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cid miiase
CID-11

Miíase: infestação por larvas de moscas

Miíase cutânea

Resumo

Miíase é infestação por larvas de moscas que entram pela pele; diagnóstico pela ferida; remoção das larvas e tratamento ajudam a curar.

Identificação

Código Principal
MIIASE
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Miíase humana (infestação por larvas de moscas)
Nome em Inglês
Myiasis in humans
Outros Nomes
Miíase • Infestação larvar • Myiasis • Larvas cutâneas • Infestação por moscas
Siglas Comuns
MIIA MIAS

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XII - Doenças da pele e do tecido subcutâneo
Categoria Principal
Infestações parasitárias
Subcategoria
Miíase cutânea
Tipo de Condição
doenca
Natureza
adquirida
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Baixa; varía com clima, saneamento e exposição a moscas.
Prevalência no Brasil
Mais comum em áreas rurais, feridas abertas; dados nacionais limitados.
Faixa Etária Principal
Todas as idades; maior em feridas abertas.
Distribuição por Sexo
Levemente mais frequente em homens.
Grupos de Risco
Feridas abertas Higiene precária Trabalhadores rurais Imunossupressão Pacientes acamados
Tendência Temporal
Varia por região; tendência estável em áreas urbanas.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infestação por larvas de moscas que depositam ovos em feridas.
Mecanismo Fisiopatológico
Larvas colonizam pele/feridas, liberam enzimas que destroem tecido e provocam inflamação.
Fatores de Risco
Feridas abertas Higiene precária Trabalho rural Imunossupressão Mobilidade reduzida
Fatores de Proteção
Higiene adequada Cuidados com feridas Proteção ambiental Controle de moscas
Componente Genético
Não há herdabilidade; não depende de genes conhecidos.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor, prurido e sensação de movimento sob pele/ferida.
Sintomas Frequentes
Dor local
Secreção purulenta
Hiperemia
Odor desagradável
Nódulo doloroso
Lesão persistente
Sinais de Alerta
  • Dor intensa progressiva
  • Necrose em expansão
  • Sinais de sepse
  • Aumento de secreção tóxica
  • Lucidez alterada
Evolução Natural
Sem tratamento, maior dano tecidual e infecção podem ocorrer.
Complicações Possíveis
Infecção bacteriana Sepsis Gangrena local Cicatrizes permanentes Dor crônica

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Identificação clínica de larvas na ferida, apoio de imagens e resposta ao manejo.
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR Cultura de ferida Proteína C reativa Hemocultura
Exames de Imagem
Fotografia clínica Ultrassom da ferida RM opcional em casos complexos Doppler se necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Infecção bacteriana de ferida
  • Úlcera de pressão
  • Câncer de pele ulcerado
  • Ectima gangrenoso
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a semanas até confirmação.

Tratamento

Abordagem Geral
Remover larvas, limpar ferida, antibióticos conforme necessidade, curativos.
Modalidades de Tratamento
1 Remoção das larvas
2 Antibióticos conforme infecção
3 Debridamento cirúrgico
4 Cuidados de ferida
5 Controle da dor
Especialidades Envolvidas
Dermatologia Cirurgia Infectologia Enfermagem Radiologia
Tempo de Tratamento
1-3 semanas, conforme ferida.
Acompanhamento
Retornos semanais até cicatrização; ajuste de curativos.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Boa com manejo oportuno; cicatrização geralmente rápida.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Sem infecção sistêmica
  • Feridas pequenas
  • Boa higiene
  • Intervenção rápida
Fatores de Mau Prognóstico
  • Infecção generalizada
  • Feridas extensas
  • Imunossupressão
  • Diagnóstico tardio
Qualidade de Vida
Variável; dor, tratamento longo e cicatrizes afetam bem-estar.

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene, cuidado de feridas e proteção contra moscas.
Medidas Preventivas
Higienizar feridas
Cobrir feridas
Controle de moscas
Proteção ambiental
Ambiente limpo
Rastreamento
Avaliação de feridas crônicas para detecção precoce.

Dados no Brasil

Casos hospitalizados variam; dados nacionais não consolidados.
Internações/Ano
Poucos; a maioria se deve a infecção secundária.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior relato em áreas quentes e rurais.

Perguntas Frequentes

1 Como descobrir se tenho miíase?
Ferida com larvas visíveis, dor e odor; procure avaliação médica.
2 É contagioso?
Não passa entre pessoas; é local da ferida e ambiente.
3 Como é feito o diagnóstico?
Exame da ferida, visualização das larvas e exames de apoio.
4 Como prevenir?
Higiene, feridas protegidas e controle de moscas.
5 Quais são as sequelas?
Cicatrizes e infiltração local, se não tratar adequadamente.

Mitos e Verdades

Mito

miíase é sempre fatal.

Verdade

tratamento adequado produz boa recuperação.

Mito

só ocorre em áreas pobres.

Verdade

pode ocorrer onde houver feridas expostas.

Mito

larvas ficam escondidas.

Verdade

sinais visíveis ajudam no diagnóstico precoce.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure pronto atendimento ou clínica de feridas.
Especialista Indicado
Dermatologista ou cirurgião.
Quando Procurar Emergência
Sinais de sepse, dor intensa ou piora rápida.
Linhas de Apoio
168 SUS 180 - Central de atendimento

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.