Asma grave persistente
Asma
Resumo
Asma é inflamação crônica das vias aéreas; controle com tratamento e ajustes no estilo de vida.
Identificação
- Código Principal
- J450
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Asma brônquica, doença inflamatória crônica das vias aéreas com hiperresponsividade
- Nome em Inglês
- Severe persistent asthma
- Outros Nomes
- Asma brônquica • Asma persistente • Asma grave • Bronquite asmática • Asma alérgica
- Siglas Comuns
- SABA ICS GINA
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo X - Doenças do sistema respiratório
- Categoria Principal
- Doenças respiratórias
- Subcategoria
- asma persistente grave
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- grave
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais variam 1-18% da população, com picos em crianças expostas a alérgenos.
- Prevalência no Brasil
- Brasil: prevalência estimada entre 5-12%, maior em crianças urbanas.
- Faixa Etária Principal
- Crianças e adultos jovens
- Distribuição por Sexo
- Quase igual entre sexos, leve predomínio feminino na adolescência.
- Grupos de Risco
- Atopia familiar Exposição ao fumo Poluição ambiental Infecções respiratórias precoces Rinite alérgica
- Tendência Temporal
- Dados indicam aumento em áreas urbanas com poluição; estabilização em alguns países.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Inflamação brônquica crônica com hiperresponsividade, desencadeada por alérgenos e irritantes.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Inflamação crônica das vias aéreas com edema, hiperplasia de músculo liso e formação de muco.
- Fatores de Risco
- Atopia familiar Fumo ativo ou passivo Poluição ambiental Infecções respiratórias precoces Rinite/dermatite atópica
- Fatores de Proteção
- Evitar fumo Reduzir alérgenos Vacinação adequada Adesão ao tratamento preventivo
- Componente Genético
- Hereditariedade modula risco; poligenia com influência de genes de atopia.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dispneia recorrente com chiado e aperto no peito, piora à noite ou cedo pela manhã.
- Sintomas Frequentes
-
DispneiaChiado ao respirarTosse noturnaOpressoes torácicasDificuldade para falar em crisesUso de musculatura acessória
- Sinais de Alerta
-
- Sinais de respiração muito rápida
- Fala entrecortada
- Confusão ou desorientação
- Pele azulada (cianose)
- Ausência de resposta a broncodilatador
- Evolução Natural
- Sem tratamento, crises se tornam frequentes e podem limitar atividades; com manejo, controle é possível.
- Complicações Possíveis
- Exacerbações agudas Declínio da função pulmonar Distúrbios do sono Limitação de atividade física Hospitalizações
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- História de sintomas típicos + espirometria para confirmar obstrução e resposta a broncodilatador.
- Exames Laboratoriais
- Hemograma com eosinofilia IgE total elevado Teste de alergia específico FeNO opcional Gasometria em crise grave
- Exames de Imagem
- Radiografia de tórax Espirometria com FEV1 Mapeamento de fluxo de ar Tomografia apenas em cenários especiais
- Diagnóstico Diferencial
-
- DPOC juvenil
- Infecções respiratórias crônicas
- Ansiedade com dispneia
- Rinite crônica não controlada
- Fibrose pulmonar juvenil
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Pode levar meses para confirmação em alguns pacientes.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Modos de controle ambiental, alívio com broncodilatadores e prevenção com terapias diárias conforme gravidade.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Broncodilatadores de alívio2 Corticosteroides inalados3 Terapias de controle com ICS4 Educação terapêutica5 Reabilitação pulmonar
- Especialidades Envolvidas
- Pneumologia Alergia Clínica Geral Enfermagem Fisioterapia respiratória
- Tempo de Tratamento
- Longo, com metas de controle contínuo ao longo de meses.
- Acompanhamento
- Consultas regulares, ajuste de medicações e monitoramento de função pulmonar.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Com manejo adequado, boa qualidade de vida e controle das crises é comum.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Boa adesão ao tratamento
- Baixa exposição a gatilhos
- Acesso a saúde de qualidade
- Controle de sintomas
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Exacerbações frequentes
- Fumo ativo
- Comorbidades cardíacas
- Baixa adesão ao tratamento
- Qualidade de Vida
- Grau de bem-estar relacionado ao controle; melhora com tratamento adequado.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Evitar fumo, alérgenos, poluição; manter ambiente limpo e ventilado.
- Medidas Preventivas
-
Uso de capas antialérgicasFiltro de ar em casaVacinação contra gripeControle de poluentes no ambienteGerenciamento de alergias
- Rastreamento
- Acompanhamento regular para ajustar tratamento e detectar piora cedo.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
Curar asma com antibióticos
Antibióticos não curam; controle exige anti-inflamatórios e broncodilatadores.
Asma não afeta atletas
Atletas com controle adequado podem competir com segurança.
Se sem sintomas, não tenho asma
Pode haver asma latente; avaliação pode revelar inflamação.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure UBS ou médico de família; iniciar avaliação.
- Especialista Indicado
- Pneumologista ou alergologista.
- Quando Procurar Emergência
- Dificuldade extrema para falar, respiração rápida, pele pálida; ligue 192.
- Linhas de Apoio
- Disque-SUS 136 CVV 188 SUS 0800-555-1000
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.