavar com água e sabão é essencial; álcool não substitui tratamento médico.
5 Qual o tempo de recuperação típico?
Feridas leves melhoram em dias; cicatrização pode levar semanas.

Mitos e Verdades

Mito

álcool cura tudo na mordedura.

Verdade

limpeza adequada é crucial, antibiótico só se houver infecção.

Mito

apenas cães raivosos mordem.

Verdade

qualquer mordida pode infectar; raiva é rara com cães vacinados.

Mito

mordida de cão sempre requer internação.

Verdade

muitos casos são tratados ambulatorialmente com cuidado.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento médico ao menor sinal de mordedura
Especialista Indicado
Clínico geral ou cirurgião de feridas
Quando Procurar Emergência
Sangramento intenso, mordida profunda ou infecção suspeita
Linhas de Apoio
SUS 136 0800 123 4567 Disque Saúde 160

CIDs Relacionados

W54.0 W54 Z20.8 Z04.9 Z24.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.