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cid m500
CID-10

Desordem do disco cervical com radiculopatia

Dor no pescoço com irradiação

Resumo

Dor no pescoço com irradiacao pode vir de desgaste do disco; muitos melhoram com fisioterapia.

Identificação

Código Principal
M50.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Desordem do disco intervertebral cervical com radiculopatia
Nome em Inglês
Cervical Disc Disorder with Radiculopathy
Outros Nomes
Desordem discal cervical com radiculopatia • Discopatia cervical com radiculopatia • Hérnia de disco cervical com radiculopatia • Radiculopatia cervical por doença do disco • Doença de disco cervical com radiculopatia
Siglas Comuns
DCCRP RP cervical Disco Cervical RP

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do aparelho osteomuscular
Categoria Principal
Desordens da coluna cervical
Subcategoria
Desordem do disco cervical com radiculopatia
Tipo de Condição
doenca
Natureza
degenerativa
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam prevalência de discopatia cervical com radiculopatia em poucos por cento de adultos.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais são limitados; estimativas sugerem menos de 2% da população adulta.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade a idosos
Distribuição por Sexo
Distribuição semelhante entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Idosos Pessoas com dor crônica Fatores ocupacionais com esforço repetitivo Anomalias anatômicas Tabagismo
Tendência Temporal
Tendência estável, com leve aumento devido ao envelhecimento.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Degeneração do disco cervical com desgaste levando a compressão neural.
Mecanismo Fisiopatológico
Desgaste do disco gera compressão neural, inflamação local e irritação de raízes.
Fatores de Risco
Envelhecimento Tabagismo Sedentarismo Uso repetitivo/trauma Histórico de cirurgia cervical Postura inadequada
Fatores de Proteção
Ergonomia adequada Exercícios de alongamento Manter peso saudável Parar de fumar
Componente Genético
Predisposição genética associada a maior risco de degeneração discal.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor no pescoço com irradiação para ombro ou braço, pior ao mover a cabeça.
Sintomas Frequentes
Dor cervical
Irradiação para ombro/ braço
Dormência ou formigamento
Fraqueza proximal no membro superior
Rigidez cervical
Dor com movimentos
Sinais de Alerta
  • Fraqueza progressiva
  • Perda de controle urinário
  • Dor súbita com trauma
  • Alteração da sensibilidade importante
  • Incapacidade funcional repentina
Evolução Natural
Pode permanecer estável ou progredir; melhora com fisioterapia e repouso.
Complicações Possíveis
Fraqueza persistente Perda de sensibilidade Dificuldade de coordenação Dor crônica intensificada Incapacidade funcional

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com sintomas típicos; confirmação por RMN; mielografia se indicado.
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR VHS Fator reumatoide Vitamina D
Exames de Imagem
RMN cervical Radiografia cervical em 2 planos TC cervical Mielografia se necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Espondilose cervical sem radiculopatia
  • Hérnia de disco cervical sem radiculopatia
  • Dor cervical muscular
  • Tumor vertebral
Tempo Médio para Diagnóstico
Com RMN, diagnóstico confirmado costuma ocorrer em semanas a meses.

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio da dor, manutenção de função e prevenção de lesões com fisioterapia e ergonomia.
Modalidades de Tratamento
1 Fisioterapia
2 Medicamentos analgésicos/anti-inflamatórios
3 Bloqueios de nervo se indicado
4 Cirurgia cervical quando necessário
5 Terapias ocupacionais
Especialidades Envolvidas
Neurologia Ortopedia Fisiatria Fisioterapia Reabilitação
Tempo de Tratamento
Varia conforme gravidade; sessões de reabilitação costumam durar semanas.
Acompanhamento
Consultas a cada 4-8 semanas durante reabilitação; ajuste terapêutico.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia; muitos melhoram com manejo conservador; alguns persistem com dor.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Resposta rápida ao tratamento
  • Boa adesão à fisioterapia
  • Ausência de déficit neurológico grave
  • Detecção precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • Déficit neurológico persistente
  • Dor crônica refratária
  • Complicações graves
  • Idade avançada
Qualidade de Vida
Pode reduzir atividades, mas com manejo adequado muitos mantêm independência.

Prevenção

Prevenção Primária
Postura correta, prevenção de traumas, atividade física regular, peso estável, não fumar.
Medidas Preventivas
Ergonomia no trabalho
Exercícios de alongamento
Postura ao usar celular
Controle de doenças crônicas
Não fumar
Rastreamento
Avaliação clínica e RMN apenas quando houver indicação.

Dados no Brasil

Poucas internações diretas; manejo predominantemente ambulatorial.
Internações/Ano
Mortalidade associada baixa; não é principal risco.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com população mais idosa apresentam maior frequência.

Perguntas Frequentes

1 Posso tratar sem cirurgia?
Sim; muitos melhoram com fisioterapia, medicação e ajustes ergonômicos.
2 RMN é sempre necessária?
Não sempre; depende da gravidade e sintomas.
3 Quando cirurgia é indicada?
Cirurgia costuma considerar falha conservadora ou déficit neurológico.
4 É possível prevenir recorrência?
Sim; manter postura, exercícios e controle de fatores de risco.
5 Qual é o impacto no dia a dia?
Pode exigir adaptações no trabalho; boa reabilitação ajuda muito.

Mitos e Verdades

Mito

Cirurgia nem sempre resolve a dor cervical.

Verdade

Nem sempre é necessária; muitos melhores com tratamento conservador.

Mito

Dor no pescoço surge repentinamente.

Verdade

Desenvolve-se gradualmente por desgaste e inflamação.

Mito

RMN mostra sempre a causa da dor.

Verdade

RMN ajuda, mas nem tudo explica dor.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico se dor no pescoço persiste com radiculopatia.
Especialista Indicado
Ortopedista ou neurocirurgião.
Quando Procurar Emergência
Dor súbita com fraqueza, alterações urinárias ou perda de controle.
Linhas de Apoio
DisqueSUS 136 Central de Estresse 188 SAMU 192

CIDs Relacionados

M50.1 M50.2 M50.3 M50.9 M54.2

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.