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cid j440
CID-10

DPOC com infecção aguda das vias respiratórias inferiores

DPOC com infecção aguda do trato respiratório inferior

Resumo

DPOC com infecção aguda é obstrução do ar com infecção adicional; controle é objetivo.

Identificação

Código Principal
J44.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica com infecção aguda do trato respiratório inferior
Nome em Inglês
COPD With Acute Lower Respiratory Infection
Outros Nomes
DPOC com infecção aguda • Broncopneumopatia crônica com infecção aguda • Doença pulmonar obstrutiva com infecção aguda • DPOC com infecção aguda do peito • Infecção aguda em DPOC
Siglas Comuns
DPOC-AILI AI-LRI DPOC

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do sistema respiratório
Categoria Principal
Doenças respiratórias obstrutivas
Subcategoria
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global alta entre fumantes; infecção aguda agrava sintomas, especialmente em idosos.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; COPD comum, infecção aguda relevante em idosos.
Faixa Etária Principal
Adultos ≥60 anos
Distribuição por Sexo
Homens e mulheres em equilíbrio aproximado
Grupos de Risco
Tabagismo ativo Exposição ocupacional a poeira Poluição do ar Infecções respiratórias prévias Idade avançada
Tendência Temporal
Aumento gradual com envelhecimento populacional

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causa principal: exposição prolongada a irritantes como fumo e poluentes, levando à obstrução crônica.
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação crônica leva ao remodelamento das vias aéreas, menor elasticidade e obstrução do fluxo de ar.
Fatores de Risco
Tabagismo ativo Exposição ocupacional a poeira Poluição do ar Idade avançada História familiar de DPOC Infecções respiratórias recorrentes
Fatores de Proteção
Cessar tabagismo Vacinação adequada Reabilitação pulmonar Não exposição a poluentes
Componente Genético
Contribuição genética moderada; variações afetam inflamação e reparo tecidual.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Falta de ar ao esforço, principal queixa
Sintomas Frequentes
Tosse crônica com muco
Chiado ao respirar
Fadiga ao subir degraus
Exacerbações respiratórias frequentes
Dispneia progressiva
Expectoração abundante
Sinais de Alerta
  • Dificuldade extrema para respirar
  • Confusão mental
  • Cianose
  • Uso de músculos acessórios
  • Piora rápida
Evolução Natural
Piora gradual da função pulmonar sem tratamento adequado; exacerbações aumentam risco
Complicações Possíveis
Exacerbações graves Insuficiência respiratória Pneumonia Cor pulmonale Infecção sistêmica

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de sintomas crônicos; espirometria com FEV1 reduzido após broncodilatador e obstrução
Exames Laboratoriais
Hemograma com leucocitose PCR elevada durante infecção CRP elevado Procalcitonina útil em infecções bacterianas Gasometria arterial em crise
Exames de Imagem
Radiografia de tórax Tomografia Computadorizada (TC) de tórax Ultrassonografia torácica para complicações
Diagnóstico Diferencial
  • Asma com exacerbação
  • Bronquite crônica sem DPOC
  • Infecção pulmonar localizada
  • Insuficiência cardíaca com edema pulmonar
  • Neoplasia de pulmão
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a semanas desde início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio de sintomas, redução de exacerbações e melhoria da qualidade de vida.
Modalidades de Tratamento
1 Broncodilatadores inalados
2 Corticosteroides inalatados
3 Oxigenoterapia
4 Vacinação anual
5 Reabilitação pulmonar
Especialidades Envolvidas
Pneumologia Clínica Geral Fisioterapia Respiratória Reabilitação Pulmonar Infectologia
Tempo de Tratamento
Tratamento crônico com ajustes conforme exacerbações
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento da função pulmonar, vacinação e adesão ao tratamento

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva depende de gravidade e adesão; exacerbações graves elevam risco.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Parar de fumar
  • Reabilitação Completa
  • Vacinação adequada
Fatores de Mau Prognóstico
  • Exacerbações frequentes
  • Baixa FEV1
  • Doenças cardíacas associadas
  • Desnutrição ou fraqueza
Qualidade de Vida
Redução na capacidade de atividades diárias; apoio familiar ajuda

Prevenção

Prevenção Primária
Não fumar; reduzir exposição a poluentes; manter estilo de vida saudável
Medidas Preventivas
Parar de fumar
Uso de máscara em ambientes poluídos
Vacinação influenza anual
Vacinação pneumocócica conforme calendário
Reabilitação precoce
Rastreamento
Rastreamento anual de função pulmonar para fumantes e ex-fumantes

Dados no Brasil

Internações relevantes, variação por estado
Internações/Ano
Óbitos atribuídos variam por ano e região
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior concentração em regiões com tabagismo e acesso a saúde

Perguntas Frequentes

1 DPOC com infecção aguda é curável?
Não é curável; o objetivo é controlar sintomas e evitar exacerbações.
2 Como prevenir exacerbações?
Parar de fumar, vacinação, reabilitação e adesão ao tratamento.
3 É seguro realizar exercícios?
Sim, com orientação médica; exercícios aumentam a tolerância ao esforço.
4 Qual é o papel da vacinação?
Reduz infecções que pioram a DPOC e protegem o pulmão.
5 Quando procurar atendimento urgente?
Dificuldade respiratória intensa, confusão ou pele azulada.

Mitos e Verdades

Mito

DPOC acontece apenas em fumantes.

Verdade

pode ocorrer em não fumantes expostos a irritantes.

Mito

antibióticos curam DPOC.

Verdade

antibióticos ajudam em infecções, não curam a DPOC.

Mito

exercícios prejudicam a doença.

Verdade

treino bem orientado melhora a capacidade física.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família para avaliação inicial e encaminhamento
Especialista Indicado
Pneumologista
Quando Procurar Emergência
Dificuldade extrema para respirar, pele azulada, confusão ou piora rápida
Linhas de Apoio
SUS: 136 SAMU: 192 CVV: 188

CIDs Relacionados

J44.0 J44.1 J44.9 J43 J47

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.