contato@nztbr.com
cid m77 1
CID-10

Epicondilite lateral do cotovelo

Cotovelo de tenista

Resumo

Dor no cotovelo por uso repetitivo; melhora com fisioterapia.

Identificação

Código Principal
M77.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Epicondilite lateral do cotovelo (OMS)
Nome em Inglês
Lateral epicondylitis
Outros Nomes
Epicondilite lateral • Tendinopatia do cotovelo • Epicondilite externa • Cotovelo de tenista
Siglas Comuns
ELC ETLC ETC

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do sistema musculoesquelético
Categoria Principal
Doenças do tendão do membro superior
Subcategoria
Tendinopatia do cotovelo lateral
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 1-3% da população adulta, com pico entre 35-55 anos.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; maior impacto em trabalhadores manuais.
Faixa Etária Principal
Adultos ativos 35-55 anos
Distribuição por Sexo
Distribuição próxima de equilíbrio entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Esforço repetitivo Atividades com punho Trabalho manual Esportes com antebraço Idade 35-55
Tendência Temporal
Estável ao longo dos anos, com aumento em ambientes de trabalho repetitivo

Etiologia e Causas

Causa Principal
Degeneração de tendão extensor comum por sobrecarga repetitiva
Mecanismo Fisiopatológico
Degeneração do tendão extensor comum com vascularização aumentada e dor à resistência
Fatores de Risco
Uso repetitivo do punho Carga de antebraço durante tarefas Idade entre 35-55 Ergonomia inadequada Prática esportiva repetitiva Condições de trabalho repetitivo
Fatores de Proteção
Aquecimento adequado Fortalecimento gradual dos extensores Correção ergonômica Reposo responsável
Componente Genético
null

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor localizada na epicôndilo lateral ao usar punho ou tocar região
Sintomas Frequentes
Dor ao estender punho contra resistência
Dor ao toque no cotovelo externo
Fraqueza de preensão
Rigidez matinal leve
Dor com atividades repetitivas
Sinais de Alerta
  • Dor súbita com deformidade
  • Edema progressivo
  • Febre com cotovelo dolorido
  • Perda grave de movimento
  • Dormência nociva no antebraço
Evolução Natural
Sem tratamento, dor persiste por semanas a meses; melhora com fisioterapia
Complicações Possíveis
Dor crônica Fraqueza de preensão Redução da função do punho Dificuldade para atividades manuais

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Dor lateral ao punho, dor com resistência e palpação; confirmação clínica com exames quando necessário
Exames Laboratoriais
Exames inespecíficos para excluir inflamação PCR para excluir infecção
Exames de Imagem
Ultrassom com degeneração tendínea RM com alterações do tendão extensor Rx sem alterações ósseas
Diagnóstico Diferencial
  • Epicondilite medial
  • Síndrome do túnel do carpo
  • Artrite do cotovelo
  • Tendinopatia de bíceps
  • Fratura por estresse
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente semanas a meses entre início dos sintomas e confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio de dor, reposição de carga, fisioterapia orientada e retorno gradual às atividades
Modalidades de Tratamento
1 Fisioterapia com extensores
2 Fortalecimento progresivo
3 Terapias manuais
4 Órtese antecubital
5 Exercícios de筋
Especialidades Envolvidas
Ortopedia Fisioterapia Medicina do Trabalho Esporte e Terapia Ocupacional
Tempo de Tratamento
4-12 semanas de fisioterapia; cirurgia apenas se falha conservadora
Acompanhamento
Consultas quinzenais durante reabilitação

Prognóstico

Prognóstico Geral
Boa com tratamento conservador; recidivas se sobrecarregar sem ergonomia
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão à fisioterapia
  • Correção ergonômica
  • Uso adequado do punho
  • Dor bem controlada
Fatores de Mau Prognóstico
  • Atraso no tratamento
  • Sobrecarga contínua
  • Não aderir ao plano
  • Dor persistente ao repouso
Qualidade de Vida
Impacta atividades diárias e trabalho; melhora com reabilitação

Prevenção

Prevenção Primária
Ergonomia, aquecimento e alongamento antes de atividades
Medidas Preventivas
Ergonomia adequada
Aquecimento pré-tarefa
Fortalecimento de extensores
Pausas programadas
Técnica adequada de esforço
Rastreamento
null

Dados no Brasil

Poucas internações associadas; manejo majoritariamente ambulatorial.
Internações/Ano
Baixa mortalidade; não é causa de óbito.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais comum em áreas urbanas com acesso a serviços de reabilitação.

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais definem epicondilite lateral?
Dor lateral com uso do punho e resistência; melhora com repouso e fisioterapia.
2 Quais fatores de risco?
Uso repetitivo do punho, atividades manuais, idade 35-55.
3 Como é feito o diagnóstico?
História, testes de resistência e palpação; exames para excluir outras causas.
4 Qual o tratamento inicial?
Fisioterapia, ajuste ergonômico, exercícios; analgésicos conforme orientação.
5 É possível prevenir?
Aquecimento, alongamento, pausas e treino gradual reduzem o risco.

Mitos e Verdades

Mito

repouso total cura rápido

Verdade

melhora com fisioterapia associada a mudanças de carga

Mito

cirurgia é primeira opção

Verdade

Cirurgia apenas se falha tratamento conservador

Mito

apenas atletas sofrem

Verdade

adultos ativos estão em risco; não é exclusivo de esportistas

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure ortopedista ou médico do esporte; iniciar fisioterapia
Especialista Indicado
Ortopedista ou fisioterapeuta
Quando Procurar Emergência
Dor intensa com deformidade, inchaço súbito, febre, piora rápida
Linhas de Apoio
Disque-Saúde 136 SUS atendimento 24h

CIDs Relacionados

M77.0 M77.2 M79.89 M25.52 M25.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.