Linfomas e neoplasias linfóides
Linfomas: câncer do sistema linfático
Resumo
Linfoma é câncer dos linfonodos; tratamento moderno costuma curar ou controlar a doença.
Identificação
- Código Principal
- C85.9
- Versão CID
- CID-11
- Nome Oficial
- Neoplasias linfoides segundo CID-11; classificação OMS para linfomas.
- Nome em Inglês
- Lymphoma (Lymphoid Neoplasm)
- Outros Nomes
- linfoma não-Hodgkin • neoplasia linfoide • linfoma de células B • linfoma de células T • linfopatia maligna
- Siglas Comuns
- LNH NHL Linf. não-Hodgkin
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo XVII - Neoplasias do sistema linfático
- Categoria Principal
- Neoplasias malignas do sistema linfático
- Subcategoria
- Linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin
- Tipo de Condição
- neoplasia
- Natureza
- neoplasica
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais indicam 2-3% de todos os cânceres; maior incidência em adultos.
- Prevalência no Brasil
- No Brasil, linfomas correspondem a cerca de 3% dos cânceres; distribuição por sexo similar.
- Faixa Etária Principal
- Adultos de meia-idade a idosos
- Distribuição por Sexo
- Equilibrada entre homens e mulheres, leve predomínio masculino
- Grupos de Risco
- HIV Imunossupressão Transplante de órgão Idade avançada EBV
- Tendência Temporal
- Tendência global estável a levemente crescente com melhor detecção.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Origem multifatorial com alterações genéticas somáticas, ambiente e vírus.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Proliferação clonal de linfócitos com escape imune e microambiente tumoral.
- Fatores de Risco
- Imunossupressão HIV Transplante de órgão Idade avançada Histórico familiar
- Fatores de Proteção
- Estilo de vida saudável Tratar infecções crônicas Vacinação adequada Detecção precoce
- Componente Genético
- Alterações genéticas somáticas comuns; pequena predisposição familiar.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Nódulos linfáticos aumentados indolores
- Sintomas Frequentes
-
Nódulos cervical/axilar/mediastinalFadiga persistentePerda de peso não intencionalFebre vespertinaSudorese noturnaPrurido generalizado
- Sinais de Alerta
-
- Dor torácica súbita
- Inchaço de gânglios que não regride
- Febre alta persistente
- Sinais neurológicos de compressão
- Infecção grave
- Evolução Natural
- Sem tratamento, doença progride de linfonodos a disseminação sistêmica.
- Complicações Possíveis
- Disseminação extranodal Infecções oportunistas Anemia grave Insuficiência medular Doenças autoimunes secundárias
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Biópsia com imuno-histoquímica; confirmação por marcadores e genética.
- Exames Laboratoriais
- Hemograma PCR/VCH LDH elevado Perfil bioquímico Marcadores inflamatórios
- Exames de Imagem
- Tomografia de tórax/pelve PET-CT Ultrassom abdominal RM conforme necessidade
- Diagnóstico Diferencial
-
- Infecções crônicas de linfonodos
- Sarcoidose com linfadenopatia
- Linfadenopatia reativa
- Leucemia linfoblástica
- Doenças autoimunes
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Tempo típico até diagnóstico varia de semanas a meses.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Tratamento depende do subtipo; combina quimioterapia, imunoterapia e radioterapia.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Quimioterapia2 Imunoterapia3 Radioterapia4 Transplante de células-tronco5 Cirurgia diagnóstica
- Especialidades Envolvidas
- Oncologia Hematologia Radioterapia Cirurgia (diagnóstica) Genética médica
- Tempo de Tratamento
- Duração típica de meses a anos conforme subtipo.
- Acompanhamento
- Consultas a cada 2-3 meses nos dois primeiros anos; exames de rotina.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Prognóstico varia com subtipo e estágio; HL tem bom prognóstico com tratamento adequado.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Estágio precoce
- Resposta inicial boa
- HL subtype favorável
- Baixa carga tumoral
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Estágio avançado
- Disseminação extranodal
- LDH elevada
- HIV positivo
- Qualidade de Vida
- Qualidade de vida pode oscilar; fadiga e efeitos colaterais demandam apoio.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Não há prevenção específica; reduzir fatores de risco gerais pode ajudar.
- Medidas Preventivas
-
Tratamento de infecções crônicasRotina de higieneVacinas quando indicadasDetecção precoce de massa
- Rastreamento
- Não há rastreamento universal; vigilância clínica quando há linfadenopatia.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
linfoma é contagioso.
não é contagioso entre pessoas.
todos os inchaços são linfoma.
linfonodos inchados podem ter várias causas.
quimioterapia sempre causa queda de cabelo.
pode ocorrer queda, depende do regime.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure médico ou pronto atendimento se linfonodos persistentes.
- Especialista Indicado
- Hematologista/Oncologista
- Quando Procurar Emergência
- Dor no peito, sangramento, falta de ar, febre alta não controlada.
- Linhas de Apoio
- 0800-123-4567 0800-765-4321 Disque Câncer 188
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.