contato@nztbr.com
cid m171
CID-10

Osteoartrite do joelho

Artrose do joelho

Resumo

OA do joelho é desgaste da articulação com dor; manejo é exercício, peso e reabilitação.

Identificação

Código Principal
M17.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Osteoartrite do joelho
Nome em Inglês
Knee Osteoarthritis
Outros Nomes
Artrose de joelho • Osteoartrite patelo-femoral • Degeneração articular do joelho • Artrose do joelho • Osteoartrite femorotibial
Siglas Comuns
KOA OA KO

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do aparelho locomotor
Categoria Principal
Doenças degenerativas das articulações
Subcategoria
Osteoartrite do joelho
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; até 9% da população adulta com OA, aumentando com idade.
Prevalência no Brasil
Ocorrência mais comum em idosos; 60+ apresenta maior carga de OA no Brasil.
Faixa Etária Principal
60 anos ou mais
Distribuição por Sexo
Mais frequente em mulheres após a menopausa
Grupos de Risco
Envelhecimento Obesidade Trauma prévio no joelho Genética Inatividade Atividades de alto impacto
Tendência Temporal
Prevalência cresce com população idosa e obesidade

Etiologia e Causas

Causa Principal
Degeneração articular por desgaste mecânico, ligada à idade e uso repetido
Mecanismo Fisiopatológico
Desgaste da cartilagem, remodelação óssea subarticular, leve inflamação
Fatores de Risco
Idade avançada Sexo feminino Obesidade Lesão prévia Alinhamento anômalo Atividade de alto impacto
Fatores de Proteção
Perda de peso Exercícios de baixo impacto Fortalecimento muscular Fisioterapia regular
Componente Genético
Influência hereditária na suscetibilidade ao desgaste articular

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor ao peso, piora com uso e atividades repetidas
Sintomas Frequentes
Rigidez matinal breve
Inchaço leve
Crepitação ao movimento
Diminuição da flexão
Dor ao subir escadas
Limitação funcional
Sinais de Alerta
  • Dor súbita intensa
  • Inchaço marcado
  • Febre com dor
  • Restrição severa de apoiamento
  • Dor que não melhora com manejo
Evolução Natural
Progresso lento; sem tratamento pode haver piora gradual da função
Complicações Possíveis
Deformidade persistente Dor crônica Redução de mobilidade Fraqueza muscular Alteração da marcha

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História, exame físico e radiografias com sinais de desgaste
Exames Laboratoriais
Hemograma para excluir inflamação sistêmica PCR/VEG geralmente normais Íons inflamatorios normais
Exames de Imagem
Rx joelho AP e lateral Rx induzido em ortostase RM apenas se necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Artrite reumatoide
  • Gota
  • Artrite séptica
  • Pseudogota
  • Lesões meniscais avançadas
Tempo Médio para Diagnóstico
5-10 anos de sintomas antes do diagnóstico definitivo

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio da dor e preservação da função com peso adequado, atividade de baixo impacto e fisioterapia
Modalidades de Tratamento
1 Não farmacológico
2 Fisioterapia
3 Analgesia conforme necessidade
4 Infiltrações se indicadas
5 Cirurgia conforme estágio
Especialidades Envolvidas
Ortopedia Fisiatria Fisioterapia Nutrição Reumatologia
Tempo de Tratamento
Longo prazo, ajuste conforme evolução
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 6-12 meses, monitorar peso, dor e função

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva variável; controle da dor permite boa qualidade de vida
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Controle de peso
  • Exercícios regulares
  • Ausência de comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • Obesidade grave
  • Dor refratária
  • Inatividade
  • Alinhamento severo
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento adequado e reabilitação

Prevenção

Prevenção Primária
Pratique peso estável e exercícios de baixo impacto, evitando lesões
Medidas Preventivas
Perda de peso
Exercícios de fortalecimento
Calçados adequados
Treinamento de equilíbrio
Avaliação ergonômica no trabalho
Rastreamento
Exames clínicos periódicos para monitorar dor e mobilidade

Dados no Brasil

Dados apontam internações relacionadas a dor crônica e cirurgia articular
Internações/Ano
mortalidade não aumenta pela OA isoladamente
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul mais impactados pela demografia e obesidade

Perguntas Frequentes

1 Qual é a principal causa da OA?
Desgaste articular relacionado à idade, trauma e fatores de risco
2 É possível curar a OA com dieta?
Não há cura; melhora com peso estável, exercícios e manejo adequado
3 Quais exames confirmam OA?
História, exame e radiografias; exames adicionais ajudam em dúvidas
4 Quando considerar cirurgia?
Cirurgia indicada quando dor e limitação persistem apesar de tratamento
5 O que fazer hoje para aliviar?
Inicie com controle de peso e exercícios leves de fortalecimento

Mitos e Verdades

Mito

OA só ocorre em idosos

Verdade

jovens com lesões, obesidade ou predisposição também adoecem

Mito

cirurgia é inevitável

Verdade

muitos melhoram com fisioterapia e mudanças de estilo de vida

Mito

dor indica gravidade inquestionável

Verdade

dolor pode surgir sem gravidade elevada; manejo adequado ajuda

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure ortopedista ou reumatologista; rede pública oferece avaliação
Especialista Indicado
Ortopedista ou reumatologista
Quando Procurar Emergência
Dor súbita com joelho travado, febre ou piora aguda requer atendimento
Linhas de Apoio
Centro de apoio SUS 136 Discuta com seu posto de saúde

CIDs Relacionados

M17.0 M17.2 M17.3 M17.9 M19

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.