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cid m77.1
CID-10

Epicondilite Lateral

Cotovelo de Tenista

Resumo

Dor no cotovelo externo surge com uso de antebraço; melhora com fisioterapia.

Identificação

Código Principal
M77.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Epicondilite lateral do cotovelo (tennis elbow) OMS
Nome em Inglês
Lateral epicondylitis
Outros Nomes
Epicondilite lateral do cotovelo • Cotovelo de Tenista • Entesopatia do cotovelo lateral • Lateral epicondylitis • Dor externa do cotovelo
Siglas Comuns
EL Lat EP Lat LCE

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do sistema musculoesquelético
Categoria Principal
Doenças musculoesqueléticas
Subcategoria
Entesopatias do cotovelo
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global moderada entre adultos ativos.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; comum entre trabalhadores manuais.
Faixa Etária Principal
Adultos 30-55 anos
Distribuição por Sexo
Homens e mulheres sem predomínio claro
Grupos de Risco
Atletas de raquete Trabalhadores com repetição de punho Ergonomia inadequada Uso de ferramentas Fadiga
Tendência Temporal
Mantida estável com manejo adequado.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Degeneração por uso repetitivo do tendão do epicôndilo lateral.
Mecanismo Fisiopatológico
Microtrauma nos extensores do antebraço levando dor e tendinose.
Fatores de Risco
Trabalho repetitivo de punho Uso excessivo de antebraço Ergonomia inadequada História de lesão anterior Fadiga muscular Atividades de alto impacto
Fatores de Proteção
Fortalecimento de antebraço Pausas e descanso Ergonomia adequada Técnicas de alongamento
Componente Genético
Predisposição genética moderada existe.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor externa no cotovelo ao usar o punho/antebraço.
Sintomas Frequentes
Dor ao levantar objetos
Dor ao segurar
Dor ao estender punho
Toque doloroso na região lateral
Rigidez leve pela manhã
Fraqueza de preensão
Sinais de Alerta
  • Dor muito intensa após trauma
  • Deformidade ou edema acentuado
  • Dor que não melhora com 6 semanas
  • Perda de sensibilidade no pulso
  • Febre local
Evolução Natural
Sem tratamento, dor persiste; melhora com fisioterapia.
Complicações Possíveis
Dor crônica Limitação de preensão Recorrência de sintomas Alterações na atividade diária Inatividade

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de dor lateral, exame com testes de extensores, Cozen e Mill.
Exames Laboratoriais
Hemograma apenas se inflamação suspeita PCR apenas se febre Marcadores inflamatórios não específicos Nenhum teste sanguíneo obrigatório Avaliar outros diagnósticos
Exames de Imagem
Radiografia para excluir fratura Ultrassom de tendões RM se dúvida diagnóstica TC se necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Tendinopatia medial do cotovelo
  • Bursite olecranal
  • Compressão do nervo radial
  • Fratura de epicôndilo
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente semanas com avaliação inicial

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio da dor com repouso, gelo, fisioterapia e retorno gradual.
Modalidades de Tratamento
1 Fisioterapia com alongamento e fortalecimento
2 Terapia por ondas de choque
3 Exercícios de reeducação
4 Infiltração local apenas se resistente
5 Ajuste de atividades
Especialidades Envolvidas
Ortopedia Fisiatria Fisioterapia Medicina do Esporte Reabilitação
Tempo de Tratamento
Meses para controle e reabilitação
Acompanhamento
Reavaliação a cada 4 semanas inicialmente

Prognóstico

Prognóstico Geral
Boa perspectiva com fisioterapia e adesão aos exercícios
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Reabilitação precoce
  • Ergonomia
  • Retorno gradual
Fatores de Mau Prognóstico
  • Atraso diagnóstico
  • Dor crônica
  • Recidiva frequente
  • Lesões associadas
Qualidade de Vida
Impacto moderado, melhora com fisioterapia.

Prevenção

Prevenção Primária
Educação ergonômica, aquecimento e alongamento pré-atividade.
Medidas Preventivas
Aquecimento muscular
Técnicas adequadas de punho
Pausas em repetição
Fortalecimento de antebraço
Ergonomia no trabalho
Rastreamento
Avaliação clínica quando dor persiste; sem rastreio geral

Dados no Brasil

Internações raras; variam por gravidade.
Internações/Ano
Baixa mortalidade; casos isolados.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Distribuição maior em áreas urbanas com ocupação manual.

Perguntas Frequentes

1 Quais causas comuns da epicondilite lateral?
Uso repetitivo de punho e antebraço aumenta o risco.
2 Como chegar ao diagnóstico?
História clínica, exame e imagem conforme necessidade.
3 É curável?
Melhora com fisioterapia; alguns casos persistem.
4 Preciso cirurgia?
Cirurgia é opção rara, apenas após tratamento conservador falho.
5 Qual é o papel da atividade física?
Exercícios orientados ajudam; evitar sobrecarga é essencial.

Mitos e Verdades

Mito

repouso total cura a epicondilite.

Verdade

recuperação com fisioterapia e exercícios.

Mito

cirurgia é primeira opção.

Verdade

cirurgia é último recurso; não invasivas primeiro.

Mito

afeta apenas atletas.

Verdade

afeta trabalhadores manuais e esportistas.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro passo: procurar médico de família ou ortopedista.
Especialista Indicado
Ortopedista ou fisioterapeuta
Quando Procurar Emergência
Dor muito intensa com trauma, deformidade ou piora rápida.
Linhas de Apoio
136 SUS Centros de reabilitação Unidades básicas de saúde

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.