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cid j06 9 o que significa
CID-10

Infecção aguda do trato respiratório superior não especificada

Infecção das vias aéreas superiores inespecífica

Resumo

URI é infecção viral comum das vias aéreas superiores; melhora com cuidado simples.

Identificação

Código Principal
J06.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Infecção aguda do trato respiratório superior, não especificada
Nome em Inglês
Acute upper respiratory infection, unspecified
Outros Nomes
Infecção de vias aéreas superiores • Infecção de vias superiores • Virose respiratória aguda não especificada • Resfriado comum não especificado • Infecção respiratória superior
Siglas Comuns
URI IRAS IVAS

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do sistema respiratório
Categoria Principal
Infecções do trato respiratório
Subcategoria
Infecção do trato respiratório superior
Tipo de Condição
doenca
Natureza
infecciosa
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Alta prevalência global em todas as idades, especialmente crianças.
Prevalência no Brasil
Comum; dados variam por região e sazonalidade.
Faixa Etária Principal
Crianças até 5 anos
Distribuição por Sexo
Equilibrada entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Crianças pequenas Idosos Imunocomprometidos Gestantes Pessoas com comorbidades
Tendência Temporal
Sazonal com vírus circulantes; tendência geralmente estável entre anos

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causa principal: infecção viral de vias aéreas superiores por diversos vírus.
Mecanismo Fisiopatológico
Vírus atingem mucosa das vias aéreas, provocando inflamação e produção de secreção
Fatores de Risco
Higiene incompleta das mãos Exposição a vírus em creches Contato próximo com doentes Fumar em casa Sistema imune enfraquecido Gravidez
Fatores de Proteção
Higiene adequada das mãos Vacinação contra influenza em idosos e grupos de risco Ventilação de ambientes
Componente Genético
Contribuição genética mínima; não há gene único determinante

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Tosse, congestão nasal, dor de garganta, espirros, febre leve
Sintomas Frequentes
Tosse
Congestão nasal
Dor de garganta
Espirros
Febre leve
Mal-estar geral
Sinais de Alerta
  • Dificuldade respiratória acentuada
  • Taquipneia
  • Lábios ou pele azulados
  • Febre alta persistente
  • Desidratação
Evolução Natural
Melhora em poucos dias com cuidado básico, pode durar 1–2 semanas
Complicações Possíveis
Otite média Sinusite aguda Bronquite viral Pneumonia rara Laringite

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Padrões clínicos de início rápido de sintomas respiratórios; confirmação por exclusão de etiologias bacterianas
Exames Laboratoriais
PCR nasal Teste rápido de influenza Exames laboratoriais apenas se houver suspeita de complicação Não obrigatório
Exames de Imagem
Radiografia de seios paranasais se sinusite suspeita Radiografia de tórax se pneumonia suspeita
Diagnóstico Diferencial
  • Sinusite aguda
  • Faringite bacteriana
  • Covid-19
  • Alergias sazonais
  • Bronquite viral
Tempo Médio para Diagnóstico
Tipicamente 1–3 dias desde o início

Tratamento

Abordagem Geral
Cuidados de apoio: hidratação, repouso, controle de febre e congestão; antibióticos não indicados rotineiramente
Modalidades de Tratamento
1 Medicamentoso (analgésicos, antitérmicos)
2 Descongestionantes de uso curto
3 Hidratação adequada
4 Cuidado com sinais de alerta
5 Vacinação conforme orientação
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Pediatria Otorrinolaringologia Enfermagem
Tempo de Tratamento
Geralmente 3–7 dias para melhora, até 2 semanas em alguns casos
Acompanhamento
Retorno em 1–3 dias se febre persistir ou piora

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom; recuperação rápida com manejo adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • Ausência de complicações
  • Início precoce de cuidado
  • Boa resposta aos cuidados de suporte
  • Crianças saudáveis
Fatores de Mau Prognóstico
  • Idade avançada
  • Imunossupressão
  • Doenças respiratórias preexistentes
  • Gravidade de sintomas iniciais
Qualidade de Vida
Impacta leve a moderado por poucos dias; retorno rápido às atividades

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene das mãos, evitar contato com doentes, abrir espaços para ventilação
Medidas Preventivas
Higienização das mãos
Cobrir boca ao tossir
Ambiente bem ventilado
Vacinação de influenza para grupos de risco
Evitar fumo em ambiente interno
Rastreamento
Não há rastreamento universal; diagnóstico rápido quando sintomas presentes

Dados no Brasil

Poucas internações diretas; apenas com complicações.
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada a URI leve.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Distribuição global; no Brasil, varia por clima e densidade populacional.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais de alerta que exigem atenção médica?
Febre alta por >3 dias, respiração difícil, piora rápida, desidratação.
2 Posso tomar antibióticos?
Não; infecções virais não respondem a antibióticos. apenas se houver bactéria.
3 Quando retornar ao trabalho/ escola?
Pode retornar quando bem, sem febre por 24 h, com energia suficiente.
4 A gripe é igual a URI?
Gripe é mais agressiva; URI é termo amplo para infecções leves.
5 Existe vacina contra URI?
Não há vacina para URI específica; vacinas sazonais reduzem complicações.

Mitos e Verdades

Mito

antibióticos curam resfriado

Verdade

URI geralmente viral; antibióticos não ajudam.

Mito

leite piora a gripe

Verdade

dieta habitual não afeta duração da URI.

Mito

apenas crianças pegam resfriado

Verdade

adultos adoecem também; sinais variam por idade.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidade básica de saúde ao primeiro sinal de URI
Especialista Indicado
Clínico geral ou pediatra
Quando Procurar Emergência
Dificuldade para respirar, lábios azulados, desidratação, febre alta persistente
Linhas de Apoio
136 - Disque SUS 0800-000-0000 - Informações de saúde

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.