Artrose degenerativa inespecífica
Artrose inespecífica
Identificação
- Código Principal
- M19.9
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Osteoartrite degenerativa inespecífica conforme OMS
- Nome em Inglês
- Osteoarthritis, unspecified site
- Outros Nomes
- Artrose • Osteoartrose • Osteoartrite geral • Degeneração articular • Doença articular degenerativa
- Siglas Comuns
- OA OSTEOAR OA-NS
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo XIII - Doenças do sistema musculoesquelético e tecido conectivo
- Categoria Principal
- Doença degenerativa articular
- Subcategoria
- Osteoartrite não especificada
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- degenerativa
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Prevalência global elevada em adultos mais velhos, com milhões de casos, variando por idade e população.
- Prevalência no Brasil
- Brasil tem alta carga entre idosos; impacto na funcionalidade e qualidade de vida.
- Faixa Etária Principal
- adultos acima de 60 anos
- Distribuição por Sexo
- Mais comum em mulheres após 60, com variações por sítio.
- Grupos de Risco
- Envelhecimento Mau uso articular Obesidade Lesões articulares prévias Genética
- Tendência Temporal
- Tendência de aumento com envelhecimento populacional; diagnóstico precoce facilita manejo.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Desgaste mecânico progressivo da cartilagem articular com idade; fatores mecânicos aceleram degeneração.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Desgaste da cartilagem com remodelamento ósseo subcondral e leve inflamação.
- Fatores de Risco
- Idade avançada Obesidade Lesões osteoarticulares Uso repetitivo de articulações Gênero feminino História familiar
- Fatores de Proteção
- Manter peso saudável Exercícios de baixo impacto Fortalecimento muscular Alongamento regular
- Componente Genético
- Contribuição genética moderada, herança multifatorial associada a maior risco.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dor articular persistente associada à rigidez matinal breve.
- Sintomas Frequentes
-
Dor localizadaRigidez matinal breveDor ao movimentoCrepitação articularInchaço leve após esforçoRedução da mobilidade
- Sinais de Alerta
-
- Dor noturna persistente
- Inchaço súbito com calor
- Febre associada
- Perda de força
- Fraqueza progressiva
- Evolução Natural
- Sem tratamento, dor e limitação aumentam; reabilitação pode retardar progressão.
- Complicações Possíveis
- Dor crônica Perda de função Deformidades Uso de analgésicos a longo prazo
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Dor articular crônica com alterações radiográficas de OA: osteófitos e estreitamento de espaço.
- Exames Laboratoriais
- Hemograma PCR Velocidade de hemossedimentação Perfil lipídico Glicemia
- Exames de Imagem
- Radiografia simples RM quando indicado Ultrassom articular
- Diagnóstico Diferencial
-
- Artrite reumatoide
- Gota
- Pseudogota
- Osteonecrose
- Artrite séptica
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Varia; confirmação costuma ocorrer ao longo de meses
Tratamento
- Abordagem Geral
- Manejo multidisciplinar com foco no alívio da dor, preservação da função e educação do paciente.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Terapia farmacológica2 Fisioterapia3 Exercícios de baixo impacto4 Cirurgia quando indicado5 Suporte de articulações/órteses
- Especialidades Envolvidas
- Ortopedia Fisioterapia Reumatologia Nutrição Educação em saúde
- Tempo de Tratamento
- Varia conforme resposta clínica; revisões a cada 3 meses.
- Acompanhamento
- Consultas regulares, avaliação de dor, mobilidade e ajuste terapêutico.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva de estabilidade com manejo adequado; dor controlada e função preservada.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Controle de peso
- Exercício regular
- Adesão ao tratamento
- Reabilitação efetiva
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Dor intensa persistente
- Limitante dor matinal
- Multiplas articulações afetadas
- Comorbidades relevantes
- Qualidade de Vida
- Impacto moderado na vida diária, com foco em autocuidado e suporte social.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Manter peso estável, fortalecer músculos, evitar trauma e adotar exercícios de baixo impacto.
- Medidas Preventivas
-
Controle de pesoExercícios de baixo impactoCalçados adequadosErgonomia no dia a diaAcompanhamento médico regular
- Rastreamento
- Avaliações periódicas para detecção precoce de alterações articulares.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
OA leva sempre à cirurgia
manejo conservador pode controlar sintomas e manter função.
OA ocorre apenas por idade
fatores genéticos e traumas contribuem; idade é apenas parte.
dieta cura OA
alimentação ajuda peso e inflamação, não cura.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure médico de família ou ortopedista ao notar dor articular persistente.
- Especialista Indicado
- Ortopedista ou reumatologista
- Quando Procurar Emergência
- Dor intensa com febre, inchaço, calor ou deformidade requer atendimento imediato.
- Linhas de Apoio
- SUS 136 Central de apoio ao paciente
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.