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cid m51.0
CID-10

Radiculopatia cervical

Dor cervical com irradiação

Resumo

Dor no pescoço com irradiação; melhora com tratamento adequado e exercícios.

Identificação

Código Principal
M51.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Radiculopatia cervical, compressão das raízes nervosas cervicais conforme OMS
Nome em Inglês
Cervical radiculopathy
Outros Nomes
Radiculopatia cervical • Compressão de raiz cervical • Radiculite cervical • Dor cervical com irradiação • Nevralgia cervical
Siglas Comuns
RCervical RC-Cervical NR Cervical

Classificação

Capítulo CID
Capítulo 13 - Doenças musculoesqueléticas
Categoria Principal
Doenças da coluna e nervos
Subcategoria
Radiculopatia cervical
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Dados globais limitados; mais comum em adultos com degeneração cervical.
Prevalência no Brasil
Nível nacional pouco divulgado; refletido em adultos e trabalhadores expostos.
Faixa Etária Principal
Adultos de 45 a 64 anos
Distribuição por Sexo
Proporção semelhante entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Degeneração cervical com idade Trauma cervical Ocupações com esforço repetitivo Sedentarismo Obesidade Fatores posturais
Tendência Temporal
Estável a moderadamente crescente com envelhecimento populacional

Etiologia e Causas

Causa Principal
Degeneração discal e facetária levando compressão radicular
Mecanismo Fisiopatológico
Compressão da raiz nervosa por desgaste discal, hipertrofia facetária e edema inflamatório
Fatores de Risco
Envelhecimento Degeneração discal Lesões repetitivas Má postura Obesidade Sedentarismo
Fatores de Proteção
Exercícios regulares Postura ergonômica Fortalecimento cervical Controle de inflamação
Componente Genético
Predisposição em alguns indivíduos para degeneração

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor irradiada no pescoço com surto para ombro/braco e formigamento
Sintomas Frequentes
Dor cervical constante
Irradiação para ombro/tronco
Formigamento no braço
Fraqueza leve de membros superiores
Piora com movimentos
Limitacao de rotação
Sinais de Alerta
  • Fraqueza neurológica progressiva
  • Perda de controle de esfíncter
  • Dificuldade de coordenação ou marcha
  • Dor súbita intensa com déficit neurológico
  • Sinais de infecção como febre
Evolução Natural
Sem tratamento, dor pode persistir com flutuações e déficit leve
Complicações Possíveis
Dor crônica Fraqueza focal Redução da mobilidade Alterações de sono

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Dor com irradiação, déficits neurológicos, confirmação por RM/TC cervical
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR Bioquímica básica Ionogramas Marcadores inflamatórios
Exames de Imagem
RM cervical TC cervical Radiografia cervical dinâmica Tomografia de disco se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Tensão muscular cervical
  • Mielopatia cervical
  • Síndrome do desfiladeiro torácico
  • Espondilose sem radiculopatia
  • Dor miofascial
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente semanas desde início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multimodal: educação, fisioterapia, farmacoterapia adequada e moderação de atividades
Modalidades de Tratamento
1 Fisioterapia e exercícios
2 Medicamentos analgésicos/anti-inflamatórios
3 Infiltrações em foramina
4 Cirurgia de descompressão se indicado
5 Terapias complemento
Especialidades Envolvidas
Ortopedia Neurologia Fisiatria Fisioterapia Anestesiologia
Tempo de Tratamento
Varia com gravidade; semanas a meses
Acompanhamento
Retornos a cada 4–8 semanas até estabilização

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva geralmente boa com tratamento adequado; dor pode persistir sem controle
Fatores de Bom Prognóstico
  • Ausência de déficits graves
  • Boa adesão ao tratamento
  • Resposta rápida à fisioterapia
  • Controle de fatores de risco
Fatores de Mau Prognóstico
  • Déficits neurológicos graves
  • Dor refratária
  • Degeneração avançada
  • Comorbidades graves
Qualidade de Vida
Melhora com manejo; impacto menor com adesão ao plano

Prevenção

Prevenção Primária
Manter pescoço e postura saudáveis; ergometria e exercícios diários
Medidas Preventivas
Ergonomia no trabalho
Exercícios de alongamento
Fortalecimento cervical
Higiene postural
Pausas ativas
Rastreamento
Avaliação clínica quando surgirem sinais

Dados no Brasil

Distribuição Regional
Envelhecimento e acesso a diagnóstico moldam distribuição

Perguntas Frequentes

1 Quais são as causas comuns da radiculopatia cervical?
Degeneração cervical, hérnia de disco e estreitamento foraminal
2 É possível tratar sem cirurgia?
Sim, com fisioterapia, analgésicos e mudanças de atividade
3 Como confirmar diagnóstico?
Avaliação clínica mais RM/TC cervical; EMG se indicado
4 Como prevenir ou prognosticar?
Boa postura, exercícios e ergonomia reduzem risco e piora
5 Posso fazer atividades normais?
Sim, com moderação; evite movimentos que agravem dor

Mitos e Verdades

Mito

repouso total cura a radiculopatia

Verdade

atividade gradual e exercícios ajudam recuperação

Mito

cirurgia sempre necessária

Verdade

maioria melhora sem cirurgia com manejo

Mito

apenas idosos ficam com dor

Verdade

jovens também podem ter radiculopatia por trauma

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure equipe de saúde da família ou ortopedista
Especialista Indicado
Ortopedista ou neurocirurgião
Quando Procurar Emergência
Fraqueza acentuada, perda de sensibilidade, incontinência
Linhas de Apoio
Disque-SUS 136 CAPS/SUS 188 Central de ER 192

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.