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cid j038
CID-10

Amigdalite aguda, outra especificada

Amigdalite aguda

Resumo

Amigdalite aguda é dor de garganta com amígdalas inflamadas que costuma melhorar em poucos dias.

Identificação

Código Principal
J03.8
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Amigdalite aguda indicada pela OMS como inflamação das amígdalas
Nome em Inglês
Acute Tonsillitis, Other Specified
Outros Nomes
Amigdalite tonsilar aguda • Infecção das amígdalas • Inflamação das amígdalas • Angina de garganta • Faringotonsilite aguda
Siglas Comuns
AT aguda AAG FTA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do sistema respiratório
Categoria Principal
Doenças do aparelho respiratório
Subcategoria
Amigdalite aguda
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; amigdalite aguda comum em crianças; ocorrência menor em adultos.
Prevalência no Brasil
Dados Brasil variam por região; comum em pediatria, com pico escolar.
Faixa Etária Principal
crianças em idade escolar (5-15 anos)
Distribuição por Sexo
proporção semelhante entre meninos e meninas
Grupos de Risco
crianças pequenas adolescentes imunossuprimidos fumantes portadores de imunodeficiência
Tendência Temporal
constante com variações sazonais moderadas

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção aguda das amígdalas por vírus respiratórios ou Streptococcus pyogenes
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação linfática das amígdalas por resposta imune a antigênicos, com edema, dor e febre.
Fatores de Risco
Contato com criança infectada Sistema imune comprometido Hábito de fumar em casa Ambientes escolares lotados Higiene insuficiente História de amigdalite recorrente
Fatores de Proteção
Vacinação atualizada contra influenza/pneumococo Higiene de vias respiratórias Higienização de objetos compartilhados Amamentação na infância
Componente Genético
Contribuição genética mínima; história familiar de recorrência pode existir.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor de garganta intensa com dificuldade para engolir
Sintomas Frequentes
dor de garganta intensa
amígdalas inchadas
febre alta
dor de cabeça
mal-estar geral
dor ao engolir
Sinais de Alerta
  • dificuldade respiratória
  • dor para engolir com febre alta
  • fala arrastada ou voz rouca severa
  • desidratação
  • sinal de abscesso periamigdaliano
Evolução Natural
Sem tratamento, melhora em alguns dias, porém pode evoluir com complicações como abscesso e desidratação.
Complicações Possíveis
abscesso periamigdaliano otite média sinusite deglutição dolorosa persistente abscesso retrofaríngeo

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com exame da garganta; confirmação com teste rápido ou cultivo quando indicado
Exames Laboratoriais
Hemograma completo Proteína C reativa Teste rápido de estreptococo Cultivo faríngeo PCR se disponível
Exames de Imagem
Radiografia de pescoço se abscesso suspeito Ultrassom de pescoço para abscesso RM/TOMOGRAFIA quando necessário Não rotineiro
Diagnóstico Diferencial
  • Faringite viral
  • Faringite estreptocócica
  • Mononucleose
  • Sinusite aguda
  • Adenoidite
Tempo Médio para Diagnóstico
Duas a 3 dias desde início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Cuidados de suporte, analgesia, hidratação; antibióticos apenas com indicação pela orientação clínica.
Modalidades de Tratamento
1 Analgesia e antipiréticos
2 Cuidados de suporte
3 Antibióticos apenas com indicação
4 Descanso e hidratação
5 Cirurgia em casos recorrentes (amigdalectomia)
Especialidades Envolvidas
Clínica geral Pediatria Otorrinolaringologia Infectologia Enfermagem
Tempo de Tratamento
2-7 dias para resolução; antibióticos por 5-10 dias quando indicados
Acompanhamento
Retorno em 48-72 horas se febre persistir; pediatria orienta monitoramento de ingesta e diurese

Prognóstico

Prognóstico Geral
Excelente com tratamento adequado; complicações são raras
Fatores de Bom Prognóstico
  • Resposta rápida ao tratamento
  • Ausência de complicações
  • Idade jovem
  • Recorrência controlada
Fatores de Mau Prognóstico
  • Uso inadequado de antibióticos
  • Comorbidades graves
  • Recorrência frequente
  • Abscesso periamigdaliano recorrente
Qualidade de Vida
Impacto temporário na qualidade de vida, melhorando com tratamento

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene rigorosa, evitar contato com doentes, manter vacinação atualizada
Medidas Preventivas
Higiene das mãos
Cobrir nariz e boca ao tossir
Não compartilhar talheres
Vacinação sazonal quando indicada
Ambiente bem ventilado
Rastreamento
Rastreamento não rotineiro; atenção a sinais de recorrência em crianças

Dados no Brasil

Poucas internações diretas; geralmente ambulatorial
Internações/Ano
Mortalidade baixa
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior incidencia em áreas urbanas com densidade populacional

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais de alarme?
Respiração difícil, febre alta, dor ao engolir ou desidratação.
2 Todos precisam de antibióticos?
Não; antibióticos surgem quando há bactéria suspeita ou confirmação.
3 Como evitar recorrência?
Higiene, vacinação adequada, tratamento de infecções respiratórias.
4 Amigdalite pode afetar a voz?
Voz pode ficar rouca temporariamente durante a doença.
5 Posso retornar ao trabalho/school?
Depende da evolução; retornar quando bem e sem febre.

Mitos e Verdades

Mito

só vírus causam amigdalite

Verdade

Vírus e bactérias costumam causar amigdalite

Mito

antibióticos curam tudo

Verdade

Antibióticos não ajudam vírus; usados quando indicado

Mito

cirurgia é sempre a primeira opção

Verdade

Cirurgia só em casos recorrentes ou complicados

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínica geral ou pediatria ao primeiro sintoma
Especialista Indicado
Pediatra ou clínico geral
Quando Procurar Emergência
Dificuldade respiratória, engolir difícil, febre alta, desidratação
Linhas de Apoio
136 SUS Centros de saúde locais SAMU 192

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.