Dor lombar inespecífica
Dor lombar
Resumo
Dor lombar inespecífica: dor na lombar sem lesão estrutural identificável.
Identificação
- Código Principal
- M54.5
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Dorsalgia lombar inespecífica
- Nome em Inglês
- Low back pain
- Outros Nomes
- Dorsalgia • Dor nas costas • Dor lombar • Lombalgia • Dor de costas baixas
- Siglas Comuns
- LBP DLP M54.5
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo IX - Doenças musculoesqueléticas
- Categoria Principal
- Dor lombar
- Subcategoria
- Dorsalgia lombar inespecífica
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- moderada
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais: 7-20% da população sofre dor lombar anual.
- Prevalência no Brasil
- Brasil apresenta alta carga; afeta adultos, variando por idade e ocupação.
- Faixa Etária Principal
- 30-60 anos
- Distribuição por Sexo
- Leve predomínio feminino ou equilíbrio entre sexos
- Grupos de Risco
- Adultos 30-60 Sedentarismo Peso excessivo Trabalho repetitivo Postura inadequada
- Tendência Temporal
- Estável com envelhecimento populacional; variações regionais.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Fatores biomecânicos com lesões musculares e desgaste articular
- Mecanismo Fisiopatológico
- Irritação de estruturas da lombar pela tensão muscular e desgaste, gerando dor à mobilização.
- Fatores de Risco
- Obesidade Sedentarismo Tabagismo Idade avançada Postura inadequada Trauma
- Fatores de Proteção
- Exercício regular Postura ergonômica Controle de peso Alongamento diário
- Componente Genético
- Contribuição genética moderada para predisposição a lombalgia recorrente.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dor lombar na região paravertebral, piora com movimento e alivia com repouso ou alongamento.
- Sintomas Frequentes
-
Dor ao tocar paravertebralRigidez matinal curtaDor que piora ao ficar sentadoMelhora com atividade leveSensibilidade na regiãoDificuldade de flexão
- Sinais de Alerta
-
- Dor com febre
- Perda de peso inexplicada
- Imunossupressão
- Dor após trauma grave
- Deficiência neurológica
- Evolução Natural
- Sem tratamento, dor tende a oscilar entre piora e melhora.
- Complicações Possíveis
- Dor crônica Limitação de mobilidade Isolamento social Dependência de analgésicos Alteração da postura
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- História, exame físico e, se indicado, imagens para confirmar causas.
- Exames Laboratoriais
- Hemograma VHS/CRP Creatinina Ureia TSH
- Exames de Imagem
- Radiografia lombar Ressonância magnética Tomografia computadorizada Doppler se suspeita de outra etiologia
- Diagnóstico Diferencial
-
- Hérnia de disco
- Fratura vertebral
- Doenças inflamatórias
- Fibromialgia
- Dor miofascial
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Geralmente dias a semanas com avaliação clínica e exames
Tratamento
- Abordagem Geral
- Educação, movimento ativo, alívio inicial da dor, prevenção de recidivas.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Fisioterapia2 Exercícios terapêuticos3 Analgesia/anti-inflamatórios4 Infiltração se necessário5 Educação postural
- Especialidades Envolvidas
- Ortopedia Fisiatria Fisioterapia Reumatologia Anestesiologia
- Tempo de Tratamento
- Semelhante à gravidade; geralmente semanas a meses.
- Acompanhamento
- Retornos a cada 4-6 semanas, avaliação de dor, função e progressos.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva favorável com manejo adequado; dor pode persistir por meses.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Atividade física regular
- Boa ergonomia
- Intervenção precoce
- Ausência de sinais neurológicos
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Dor refratária com >12 semanas
- Lesões graves não identificadas
- Disfunção neurológica
- Baixa adesão ao tratamento
- Qualidade de Vida
- Impacto moderado na função diária, muitas vezes compensado pela fisioterapia.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Manter peso saudável, prática regular de exercícios e ergonomia correta.
- Medidas Preventivas
-
Alongamento diárioPausas ativas?Treinamento ergonômicoLevantamento corretoFortalecimento do core
- Rastreamento
- Avaliação clínica periódica; não há rastreamento universal.
Dados no Brasil
Mitos e Verdades
Correr sempre agrava dor lombar.
Nem toda dor lombar indica doença grave; muitos casos melhoram sem cirurgia.
Descansar muito cura dor lombar.
Movimento suave e fisioterapia ajudam mais do que repouso prolongado.
Dor lombar significa doença grave.
A maioria é dor mecânica benigna, com boa chance de recuperação.
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Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.