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cid l03
CID-10

Linfangite aguda

Linfangite aguda

Resumo

Infecção rápida dos vasos linfáticos, com dor, edema e vermelhidão na pele.

Identificação

Código Principal
L03
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Acute lymphangitis
Nome em Inglês
Acute lymphangitis
Outros Nomes
linfangite aguda • linfangiite • infecção dos vasos linfáticos • linfangite de pele • abscesso se complica
Siglas Comuns
LFA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo L - Doenças da pele e tecido subcutâneo
Categoria Principal
Doenças da pele e subcutâneo
Subcategoria
Infecciosas da pele
Tipo de Condição
doenca
Natureza
infecciosa
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global baixa; varia com higiene, educação sanitária e acesso a cuidados.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; relatos esporádicos em serviços dermatológicos.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a adultos
Distribuição por Sexo
Proporção geralmente equilibrada entre sexos
Grupos de Risco
feridas de pele diabetes edema linfático imunossupressão trauma cutâneo
Tendência Temporal
Varia conforme vigilância; tendência estável com melhorias de manejo.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção bacteriana aguda dos linfângios, comum por Streptococcus e Staphylococcus.
Mecanismo Fisiopatológico
Infecção ascendente nos linfângios com inflamação aguda, edema e rubor.
Fatores de Risco
feridas de pele diabetes edema linfático imunossupressão trauma cutâneo obesidade
Fatores de Proteção
boa higiene da pele tratamento rápido de feridas controle glicêmico vacinação geral de saúde
Componente Genético
Predisposição genética é rara; não herdada na maioria

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor com edema, calor e vermelhidão ao redor da área infectada.
Sintomas Frequentes
dor local intensa
rubor e calor local
edema proximal
febre baixa
mal-estar
linfadenopatia regional
Sinais de Alerta
  • febre alta persistente
  • dor desproporcional
  • taquicardia
  • confusão
  • sinais de sepse
Evolução Natural
Sem tratamento, a infecção pode progredir; com tratamento, melhora rápida.
Complicações Possíveis
abscesso sepse celulite extensa linfedema persistente falha no tratamento

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Diagnóstico por quadro clínico com edema, rubor, calor e dor; culturas da lesão ajudam.
Exames Laboratoriais
hemograma com leucocitose PCR elevada cultura da lesão hemocultura se febre alta glicemia em diabéticos
Exames de Imagem
ultrassom de pele com doppler RM em casos complicados TC para abscesso ultrassom se edema extenso
Diagnóstico Diferencial
  • celulite não linfática
  • abscesso subcutâneo
  • linfadenite infecciosa
  • tromboflebite infecciosa
  • dermatite infecciosa
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente dias; depende da observação clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Combater infecção com antibióticos adequados, higiene de pele e manejo da ferida.
Modalidades de Tratamento
1 antibióticos empíricos
2 drenagem de abscesso
3 controle de dor
4 cuidados com feridas
5 higiene pele
Especialidades Envolvidas
clínico geral dermatologista infectologista cirurgião geral enfermeiro
Tempo de Tratamento
Geral: 7-10 dias, ajustando conforme resposta
Acompanhamento
Retornos em 48-72h; ajuste de antibiótico se necessário

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva boa com tratamento adequado; complicações são raras
Fatores de Bom Prognóstico
  • início rápido do tratamento
  • feridas pequenas
  • resposta clínica rápida
  • ausência de comorbidades graves
Fatores de Mau Prognóstico
  • retardo no tratamento
  • diabetes descontrolado
  • imunossupressão
  • abscesso não drenado
Qualidade de Vida
Recuperação rápida; paciente volta às atividades em pouco tempo

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene diária da pele, tratamento rápido de feridas e proteção contra traumas.
Medidas Preventivas
higiene pele
tratamento rápido de feridas
controle glicêmico
cuidado com feridas
vacinação adequada
Rastreamento
Exames de pele conforme necessidade clínica; não substitui avaliação

Dados no Brasil

Varia conforme região; não há número fixo nacional.
Internações/Ano
Mortalidade baixa em manejo adequado.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior frequência onde saneamento é insatisfatório.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais de linfangite?
Dor, vermelhidão, calor, edema e febre sugerem infecção ativa.
2 É contagiosa a linfangite?
Pode disseminar pela pele; antibióticos controlam. Evite tocar feridas.
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica com apoio de culturas e exames de sangue se necessário.
4 Quais são as opções de prevenção?
Tratar feridas rapidamente, manter boa higiene e controlar doenças crônicas.
5 Quando procurar atendimento de emergência?
Febre alta, confusão, dificuldade respiratória, dor intensa.

Mitos e Verdades

Mito

linfangite ocorre só em adultos.

Verdade

pode ocorrer em qualquer idade com feridas abertas.

Mito

mito: antibióticos apenas tópicos curam.

Verdade

verdade: infecção típica requer antibióticos sistêmicos.

Mito

mito: vacinas evitam totalmente linfangite.

Verdade

verdade: vacina não impede; higiene e hidratar ajudam.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure serviço de saúde ao surgimento de feridas que não cicatrizam.
Especialista Indicado
Clínico geral ou dermatologista
Quando Procurar Emergência
Febre alta, piora rápida, confusão ou dor intensa: vá ao pronto atendimento.
Linhas de Apoio
Disque-SUS 136 CVV 188 SAMU 192

CIDs Relacionados

L01 L02 L03.0 L03.9 L08

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.