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cid l 97
CID-10

Úlceras crônicas não por pressão dos membros inferiores

Úlceras crônicas na perna

Resumo

Ferida crônica na perna, não por pressão, exige cuidado contínuo para cicatrizar.

Identificação

Código Principal
L97
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Úlceras crônicas não por pressão dos membros inferiores
Nome em Inglês
Chronic non-pressure ulcers of the lower limb
Outros Nomes
Ulceras de perna não por pressão • Feridas crônicas da perna • Ulceras crônicas de membros inferiores
Siglas Comuns
LMI ULMI L97U

Classificação

Capítulo CID
Capítulo L - Doenças da pele e do tecido subcutâneo
Categoria Principal
Doenças da pele e mucosas
Subcategoria
Úlceras crônicas não por pressão de membros inferiores
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam por etiologia; não há cifra única de prevalência mundial.
Prevalência no Brasil
Dados brasileiros são limitados; feridas crônicas comuns com fatores vasculares.
Faixa Etária Principal
Adultos acima de 60 anos
Distribuição por Sexo
Distribuição variável por etiologia; comum em ambos os sexos, predomínio moderado feminino.
Grupos de Risco
Diabetes mellitus Piora vascular periférica Tabagismo Imobilidade Idade avançada
Tendência Temporal
Mantém-se estável; melhorias no manejo de feridas reduzem progressão.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Etiologia multifatorial; base relacionada a distúrbios vasculares, diabetes e trauma.
Mecanismo Fisiopatológico
injúria tecidual, inflamação crônica e falha na cicatrização por fluxo sanguíneo prejudicado
Fatores de Risco
Idade avançada Diabetes Tabagismo Obesidade Imobilidade Hipertensão
Fatores de Proteção
Controle glicêmico Mobilidade regular Cuidados de feridas adequados Higiene da pele
Componente Genético
Contribuição genética moderada, não hereditariedade obrigatória

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Ferida de longa duração na perna com secreção e dor variável
Sintomas Frequentes
Dor ao redor da ferida
Edema local
Secreção com odor
Hiperemia discreta
Piora com ficar em pé
Ferida de difícil cicatrização
Sinais de Alerta
  • Febre alta
  • Aumento da ferida com expansão
  • Dor intensa progressiva
  • Secreção purulenta
  • Cavitação profunda
Evolução Natural
Sem tratamento adequado pode progredir para infecção, necrose ou piora da cicatrização
Complicações Possíveis
Infecção Osteomielite Necrose Cicatriz de difícil cicatrização Dor crônica

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Histório de ferida crônica superior a 6 semanas, avaliação vascular e excluídas outras causas
Exames Laboratoriais
Hemograma Glicemia de jejum Proteína C reativa Velocidade de sedimentação Hemoculturas se infeção sistêmica
Exames de Imagem
Ultrassom Doppler de membros RM se osteomielite Radiografia para osso TC se necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Dermatoses com feridas
  • Osteomielite
  • Infecção de pele
  • Úlcera de pressão
  • Câncer de pele ulcerado
Tempo Médio para Diagnóstico
Variável; pode levar semanas até confirmar etiologia

Tratamento

Abordagem Geral
Higiene adequada, desbridamento quando necessário, curativos apropriados e controle de fatores de risco
Modalidades de Tratamento
1 Cuidados com feridas
2 Desbridamento
3 Tratamento de infecção se necessário
4 Gestão de edema com compressão quando indicada
5 Cirurgia se necessário
Especialidades Envolvidas
Cirurgião vascular Angiologia Geriatria Enfermeiro especialista em feridas Fisioterapeuta
Tempo de Tratamento
Duração depende da resposta, com monitoramento regular
Acompanhamento
Retornos periódicos para ajuste de curativo e manejo de comorbidades

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva de manejo cuidadoso; cicatrização lenta, recorrência possível
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão
  • Controle de comorbidades
  • Ferida com baixo exsudato
  • Manejo precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • Idade avançada
  • Diabetes mal controlado
  • Infecção persistente
  • Fluxo sanguíneo comprometido
Qualidade de Vida
Impacta mobilidade, autoestima e atividades diárias

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene, saúde vascular e controle de fatores de risco para evitar feridas
Medidas Preventivas
Controle glicêmico
Compressão quando indicada
Cuidados com feridas
Higiene da pele
Movimento regular
Rastreamento
Avaliação de feridas crônicas em pessoas com fatores de risco

Dados no Brasil

Estimativas variam; centenas a milhares de internações anuais
Internações/Ano
Óbitos com úlceras crônicas são incomuns; dependem de complicações
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maiores taxas onde acesso a cuidados é limitado

Perguntas Frequentes

1 Quais são as causas comuns das úlceras dos membros inferiores?
Causas variam: insuficiência venosa, aterosclerose, diabetes e trauma costumam estar presentes.
2 Como é feito o diagnóstico?
História, exame físico, exames de sangue e imagens para avaliar circulação e tecidos.
3 É possível prevenir as úlceras?
Sim: higiene de pele, controle de comorbidades e compressão, quando indicada.
4 Quais sinais indicam complicação?
Febre, piora rápida, expansão da ferida ou odor devem levar a atendimento.
5 Como ajudar em casa?
Higiene, curativo adequado e observar sinais de infecção; procure orientação.

Mitos e Verdades

Mito

úlceras cicatrizam sem tratamento adequado.

Verdade

tratamento adequado acelera cicatrização e evita complicações.

Mito

apenas idosos têm úlceras.

Verdade

ocorre em várias idades, com fatores de risco.

Mito

compressão nunca é usada em feridas.

Verdade

compressão adequada ajuda na ferida venosa quando indicada.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro caminho na atenção primária, ou clínica de feridas
Especialista Indicado
Especialista em feridas ou Cirurgião Vascular
Quando Procurar Emergência
Procure pronto atendimento se febre, piora da ferida ou sinais de infecção
Linhas de Apoio
Disque Saúde SUS 136 Informação de saúde local

CIDs Relacionados

L97 L88 L97.0 L97.1 L97.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.