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cid m 170
CID-10

Bilateral osteoartrite do joelho

Osteoartrite bilateral do joelho

Resumo

OA do joelho bilateral causa dor, rigidez e dificuldade; peso e exercícios ajudam

Identificação

Código Principal
M17.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Osteoarthritis of the knee, bilateral
Nome em Inglês
Bilateral Knee Osteoarthritis
Outros Nomes
Osteoartrite do joelho bilateral • Artrite degenerativa do joelho • OA joelho bilateral • Osteoartrite articular do joelho
Siglas Comuns
OA OAJ

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo
Categoria Principal
Doença osteoarticular degenerativa
Subcategoria
Osteoartrite do joelho, bilateral
Tipo de Condição
doenca
Natureza
degenerativa
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global entre adultos; aumenta com idade e obesidade
Prevalência no Brasil
Brasil: maior frequence entre idosos; variação regional
Faixa Etária Principal
Adultos acima de 50 anos
Distribuição por Sexo
Predominância feminina
Grupos de Risco
Idade avançada Obesidade Trauma no joelho Desalinhamento articular Histórico familiar
Tendência Temporal
Aumento com envelhecimento populacional

Etiologia e Causas

Causa Principal
Processo degenerativo por desgaste articular progressivo
Mecanismo Fisiopatológico
Desgaste cartilaginoso com osteófitos, remodelação óssea e inflamação local
Fatores de Risco
Idade avançada Obesidade Sexo feminino Trauma prévio no joelho Alta atividade de impacto História familiar
Fatores de Proteção
Peso saudável Exercícios de fortalecimento Treinamento de equilíbrio Calçados adequados
Componente Genético
Contribui parcialmente; histórico familiar aumenta o risco

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor no joelho ao caminhar e ao subir escadas
Sintomas Frequentes
Dor articular
Rigidez matinal breve
Crepitação
Inchaço leve
Redução da mobilidade
Dor ao ficar em pé
Sinais de Alerta
  • Dor súbita com calor
  • Inchaço intenso
  • Febre associada
  • Perda de peso sem causa
  • Sinais de infecção
Evolução Natural
Progride lentamente sem tratamento; dor e limitação aumentam
Complicações Possíveis
Dor crônica persistente Perda de mobilidade Deformidade progressiva Dependência de apoio Cirurgia

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Dor, crepitação; raio-X com estreitamento articular e osteófitos
Exames Laboratoriais
hemograma PCR geralmente normal Perfil metabólico
Exames de Imagem
Radiografia de joelho (AP e lateral) RM apenas com dúvidas sobre tecidos moles Ultrassom não essencial
Diagnóstico Diferencial
  • Artrite reumatoide
  • Artrite séptica
  • Lesão meniscal
  • Gota
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente meses a anos desde início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio da dor e preservação da função, com educação e exercícios
Modalidades de Tratamento
1 Exercícios de baixo impacto
2 Fisioterapia
3 Controle de peso
4 Medicamentos analgésicos/anti-inflamatórios
5 Infiltrações intra-articulares
Especialidades Envolvidas
Ortopedista Fisioterapeuta Reumatologista Nutricionista Educador físico
Tempo de Tratamento
Duração variável; manejo de longo prazo
Acompanhamento
Consultas regulares para ajuste de exercícios e analgesia

Prognóstico

Prognóstico Geral
Controle sintomático com manejo adequado; OA crônica
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão a exercícios
  • Controle de peso
  • Alinhamento articular adequado
  • Início precoce do manejo
Fatores de Mau Prognóstico
  • Idade avançada
  • Obesidade grave
  • Dor refratária
  • Degeneração acelerada por trauma
Qualidade de Vida
Pode parecer menor, mas muito pode ser mantido com manejo adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Peso estável, evitar trauma, atividades de baixo impacto
Medidas Preventivas
Peso saudável
Exercícios de fortalecimento
Atividade física regular
Calçados adequados
Evitar lesões
Rastreamento
Avaliação clínica periódica; não há rastreamento específico

Dados no Brasil

Internações variam com gravidade; OA comorbidades elevam uso de hospital
Internações/Ano
Óbitos ligados a OA são raros, geralmente por comorbidades
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul têm maior incidência; variações regionais notáveis

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais comuns da OA do joelho bilateral?
Dor ao usar, rigidez breve pela manhã, crepitação e mobilidade reduzida
2 Como confirmar o diagnóstico?
História, exame físico e radiografias; exames de sangue ajudam a afastar inflamação
3 É possível reverter a OA?
Não há cura; foco em reduzir dor e manter função com exercícios e peso
4 Mudanças que ajudam no dia a dia?
Perda de peso, fortalecimento muscular e calçados adequados aliviam a pressão
5 Quando considerar cirurgia?
Cirurgia é opção quando dor grave impede atividades e conservador falha

Mitos e Verdades

Mito

Dores no joelho significam sempre envelhecimento

Verdade

OA é comum, mas manejo adequado reduz dor e melhora função

Mito

Medicamentos curam OA

Verdade

Tratamentos aliviam sintomas; não curam, mas ajudam a controlar

Mito

Exercícios agravam OA

Verdade

Exercícios fortalecem e mantêm mobilidade quando orientados

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Clínico geral, ortopedista ou fisioterapeuta podem iniciar avaliação
Especialista Indicado
Ortopedista
Quando Procurar Emergência
Joelho inchado com febre, dor súbita ou deformidade requer atendimento
Linhas de Apoio
Ligue 136 (SUS) Central de atendimento do MS

CIDs Relacionados

M17.0 M17.1 M17.2 M17.3 M17.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.