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cid k30
CID-10

Dispepsia

Indigestão

Resumo

Dispepsia é desconforto na barriga de cima, sem lesão grave comum; mudanças ajudam.

Identificação

Código Principal
K30
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Dispepsia (Dyspepsia) conforme CID-10 OMS, código K30
Nome em Inglês
Functional dyspepsia
Outros Nomes
Dispepsia • Dispepsia funcional • Indigestão • Dyspepsia • Dispepsia não ulcerosa
Siglas Comuns
FD DYS DYSF

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XII - Doenças do aparelho digestivo
Categoria Principal
Transtornos gastrointestinais funcionais
Subcategoria
Dispepsia funcional
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa global de dispepsia funcional entre 10-20% da população.
Prevalência no Brasil
Brasil: estimativas entre 5-15% da população.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade (20-50 anos)
Distribuição por Sexo
Proporção equilibrada, leve predomínio feminino.
Grupos de Risco
Mulheres em idade fértil Obesidade Uso de NSAIDs Estresse crônico Dieta pobre
Tendência Temporal
Tendência estável com manejo; variações regionais.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causa multifatorial com disfunção digestiva, sensibilidade visceral e fatores ambientais.
Mecanismo Fisiopatológico
Atraso do esvaziamento gástrico e maior sensibilidade visceral, com resposta inflamatória leve.
Fatores de Risco
Obesidade Fumar Consumo de álcool Estresse crônico Dieta desequilibrada Sedentarismo
Fatores de Proteção
Dieta equilibrada Hidratação Exercício Gestão do estresse
Componente Genético
Contribuições genéticas em alguns casos; não herdado de forma marcada.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor ou desconforto na parte superior do abdômen, sensação de plenitude.
Sintomas Frequentes
Dor epigástrica
Inchaço abdominal
Náuseas leves
Saciedade precoce
Azia ocasional
Dor após refeições
Sinais de Alerta
  • Dor súbita intensa
  • Perda de peso inexplicável
  • Sangramento gastrointestinal
  • Vômito com sangue
  • Desmaio
Evolução Natural
Pode ser crônica; melhora com mudanças de hábitos e tratamento adequado.
Complicações Possíveis
Dor crônica Perda de peso involuntária Anemia por sangramento oculto Redução da qualidade de vida Exames desnecessários se mal avaliados

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica e exclusão de causas orgânicas básicas.
Exames Laboratoriais
Hemograma completo Ferritina/ferro Função hepática Teste de H. pylori Exames de sangue para anemia
Exames de Imagem
Endoscopia digestiva alta Ultrassom abdominal TC/RM se indicado Radiografia abdômen se necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Gastrite
  • Úlcera gástrica
  • Doença do refluxo
  • H. pylori ativo
  • Síndrome do intestino irritável
Tempo Médio para Diagnóstico
Semanas a meses, depende de exclusões.

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem centrada em estilo de vida e dieta; alívio de dor com orientações, sem prescrição.
Modalidades de Tratamento
1 Medidas não farmacológicas
2 Reeducação alimentar
3 Gestão do estresse
4 Acompanhamento médico
5 Avaliação de medicações apenas se necessário
Especialidades Envolvidas
Gastroenterologia Nutrição Psicologia Clínica Geral Medicina de família
Tempo de Tratamento
Duração variável; acompanhamento por meses.
Acompanhamento
Follow-up a cada 3-6 meses com avaliação de sintomas e hábitos.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva boa com manejo; a maioria melhora com mudanças de hábitos.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao plano
  • Mudanças de dieta
  • Controle de estresse
  • Ausência de comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • Dor refratária
  • Sinais de doença orgânica
  • Parada de alimentação
  • Perda de peso não explicada
Qualidade de Vida
Pode sofrer com desconforto; melhoria significativa com manejo adequado.

Prevenção

Prevenção Primária
Adote hábitos saudáveis, evite irritantes e mantenha peso estável.
Medidas Preventivas
Dieta equilibrada
Reduzir álcool
Parar fumo
Rotina de refeições regulares
Hidratação
Rastreamento
Não há rastreamento universal; avalie sinais persistentes.

Dados no Brasil

Varia com gravidade; não há cifra fixa.
Internações/Ano
Não há mortalidade direta pela dispepsia funcional.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Distribuição desigual; maior detecção em capitais e grandes cidades.

Perguntas Frequentes

1 Dispepsia pode evoluir para doença grave?
Geralmente não; melhora com hábitos. procure médico se piorar.
2 Quais exames são necessários?
Avaliação clínica; exames são escolhidos conforme sintomas e risco.
3 Dieta ajuda no controle?
Sim, dieta balanceada pode reduzir desconforto; evita irritantes.
4 Existe cura definitiva?
Não há cura única; manejo contínuo melhora sintomas.
5 O que fazer no dia a dia?
Coma em horários regulares, prefira alimentos leves e água.

Mitos e Verdades

Mito

só idosos têm dispepsia.

Verdade

pode afetar qualquer idade; hábitos importam.

Mito

antiácidos curam para sempre.

Verdade

alívio vem de mudanças e avaliação clínica.

Mito

dispepsia sempre exige cirurgia.

Verdade

cirurgia é rara; manejo é conservador.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínica geral ou gastroenterologista para avaliação inicial.
Especialista Indicado
Gastroenterologista
Quando Procurar Emergência
Dor intensa, sangramento, vômito persistente, desmaio.
Linhas de Apoio
SUS 136 SAMU 192 UBS local

CIDs Relacionados

K30.0 K30.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.