Larva migrans cutânea
Erupção serpiginosa da pele
Resumo
Coceira forte e trilhas na pele causadas por larvas sob a pele.
Identificação
- Código Principal
- B76.0
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Larva migrans cutânea
- Nome em Inglês
- cutaneous larva migrans
- Outros Nomes
- Larva migrans serpiginosa • Dermatose por larvas • erupção serpiginosa da pele • larvas na pele • larva migrans cutânea
- Siglas Comuns
- CLM LMC
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo XII - Doenças da pele e do tecido subcutâneo
- Categoria Principal
- Infecções e parasitoses da pele
- Subcategoria
- Parasitoses cutâneas
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- adquirida
- Gravidade Geral
- leve
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Regiões tropicais e subtropicais; alta em praias arenosas.
- Prevalência no Brasil
- Casos descritos no litoral e áreas quentes; varia por região.
- Faixa Etária Principal
- Todas as idades, particularmente crianças.
- Distribuição por Sexo
- Predominância variável entre sexos.
- Grupos de Risco
- Crianças Moradores de áreas quentes Viajantes para praias Animais domésticos infectados Trabalhadores rurais
- Tendência Temporal
- Varia com clima, higiene e exposição; tendência não uniforme.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Infecção por larvas de nematódeos do gênero Ancylostoma
- Mecanismo Fisiopatológico
- Larvas penetrar pele, migram criando trajetos serpiginosos com coceira.
- Fatores de Risco
- Contato com solo contaminado Exposição em praias Pele exposta Contato com cães/gatos infectados Viagens a áreas tropicais
- Fatores de Proteção
- Calçados fechados Higiene da pele Controle de animais domésticos Evitar solo úmido contaminado
- Componente Genético
- Sem herança genética definida; risco não hereditário.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Coceira intensa com trilhas serpiginosas visíveis na pele
- Sintomas Frequentes
-
Traços serpiginosos sob a pelePápulas pruriginosasErupção linear em trajetoPossível edema localizadoInfecção bacteriana secundária
- Sinais de Alerta
-
- Infecção bacteriana secundaria
- Febre alta repentina
- Dor intensa sem melhora
- Progressão rápida das lesões
- Resistência ao tratamento inicial
- Evolução Natural
- Sem tratamento, lesões persistem semanas a meses com coceira contínua
- Complicações Possíveis
- Infecção bacteriana secundaria Hipercromia temporária Lesões persistentes de pele
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- História de exposição, exame dermatológico, traços serpiginosos na pele
- Exames Laboratoriais
- Hemograma com eosinofilia leve IgE elevada Cultura de pele geralmente normal Serologia não útil Parasitologia raramente detectável
- Exames de Imagem
- Dermatoscopia opcional Ultrassom de pele em casos complexos Ressonância não necessária complexa
- Diagnóstico Diferencial
-
- Tinea corporis
- Impetigo
- Dermatite de contato
- Eritema multiforme
- Larva migrans profunda
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Geralmente semanas até confirmação
Tratamento
- Abordagem Geral
- Alívio do prurido, eliminação larvar com antiparasitários tópicos e sistêmicos conforme orientação médica
- Modalidades de Tratamento
-
1 Tópico antiparasitário2 Medicação oral em casos extensos3 Cuidados com pele4 Controle de infecção secundária5 Tratamento de prurido
- Especialidades Envolvidas
- Dermatologia Clínica médica Infectologia Parasitologia Pediatria
- Tempo de Tratamento
- Semanas a meses, conforme extensão
- Acompanhamento
- Retornos em intervalos de 1-4 semanas até resolução
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Bom com tratamento adequado; prurido reduz, lesões regridem sem sequelas
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Diagnóstico precoce
- Tratamento adequado
- Baixa extensão
- Boa adesão
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Infecção não tratada
- Exposição contínua
- Imunossubressão
- Lesões extensas
- Qualidade de Vida
- Geralmente boa; prurido pode atrapalhar sono durante evolução
Prevenção
- Prevenção Primária
- Evitar andar descalço em solo contaminado; usar calçados fechados
- Medidas Preventivas
-
Higiene de peleControle de fezes de animaisTratar animais domésticosProteção solar em áreas expostasLavar as mãos após praia
- Rastreamento
- Não há rastreamento de rotina; diagnóstico é clínico
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
só pega em praias
ocorre onde houver solo contaminado em contato com pele.
não existe tratamento
antiparasitários eficazes aliviam pronto.
cura imediata
pode levar semanas; tratamento acelera recuperação.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure médico de família ou dermatologista ao notar coceira e trilhas na pele
- Especialista Indicado
- Dermatologista
- Quando Procurar Emergência
- Infecção grave, febre alta, dor intensa ou piora
- Linhas de Apoio
- 0800-111-2222 DisqueSaúde
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.