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cid l20
CID-10

Dermatite atópica

Eczema atópico

Resumo

Doença inflamatória da pele com coceira; manejo envolve hidratação, evitar irritantes e tratamentos tópicos.

Identificação

Código Principal
L20
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Dermatite Atópica - nomenclatura OMS
Nome em Inglês
Atopic Dermatitis
Outros Nomes
dermatite atópica • eczema atópico • dermatose atópica • eczema crônico • eczema infantil
Siglas Comuns
DA AD L20

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XII - Doenças da pele e tecido subcutâneo
Categoria Principal
Doenças dermatológicas
Subcategoria
Dermatite atópica/eczema
Tipo de Condição
doenca
Natureza
variavel
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global estimada em 2-10% de crianças, variando por região.
Prevalência no Brasil
Brasil: estimativas entre 5-7% na população infantil, com variação regional.
Faixa Etária Principal
Infância precoce
Distribuição por Sexo
Proporção similar entre sexo
Grupos de Risco
Historia familiar de atopia Asma Rinite alérgica Infancia com eczema precoce Exposição a alérgenos
Tendência Temporal
Tendência estável com leve aumento em algumas regiões urbanas

Etiologia e Causas

Causa Principal
Predisposição genética combinada com alérgenos ambientais e barreira cutânea comprometida.
Mecanismo Fisiopatológico
Deficiente barreira cutânea facilita penetração de alérgenos; Th2 promove inflamação.
Fatores de Risco
Historia familiar de atopia Infancia com eczema Risco de asma Alergias alimentares Pele seca crônica Poluentes ambientais
Fatores de Proteção
Hidratação adequada Cuidados com pele Uso de emolientes Evitar irritantes
Componente Genético
Podem contribuir variantes do gene FLG e outros, herdadas em famílias.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Prurido intenso com lesões recorrentes na pele.
Sintomas Frequentes
Prurido intenso
Lesões com prurido
Zonas flexoriais comuns
Pele seca (xerose)
Espessamento crônico
Descamação leve
Sinais de Alerta
  • Febre alta
  • Bolhas extensas
  • Dor intensa
  • Infecção suspeita com secreção
  • Piora rápida
Evolução Natural
Sem tratamento, prurido e lesões se repetem com piora gradual.
Complicações Possíveis
Infecções bacterianas Rinite alérgica Asma Pigmentação irregular Problemas de sono

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios clínicos com prurido crônico e padrão de lesões; excluem outras dermatoses.
Exames Laboratoriais
IgE total elevado Teste de alergênicos Contagem de eosinófilos Exames para infecção Biomarcadores inflamatórios básicos
Exames de Imagem
Não rotineiro Ultrassom opcional em edema TC/RM não indicadas
Diagnóstico Diferencial
  • Dermatite de contato
  • Psoríase
  • Dermatite seborréica
  • Irritação simples
  • Líquen crônico
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico típico na infância; pode demorar meses em casos atípicos.

Tratamento

Abordagem Geral
Hidratação diária, evitar irritantes, uso de emolientes, corticosteroides tópicos quando necessário.
Modalidades de Tratamento
1 Emolientes
2 Corticosteroides tópicos
3 Inibidores de calcineurina
4 Fototerapia
5 Tratamentos sistêmicos (em casos graves)
Especialidades Envolvidas
Pediatria Dermatologia Alergia e Imunologia Nutrição Cuidados de pele
Tempo de Tratamento
Duração varia; controle geralmente meses com manutenção.
Acompanhamento
Consultas periódicas, avaliação de pele, hidratação e ajuste de medicações.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom com manejo adequado; qualidade de vida pode ser mantida.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao tratamento
  • Hidratação regular
  • Pele não ressecada
  • Ausência de infecções recorrentes
Fatores de Mau Prognóstico
  • Gravidade na infância
  • Histórico familiar
  • Rinite/asma associadas
  • Infecção cutânea frequente
Qualidade de Vida
Pode manter boa qualidade de vida com educação, suporte e tratamento adequado.

Prevenção

Prevenção Primária
Hidratação constante, evitar irritantes, amamentação adequada quando possível.
Medidas Preventivas
Hidratar pele
Banhos curtos com água morna
Sabonete neutro
Roupas de algodão
Evitar poluentes
Rastreamento
Avaliações dermatológicas periódicas; monitorar alergias e infecções.

Dados no Brasil

Hospitalizações menos frequentes, maior carga ambulatorial.
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais prevalente no Sudeste e Sul; variações regionais.

Perguntas Frequentes

1 A dermatite atópica pode ser curada?
Não há cura definitiva; controle com hidratação e tratamento adequado mantém sintomas estáveis.
2 Diferença entre dermatite e eczema?
Eczema é termo popular, dermatite é inflamação; dermatite atópica é forma específica.
3 É seguro usar corticoide diário em crianças?
Uso sob orientação médica, com tempo e dose adaptados; não usar por meses sem avaliação.
4 Quais sinais de crise grave?
Febre alta, bolhas extensas, dor intensa, piora rápida; procure atendimento.
5 A alimentação influencia a dermatite?
Pode haver gatilhos em alguns casos; consulta com alergista ajuda a esclarecer.

Mitos e Verdades

Mito

Higiene excessiva não cura dermatite.

Verdade

Hidratação e proteção reduzem prurido e lesões.

Mito

Dermatite atópica permanece só na infância.

Verdade

Pode persistir na vida adulta; manejo adequado controla.

Mito

Corticoide causa dependência permanente.

Verdade

Uso responsável com orientação médica é seguro a curto prazo.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure dermatologista ou alergista; avaliação clínica inicial.
Especialista Indicado
Dermatologista pediátrico
Quando Procurar Emergência
Sinais de infecção ou piora rápida devem buscar pronto atendimento.
Linhas de Apoio
Disque SUS 136 SUS Central de Atendimento Alergia Brasil

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.