Gastroenterite inespecífica não infecciosa
Gastroenterite inespecífica (diarreia não infecciosa)
Resumo
Doença intestinal inespecífica sem agente infeccioso; dados populacionais ajudam a entender o padrão.
Identificação
- Código Principal
- K52.9
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Gastroenterite inespecífica não infecciosa, CID K52.9, classificação OMS de doenças do sistema digestivo.
- Nome em Inglês
- Noninfective gastroenteritis, unspecified
- Outros Nomes
- Enterocolite inespecífica • Gastrite inespecífica • Colite não infecciosa • Gastroenterite não infecciosa • Enterogastrite inespecífica
- Siglas Comuns
- CID-10 K52.9 GI inespec GI-NI
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo XI - Doenças do aparelho digestivo
- Categoria Principal
- Doenças gastrointestinais inespecíficas
- Subcategoria
- Inflamação gastrointestinal inespecífica
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- adquirida
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas variam; não infecciosa comum em diarreia crônica entre adultos; dados fragmentados.
- Prevalência no Brasil
- Dados nacionais escassos; prevalência menor que infecções gastrointestinais, variação regional.
- Faixa Etária Principal
- Adultos 25-64 anos predominantes
- Distribuição por Sexo
- Distribuição quase equilibrada entre sexos; adultos na maioria.
- Grupos de Risco
- Uso de NSAIDs Doenças inflamatórias intestinais Dieta pobre em fibras Alcoolismo Tabagismo
- Tendência Temporal
- Variável; padrões regionais influenciam tendências.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Etiologia multifatorial: inflamação intestinal sem agente infeccioso, mecanismos imunes e agressões mucosas.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Inflamação da mucosa intestinal com lesão de barreira, resposta imune desregulada e alterações na motilidade.
- Fatores de Risco
- Uso de NSAIDs Diabetes Alcoolismo Tabagismo Dieta pobre em fibras Estresse crônico
- Fatores de Proteção
- Dieta balanceada Hidratação adequada Probióticos Atividade física regular
- Componente Genético
- Contribuição genética modesta; variantes associadas a maior sensibilidade intestinal.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Diarreia crônica com desconforto abdominal
- Sintomas Frequentes
-
Dor abdominalDistensãoDiarréia crônicaNáuseasFadigaPerda de apetite
- Sinais de Alerta
-
- Dor súbita com febre alta
- Sangramento intenso
- Perda de peso rápida
- Desidratação grave
- Sinais de obstrução
- Evolução Natural
- Evolução pode ser crônica com episódios recorrentes, com manejo inadequado.
- Complicações Possíveis
- Desnutrição Anemia Deficiência de vitaminas Alterações de absorção Dor crônica
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Avaliação clínica com exclusão de infecção; diagnóstico por exclusão; colonoscopia com biópsias quando necessário.
- Exames Laboratoriais
- Hemograma completo Proteína C reativa Bioquímica: albumina e eletrólitos Exames de fezes: exclusão de infecciosa Marcadores inflamatórios
- Exames de Imagem
- Ultrassom abdominal Tomografia computadorizada abdominal Colonoscopia com biópsias RM abdominal
- Diagnóstico Diferencial
-
- Doença inflamatória intestinal
- Síndrome do intestino irritável
- Gastrite aguda
- Colite infecciosa
- Doença celíaca
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Varia conforme apresentação; pode levar semanas a meses.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Objetivo de reduzir inflamação, alívio de sintomas e manter a função intestinal.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Manejo dietético2 Suplementação nutricional3 Hidratação e reposição de eletrólitos4 Medicamentos sintomáticos5 Abordagem de doenças associadas
- Especialidades Envolvidas
- Gastroenterologia Nutrição Clínica geral Medicina interna Cirurgia geral
- Tempo de Tratamento
- Variável; meses se quadros crônicos; respostas avaliadas a cada 6-8 semanas.
- Acompanhamento
- Consultas regulares para monitorar sintomas, ajustar dieta e verificar deficiências nutricionais.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Variedade amplia; muitos casos controlados com manejo adequado; cronicidade possível.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Bom estado nutricional
- Resposta rápida ao tratamento
- Ausência de complicações
- Diagnóstico precoce
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Desnutrição grave
- Comorbidades graves
- Diagnóstico tardio
- Falta de adesão ao tratamento
- Qualidade de Vida
- Impacto moderado a significativo; melhora com manejo adequado e apoio nutricional.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Adotar dieta equilibrada, evitar irritantes mucosos, hidratação adequada, manejo de doenças associadas.
- Medidas Preventivas
-
Higiene alimentarDieta rica em fibrasHidratação adequadaUso responsável de NSAIDsTratamento adequado de doenças inflamatórias
- Rastreamento
- Não há rastreamento populacional específico; monitoramento conforme sintomas e condições associadas.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
diarreia é sempre infecciosa
nem toda diarreia é causada por infecção; inflamação não infecciosa ocorre.
antibióticos curam tudo
antibióticos não ajudam sem infecção e podem prejudicar.
cirurgia é única saída
tratamento costuma ser conservador; cirurgia é rara.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Primeira etapa: procure clínico geral ou gastroenterologista para avaliação inicial.
- Especialista Indicado
- Gastroenterologista
- Quando Procurar Emergência
- Procure atendimento se desidratação grave, sangue nas fezes, febre alta ou dor intensa.
- Linhas de Apoio
- Disque-Saúde 136 SUS Central 0800-701-1995 Contato GI 0800-000-000
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.