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cid m770
CID-10

Epicondilite medial

Epicondilite medial, dor no cotovelo interno

Resumo

Dor no cotovelo medial por uso repetitivo; trate com fisioterapia e ajuste de atividades.

Identificação

Código Principal
M77.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Epicondilite medial
Nome em Inglês
Medial epicondylitis
Outros Nomes
Epicondilite medial • Epicondilite do cotovelo medial • Tendinopatia de inserção medial • Dor de inserção medial • Epicondilite interna
Siglas Comuns
EM Medial Epicond Medial EP Medial

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do sistema locomotor
Categoria Principal
Doenças do tendão e inserção
Subcategoria
Epicondilite medial
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global baixa; comum em adultos ativos, atletas e trabalhadores com uso repetitivo do punho e antebraço.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais não consolidados; ocorre mais em adultos ativos.
Faixa Etária Principal
Adultos entre 30 e 60 anos
Distribuição por Sexo
Equilibrada a levemente mais em homens
Grupos de Risco
Atletas de esportes de arremesso Trabalhadores repetitivos Maiores de 40 Pessoas com flexão repetitiva Biomecânica ruim
Tendência Temporal
Tendência estável, com leve incremento em atividades esportivas.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Uso repetitivo de punho e antebraço com sobrecarga na inserção medial do cotovelo.
Mecanismo Fisiopatológico
Microtraumas repetidos provocam inflamação na inserção medial do tendão, resultando dor local e sensibilidade.
Fatores de Risco
Uso repetitivo do antebraço Atividades repetitivas Antecedentes de lesão Idade adulta Fraqueza de músculos do antebraço Ergonomia inadequada
Fatores de Proteção
Alongamento adequado Fortalecimento muscular Ergonomia correta Pausas durante tarefas repetitivas
Componente Genético
Pode existir predisposição genética para fraqueza tendínea, sem herança determinante.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor ao redor do epicôndilo medial, pior com flexão de punho e agarrar objetos.
Sintomas Frequentes
Dor ao toque sobre inserção medial
Dor ao realizar flexão com resistência
Dor ao pegar objetos
Rigidez matinal breve
Dor com atividades repetitivas
Redução de força de preensão
Sinais de Alerta
  • Dor súbita com trauma grave
  • Inchaço intenso
  • Diminuição repentina de força
  • Sinais de infecção (febre)
  • Mudança súbita de cor no cotovelo
Evolução Natural
Sem tratamento, dor persiste e pode limitar atividades diárias.
Complicações Possíveis
Dor crônica Redução de força Limitação de atividades Alteração de padrões de movimento Precipitação de lesões associadas

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de dor medial, dor à palpação, resistência de flexores, exclusão de outras causas.
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR Radiografia do cotovelo Ultrassom de tendões Ressonância magnética opcional
Exames de Imagem
Radiografia simples do cotovelo Ultrassom de tendões RM quando indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Epicondilite lateral
  • Lesão do ligamento colateral
  • Síndrome do túnel do carpo
  • Neuropatia ulnar
  • Dedo em gatilho
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente semanas até confirmação clínica e por imagem

Tratamento

Abordagem Geral
Redução da dor com descanso, ajuste de atividades, alongamento, fortalecimento e ergonomia para prevenção.
Modalidades de Tratamento
1 Fisioterapia
2 Fortalecimento e alongamento
3 Ergonomia e educação
4 Descanso relativo
5 Infiltração local em casos selecionados
Especialidades Envolvidas
Ortopedista Fisioterapeuta Medicina do Trabalho Reumatologista Ergonomista
Tempo de Tratamento
6 a 12 semanas com adesão aos exercícios
Acompanhamento
Retornos mensais nos primeiros 3 meses, depois conforme evolução

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom com tratamento ativo; dor tende a diminuir e função retorna.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao programa
  • Início precoce
  • Boa função de punho
  • Baixa dor residual
Fatores de Mau Prognóstico
  • Dor crônica
  • Lesão associada
  • Má adesão
  • Ergonomia inadequada contínua
Qualidade de Vida
Impacto moderado; dor controlada com treino e ajustes de ambiente

Prevenção

Prevenção Primária
Fortalecer antebraço, alongar, pausas, ergonomia, evitar movimentos repetitivos excessivos.
Medidas Preventivas
Fortalecimento de antebraço
Ergonomia no trabalho
Pausas regulares
Aquecimento antes de exercícios
Uso de ferramentas ergonômicas
Rastreamento
Monitoramento clínico anual; não há rastreamento específico

Dados no Brasil

0 a 1000 (varia por região)
Internações/Ano
Distribuição Regional
Mais comum em áreas urbanas com atividade manual

Perguntas Frequentes

1 Qual a principal queixa da epicondilite medial?
Dor na região interna do cotovelo ao usar o punho ou segurar objetos.
2 É possível curar sem cirurgia?
Sim; a maioria responde bem a exercícios e mudanças de atividade.
3 Como diagnosticar?
Avaliação clínica e exames de imagem para excluir outras causas.
4 Posso evitar recaídas?
Sim: treino de força, alongamento e ergonomia ajudam muito.
5 Quando buscar atendimento de urgência?
Se dor súbita, edema intenso ou febre acompanharem, procure pronto atendimento.

Mitos e Verdades

Mito

repouso intenso cura rápido.

Verdade

movimento controlado e fisioterapia são cruciais.

Mito

cirurgia é comum.

Verdade

cirurgia é rara; maioria melhora sem operação.

Mito

apenas idosos ficam com dor.

Verdade

adultos ativos são mais atingidos.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure ortopedista ou fisioterapeuta; inicie fisioterapia
Especialista Indicado
Ortopedista
Quando Procurar Emergência
Dor intensa com deformidade, febre ou piora rápida
Linhas de Apoio
DisqueSUS 136 Central de atendimento do posto

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.