contato@nztbr.com
cid m 50.1
CID-10

Doença do Disco Cervical com Radiculopatia

Dor cervical com irradiação

Resumo

Dor no pescoço com irradiação; começa com exercícios, ergonômica e fisioterapia.

Identificação

Código Principal
M50.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Desordem do Disco Cervical com Radiculopatia
Nome em Inglês
Cervical Disc Disorder with Radiculopathy
Outros Nomes
Desordem do disco cervical • Hérnia cervical • Radiculopatia cervical • Compressão cervical • Discopatia cervical com radiculopatia
Siglas Comuns
RCD DCC CD Cervical

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do sistema musculoesquelético
Categoria Principal
Doenças da coluna cervical
Subcategoria
Discos cervicais com radiculopatia
Tipo de Condição
doenca
Natureza
degenerativa
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; doenças de disco cervical com radiculopatia afetam milhões, principalmente adultos de meia-idade.
Prevalência no Brasil
Dados no Brasil são limitados; prevalência varia com diagnóstico e acesso a imagem.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade, 30 a 50 anos
Distribuição por Sexo
Equilibrada; levemente mais comum em homens
Grupos de Risco
idade avançada má postura crônica tabagismo obesidade esforços repetitivos do pescoço
Tendência Temporal
Tendência estável; diagnóstico precoce melhora manejo.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Desgaste degenerativo do disco cervical com desidratação e abaulamento que comprimem raízes.
Mecanismo Fisiopatológico
Desgaste discal leva a protrusão, desidratação, estreitamento do canal e irritação radicular.
Fatores de Risco
idade avançada má postura crônica tabagismo obesidade esforços repetitivos do pescoço histórico de lesão cervical
Fatores de Proteção
exercício regular boa postura fortalecimento do core controle de peso
Componente Genético
Contribuição genética moderada; histórico familiar pode aumentar risco.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor cervical com irradiação para ombro e braço, piora com movimentos.
Sintomas Frequentes
dor cervical constante
irradiação para ombro/braço
formigamento no braço
fraqueza de mão leve
dificuldade em segurar objetos
dor ao dormir com pescoço apoiado
Sinais de Alerta
  • fraqueza súbita de membros
  • perda de coordenação
  • febre associada a rigidez de pescoço
  • dor de cabeça intensa com rigidez cervical
  • defecação urinária alterada
Evolução Natural
Sem tratamento, dor persiste; degeneração discal pode progredir.
Complicações Possíveis
dor crônica fraqueza residual restrição de movimentos alterações sensoriais síndrome de dor regional

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Diagnóstico clínico apoiado por RMN cervical revelando desordem do disco com radiculopatia.
Exames Laboratoriais
Hemograma completo VHS PCR teste de inflamação bioquímica básica
Exames de Imagem
RMN cervical com evidência de desordem do disco e radiculopatia TC cervical quando RMN não está disponível
Diagnóstico Diferencial
  • Dor muscular cervical
  • Fibromialgia cervicobraquial
  • Hérnia de disco torácica
  • Osteoartrite cervical
  • Canal cervical estreito congênito
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo médio de semanas a meses, com RMN rápida quando suspeita radiculopatia.

Tratamento

Abordagem Geral
Gestão multidisciplinar com fisioterapia, postura, exercícios, e manejo da dor sem depender de cirurgia inicial.
Modalidades de Tratamento
1 manejo medicamentoso
2 fisioterapia
3 infiltrações cervicais
4 cirurgia quando indicado
5 terapias complementares
Especialidades Envolvidas
Ortopedia Fisiatria Fisioterapia Neurologia Reabilitação
Tempo de Tratamento
Variável; semanas a meses, com reavaliações periódicas.
Acompanhamento
Consultas de follow-up a cada 4–8 semanas, com avaliação de dor e função.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Melhora significativa com manejo conservador; alguns casos persistem como dor crônica.
Fatores de Bom Prognóstico
  • bom alinhamento postural
  • boa resposta ao tratamento
  • ausência de déficit neurológico
  • bom suporte social
Fatores de Mau Prognóstico
  • falta de adesão ao tratamento
  • dor persistente >6 meses
  • déficit neurológico progressivo
  • cirurgia atrasada quando indicada
Qualidade de Vida
Melhora com manejo adequado e reabilitação; atividades diárias mais possíveis.

Prevenção

Prevenção Primária
Postura correta, exercícios regulares, ergonomia no trabalho.
Medidas Preventivas
pausas ativas no trabalho
alongamento diário
fortalecimento do pescoço e ombros
evitar movimentos repetitivos
alimentação equilibrada
Rastreamento
Não há rastreamento específico; avaliação clínica e imagem apenas quando sintomático.

Dados no Brasil

Números variam com gravidade; não há dados consistentes.
Internações/Ano
Baixa mortalidade; óbitos ligados a comorbidades.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Distribuição varia; maior detecção onde há acesso a RMN.

Perguntas Frequentes

1 Qual o principal sintoma da condição?
Dor no pescoço com irradiação para ombro e braço, piora com movimentos.
2 Precisa cirurgia?
Cirurgia só se falha no tratamento conservador ou déficit neurológico; muitos melhoram com fisioterapia.
3 Como funciona RMN?
RMN cervical identifica disco degenerado e radiculopatia, orientando decisão terapêutica.
4 É possível prevenir?
Postura correta, alongamentos, exercícios de pescoço ajudam a prevenir piora.
5 Quais atividades evitar no dia a dia?
Evite esforço repetitivo do pescoço; ajuste cadeira e faça pausas ativas.

Mitos e Verdades

Mito

Dor no pescoço significa hérnia grave

Verdade

Causa multifatorial; diagnóstico exige imagem e avaliação clínica

Mito

Cirurgia resolve tudo

Verdade

Muitos casos melhoram com manejo conservador

Mito

RMN mostra a única causa

Verdade

RMN ajuda; decisão depende de sintomas e função

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento de atenção primária; encaminhe para ortopedia ou fisiatria.
Especialista Indicado
Ortopedista ou clínico de dor.
Quando Procurar Emergência
Perda súbita de força, déficit neurológico agudo ou febre com rigidez requerem pronto atendimento.
Linhas de Apoio
0800 Saúde 136 SUS 188 SAMU 192

CIDs Relacionados

M50.0 M50.2 M54.2 G89.4 M99.3

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.