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cid j36
CID-10

Faringite aguda inespecífica

Dor de garganta

Resumo

Dor de garganta aguda, geralmente viral, boa recuperação com cuidado básico.

Identificação

Código Principal
J36
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Acute pharyngitis, unspecified
Nome em Inglês
Acute pharyngitis, unspecified
Outros Nomes
Faringite • Faringite inespecífica • Dor de garganta • Faringite viral • Inflamação da garganta
Siglas Comuns
FGA FA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do aparelho respiratório
Categoria Principal
Doenças infecciosas do trato respiratório superior
Subcategoria
Inflamação da garganta, aguda, inespecífica
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência alta global, especialmente em crianças, com picos sazonais no inverno.
Prevalência no Brasil
Varia por região; pico escolar no inverno, com demanda de atenção básica.
Faixa Etária Principal
Crianças e adultos jovens
Distribuição por Sexo
Proporção similar entre homens e mulheres; sem grande diferença
Grupos de Risco
Crianças em idade escolar Pacientes com imunossupressão Pessoas em ambientes fechados Fumantes Profissionais de saúde
Tendência Temporal
Tendência estável com picos sazonais anuais

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecções virais são a principal causa, como rinovírus e influenza.
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação da mucosa faríngea com edema, infiltração de leucócitos e dor à deglutição
Fatores de Risco
Contato próximo com doentes Ambientes fechados, escolas Poluição e irritantes Sistema imune comprometido Uso inadequado de antibióticos Fatores sazonais frios
Fatores de Proteção
Higiene das mãos Cobrir tosse Vacinação sazonal de influenza Hidratação e repouso
Componente Genético
Contribuição genética mínima; certos genótipos podem influenciar suscetibilidade

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor de garganta súbita com irritação e ardor
Sintomas Frequentes
Dor ao engolir
Febre baixa
Gânglios cervicais doloridos
Dor de cabeça
Mal-estar geral
Rouquidão
Sinais de Alerta
  • Dificuldade para respirar
  • Dor torácica súbita
  • Desidratação
  • Confusão em idosos
  • Piora rápida dos sintomas
Evolução Natural
Sem tratamento, pode melhorar em 3-7 dias; tosse pode persistir
Complicações Possíveis
Otite média Sinusite Abscesso periamigdaliano Febre reumática rara Glomerulonefrite pós-estreptocócica

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com dor, febre e possível exsudato; confirmar com testes rápidos se indicado
Exames Laboratoriais
Hemograma Teste rápido de estreptococo Cultura de garganta PCR viral Sorologia para mononucleose
Exames de Imagem
Não requer imagem de rotina Radiografia se complicações suspeitas RM não usual TC não rotineira
Diagnóstico Diferencial
  • Gripe
  • Mononucleose
  • Amigdalite bacteriana
  • Infecções virais de garganta
  • Abscesso periamigdaliano
Tempo Médio para Diagnóstico
24-72 h após início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Avaliação clínica, alívio sintomático e antibióticos apenas quando indicado por diretriz
Modalidades de Tratamento
1 Analgesia
2 Anti-inflamatórios
3 Antibiótico apenas quando indicado
4 Hidratação
5 Gargarejos
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Otorrinolaringologista Pediatria Infectologista Enfermeiro Saúde pública
Tempo de Tratamento
Varia de 3 a 10 dias, conforme etiologia
Acompanhamento
Retorno em 48-72h para reavaliação

Prognóstico

Prognóstico Geral
Na maioria, bom com manejo adequado; recuperação típica em dias
Fatores de Bom Prognóstico
  • Rápida resolução com manejo adequado
  • Boa adesão ao tratamento
  • Ausência de complicações
  • Recorrência controlada
Fatores de Mau Prognóstico
  • Atraso no diagnóstico
  • Desidratação grave
  • Complicações não tratadas
  • Imunossupressão
Qualidade de Vida
Impacto moderado durante a doença, com retorno rápido ao dia a dia

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene das mãos, evitar contato com doentes, manter ambientes ventilados, vacinação sazonal de influenza
Medidas Preventivas
Higiene das mãos
Cobrir tosse
Vacinação sazonal de influenza
Evitar compartilhar talheres
Ambiente ventilado
Rastreamento
Rastreamento para estreptococo se houver sinais sugestivos

Dados no Brasil

Internações são incomuns; a maioria é tratada ambulatorialmente
Internações/Ano
Óbitos incomuns e baixo risco de mortalidade
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste/Sul com maior registro; Norte/Nordeste com variação regional

Perguntas Frequentes

1 Posso ter faringite várias vezes ao ano?
Sim, episódios recorrentes ocorrem; higiene ajuda, avalie se persistir.
2 Quando usar antibiótico?
Somente quando indicado por teste ou diretriz clínica.
3 Teste rápido é confiável?
Útil para confirmar streptococo; resultado positivo guia antibiótico.
4 Tempo de recuperação?
Geralmente 3-7 dias; tosse pode durar mais.
5 É transmitida por tosse?
Sim; higiene evita transmissão.

Mitos e Verdades

Mito

Leite piora faringite

Verdade

Leite não agrava; alimentação regular conforto

Mito

Faringite é gripe única

Verdade

Podem ocorrer juntos; diagnóstico exige avaliação

Mito

Antibióticos curam vírus

Verdade

Não funcionam para vírus; reduzem resistência

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidade de saúde próxima; teleconsulta pode existir
Especialista Indicado
Clínico geral ou otorrinolaringologista
Quando Procurar Emergência
Dificuldade para respirar, engolir, desidratação ou febre alta persistente
Linhas de Apoio
SUS 136 Disque Saúde Samu 192

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.