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cid m86
CID-10

Osteomielite: infecção óssea aguda ou crônica

Infecção óssea (osteomielite)

Identificação

Código Principal
M86
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Osteomielite (infecção óssea) reconhecida pela OMS
Nome em Inglês
Osteomyelitis (bone infection)
Outros Nomes
Osteomielite aguda • Osteomielite crônica • Infecção óssea • Infecção do osso
Siglas Comuns
OM OSTE OMI

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do sistema osteomuscular
Categoria Principal
Doenças infecciosas do osso
Subcategoria
Osteomielite aguda ou crônica
Tipo de Condição
doenca
Natureza
infecciosa
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Varia com idade e fatores de risco; dados globais não padronizados.
Prevalência no Brasil
Casos mais frequentes onde há traumas, diabetes e acesso a cuidado.
Faixa Etária Principal
Crianças, adolescentes e idosos mais afetados
Distribuição por Sexo
Homens e mulheres, leve predomínio masculina
Grupos de Risco
Diabetes mellitus Trauma ósseo Imunossupressão Cirurgia ortopédica Doenças vasculares
Tendência Temporal
Tratamento adequado estabiliza incidência; variações regionais existem

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção óssea típica por bactérias, especialmente Staphylococcus aureus, via sangue ou contiguidade.
Mecanismo Fisiopatológico
Bactéria infiltra o osso por hematogênese ou contiguidade, com inflamação e necrose
Fatores de Risco
Diabetes mellitus Má circulação sanguínea Imunossupressão Uso de dispositivos invasivos Trauma localizado Doenças vasculares
Fatores de Proteção
Higiene adequada Controle glicêmico Vacinação conforme risco Tratamento adequado de feridas
Componente Genético
Contribuição genética limitada; comorbidades elevam risco

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor óssea persistente associada a sensibilidade local
Sintomas Frequentes
Dor localizada
Edema
Calor e rubor local
Febre (às vezes)
Limitação de movimento
Secreção local
Sinais de Alerta
  • Febre alta com calafrios
  • Dor intensa súbita
  • Drenagem purulenta
  • Indisposição marcada
  • Diminuição da mobilidade
Evolução Natural
Sem tratamento, pode progressar para abscesso, necrose, falência do osso
Complicações Possíveis
Sequestro ósseo Fraturas patológicas Dano funcional permanente Infecção hematogênica recorrente

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História, exame físico, marcadores inflamatórios, imagem e cultura para confirmar
Exames Laboratoriais
Hemograma com leucocitose PCR/ESR elevados Procalcitonina VHS Proteína C reativa
Exames de Imagem
RM de alta sensibilidade Raio-X inicial pode ser normal Tomografia para detalhamento Cintilografia óssea em casos complexos
Diagnóstico Diferencial
  • Fratura recente
  • Artrite séptica
  • Tumor ósseo
  • Infecção de tecidos moles
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a semanas desde o início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Combina antibiótico com avaliação de necessidade cirúrgica
Modalidades de Tratamento
1 Antibióticos IV com ajuste
2 Cirurgia de desbridamento
3 Drenagem de abscesso
4 Correção de dysfunction vascular
5 Tratamento de comorbidades
Especialidades Envolvidas
Ortopedia Infectologia Radiologia Laboratório Fisioterapia
Tempo de Tratamento
Duração típica de 4 a 6 semanas, ajuste conforme resposta
Acompanhamento
Acompanhamento clínico e laboratoriais, reavaliação com imagem

Prognóstico

Prognóstico Geral
Pode variar; bom com diagnóstico precoce e tratamento adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce
  • Boa resposta aos antibióticos
  • Estado geral bom
  • Pouca necrose
Fatores de Mau Prognóstico
  • Idade avançada
  • Diabetes mal controlado
  • Infecção resistente
  • Múltiplas cirurgias
Qualidade de Vida
Redução temporária de mobilidade; melhora com tratamento adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Gestão de feridas, controle de doenças, higiene e vacinação adequada
Medidas Preventivas
Tratamento rápido de traumas
Controle glicêmico
Higiene de feridas
Cuidados com dispositivos
Vacinação quando indicada
Rastreamento
Não há rastreio universal; foco em grupos de risco

Dados no Brasil

Milhares de internações estimadas conforme região
Internações/Ano
Óbitos relacionados a infecções ósseas variam
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Incidência maior onde há trauma e diabetes

Perguntas Frequentes

1 Quais são sinais de osteomielite?
Dor óssea persistente, febre, inchaço ou secreção local podem indicar infecção
2 É possível tratar só com antibióticos?
Depende; casos crônicos geralmente exigem cirurgia além de antibióticos
3 Como é feito o diagnóstico?
História, exames de sangue, imagem e cultura óssea orientam
4 Tempo de tratamento costuma ser curto?
Geralmente 4–6 semanas de antibióticos, conforme resposta
5 Como prevenir osteomielite?
Feridas bem tratadas, controle de doenças crônicas e higiene reduzem risco

Mitos e Verdades

Mito

febre sempre presente

Verdade

a febre pode estar ausente na osteomielite crônica

Mito

antibióticos curam rápido

Verdade

tratamento costuma ser longo e guiado por culturas

Mito

não é grave

Verdade

pode evoluir se não tratado, com danos ósseos

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure ortopedia ou Infectologia na rede pública ou privada
Especialista Indicado
Ortopedista
Quando Procurar Emergência
Dor intensa, febre alta, edema, secreção e limitação grave
Linhas de Apoio
Disque 136 - SUS Central de atendimento local SAMU 192

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.