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cid m 45
CID-10

Espondilite anquilosante

Espondilite anquilosante

Resumo

EA é doença inflamatória da coluna com dor crônica; tratamento prioriza mobilidade.

Identificação

Código Principal
M45
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Espondilite anquilosante, doença inflamatória crônica da coluna vertebral envolvendo sacroilíacas
Nome em Inglês
Ankylosing Spondylitis
Outros Nomes
Espondiloartrite axial • Doença de Bechterew • EA inflamatória
Siglas Comuns
EA AS SA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo
Categoria Principal
Doenças reumatológicas
Subcategoria
Artrite espondiloartropática axial
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam, entre 0,5% a 1%, sobretudo jovens adultos.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; expressão semelhante à média mundial.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens (20-40 anos)
Distribuição por Sexo
Predominância masculina, ~2:1
Grupos de Risco
HLA-B27 positivo História familiar EA Jovens com dor inflamatória lombar Genética predisposta Tabagismo
Tendência Temporal
Detecção aumentou com reconhecimento; manejo atual estabiliza progressão.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Inflamação axial crônica com predisposição genética (HLA-B27).
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação na sacroilíaca e coluna levando à fusão vertebral_PROGRESSÃO
Fatores de Risco
HLA-B27 positivo História familiar Sexo masculino Jovens adultos Tabagismo
Fatores de Proteção
Exercício regular Fisioterapia precoce Tratamento adequado da inflamação Manter peso saudável
Componente Genético
Predisposição genética forte, especialmente HLA-B27.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor lombar inflamatória crônica com rigidez matinal.
Sintomas Frequentes
Dor lombar com rigidez matinal >30 min
Melhora com movimento
Redução da flexibilidade
Dor ciática intermitente
Fatiga
Sinais de Alerta
  • Dor aguda com febre
  • Perda de peso sem justificativa
  • Fraqueza súbita
  • Dificuldade de evacuação
  • Sintomas neurológicos progressivos
Evolução Natural
Sem tratamento: piora progressiva; com manejo, controle de dor e mobilidade.
Complicações Possíveis
Restrição de mobilidade Fraturas vertebrais Escoliose progressiva Deformidades toracoabdominais Redução da qualidade de vida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Dor inflamatória persistente, rigidez, resposta a NSAIDs, sinais radiográficos de sacroilíite.
Exames Laboratoriais
HLA-B27 positivo VHS elevado CRP elevado Fator reumatoide negativo Ferritina variável
Exames de Imagem
Radiografias lombossacras RM coluna lombar-sacroilíacas TC sacroilíacas Ultrassom de órgãos relevantes
Diagnóstico Diferencial
  • Artrite reativa
  • Artrite psoriásica
  • Dorsalgia mecânica
  • Doenças inflamatórias intestinais com artrite
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico pode ocorrer após meses a anos de sintomas persistentes.

Tratamento

Abordagem Geral
Alvo: reduzir dor, inflamação e preservar mobilidade; base em exercícios e medicamentos.
Modalidades de Tratamento
1 AINEs
2 Fisioterapia
3 Exercício regular
4 Terapias biológicas
5 Cirurgia quando indicada
Especialidades Envolvidas
Reumatologia Fisioterapia Ortopedia Oftalmologia Fisiatria
Tempo de Tratamento
Longo prazo com revisões periódicas.
Acompanhamento
Consultas semestrais, avaliação de inflamção, função torácica e coluna.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia com adesão; muitos mantêm mobilidade por décadas.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Exercício regular
  • Resposta aos NSAIDs
  • Diagnóstico precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diagnóstico tardio
  • Baixa adesão
  • Forte predisposição genética
  • Fraturas vertebrais
Qualidade de Vida
Impacto variável; adaptações ajudam a manter autonomia.

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção primária definida; foco em estilo de vida saudável.
Medidas Preventivas
Exercícios de alongamento
Postura correta
Hidratação
Controle de peso
Tratamento precoce da inflamação
Rastreamento
Não há rastreamento universal; diagnóstico precoce com avaliação de dor inflamatória.

Dados no Brasil

Varia; internação é incomum exceto por cirurgia.
Internações/Ano
Obitos diretos raros, associadas a comorbidades.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior concentração onde há disponibilidade de especialistas.

Perguntas Frequentes

1 EA pode ser curada?
Não há cura; objetivo é controle prolongado da dor e da mobilidade.
2 Quais são os sinais de alarme?
Dor persistente, febre, emagrecimento, fraqueza, alterações neurológicas.
3 Como é o diagnóstico?
Avaliação clínica, exames de imagem e marcadores inflamatórios.
4 Existem tratamentos efetivos?
NSAIDs, fisioterapia e biológicos costumam controlar bem.
5 Posso trabalhar com EA?
Sim, com adaptação de tarefas e acompanhamento médico.

Mitos e Verdades

Mito

EA ocorre apenas em homens jovens.

Verdade

mulheres também são afetadas; diagnóstico pode ser mais tardio.

Mito

dor lombar normal na idade não precisa investigar.

Verdade

dor inflamatória exige avaliação médica.

Mito

não há tratamento eficaz.

Verdade

manejo multidisciplinar controla sintomas e preserva função.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Consulte reumatologista; procure atendimento rápido se dor inflamatória persistir.
Especialista Indicado
Reumatologista
Quando Procurar Emergência
Dor grave súbita, fraqueza ou incontinência requer avaliação urgente.
Linhas de Apoio
Disque Saúde 136 SUS Central 0800 011 9876 Centro de reumatologia local

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.