Amigdalite aguda, outra especificada
Amigdalite aguda
Resumo
Amigdalite aguda é dor de garganta com amígdalas inflamadas que costuma melhorar em poucos dias.
Identificação
- Código Principal
- J03.8
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Amigdalite aguda indicada pela OMS como inflamação das amígdalas
- Nome em Inglês
- Acute Tonsillitis, Other Specified
- Outros Nomes
- Amigdalite tonsilar aguda • Infecção das amígdalas • Inflamação das amígdalas • Angina de garganta • Faringotonsilite aguda
- Siglas Comuns
- AT aguda AAG FTA
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo X - Doenças do sistema respiratório
- Categoria Principal
- Doenças do aparelho respiratório
- Subcategoria
- Amigdalite aguda
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- aguda
- Gravidade Geral
- moderada
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais variam; amigdalite aguda comum em crianças; ocorrência menor em adultos.
- Prevalência no Brasil
- Dados Brasil variam por região; comum em pediatria, com pico escolar.
- Faixa Etária Principal
- crianças em idade escolar (5-15 anos)
- Distribuição por Sexo
- proporção semelhante entre meninos e meninas
- Grupos de Risco
- crianças pequenas adolescentes imunossuprimidos fumantes portadores de imunodeficiência
- Tendência Temporal
- constante com variações sazonais moderadas
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Infecção aguda das amígdalas por vírus respiratórios ou Streptococcus pyogenes
- Mecanismo Fisiopatológico
- Inflamação linfática das amígdalas por resposta imune a antigênicos, com edema, dor e febre.
- Fatores de Risco
- Contato com criança infectada Sistema imune comprometido Hábito de fumar em casa Ambientes escolares lotados Higiene insuficiente História de amigdalite recorrente
- Fatores de Proteção
- Vacinação atualizada contra influenza/pneumococo Higiene de vias respiratórias Higienização de objetos compartilhados Amamentação na infância
- Componente Genético
- Contribuição genética mínima; história familiar de recorrência pode existir.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dor de garganta intensa com dificuldade para engolir
- Sintomas Frequentes
-
dor de garganta intensaamígdalas inchadasfebre altador de cabeçamal-estar geraldor ao engolir
- Sinais de Alerta
-
- dificuldade respiratória
- dor para engolir com febre alta
- fala arrastada ou voz rouca severa
- desidratação
- sinal de abscesso periamigdaliano
- Evolução Natural
- Sem tratamento, melhora em alguns dias, porém pode evoluir com complicações como abscesso e desidratação.
- Complicações Possíveis
- abscesso periamigdaliano otite média sinusite deglutição dolorosa persistente abscesso retrofaríngeo
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Avaliação clínica com exame da garganta; confirmação com teste rápido ou cultivo quando indicado
- Exames Laboratoriais
- Hemograma completo Proteína C reativa Teste rápido de estreptococo Cultivo faríngeo PCR se disponível
- Exames de Imagem
- Radiografia de pescoço se abscesso suspeito Ultrassom de pescoço para abscesso RM/TOMOGRAFIA quando necessário Não rotineiro
- Diagnóstico Diferencial
-
- Faringite viral
- Faringite estreptocócica
- Mononucleose
- Sinusite aguda
- Adenoidite
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Duas a 3 dias desde início dos sintomas
Tratamento
- Abordagem Geral
- Cuidados de suporte, analgesia, hidratação; antibióticos apenas com indicação pela orientação clínica.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Analgesia e antipiréticos2 Cuidados de suporte3 Antibióticos apenas com indicação4 Descanso e hidratação5 Cirurgia em casos recorrentes (amigdalectomia)
- Especialidades Envolvidas
- Clínica geral Pediatria Otorrinolaringologia Infectologia Enfermagem
- Tempo de Tratamento
- 2-7 dias para resolução; antibióticos por 5-10 dias quando indicados
- Acompanhamento
- Retorno em 48-72 horas se febre persistir; pediatria orienta monitoramento de ingesta e diurese
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Excelente com tratamento adequado; complicações são raras
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Resposta rápida ao tratamento
- Ausência de complicações
- Idade jovem
- Recorrência controlada
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Uso inadequado de antibióticos
- Comorbidades graves
- Recorrência frequente
- Abscesso periamigdaliano recorrente
- Qualidade de Vida
- Impacto temporário na qualidade de vida, melhorando com tratamento
Prevenção
- Prevenção Primária
- Higiene rigorosa, evitar contato com doentes, manter vacinação atualizada
- Medidas Preventivas
-
Higiene das mãosCobrir nariz e boca ao tossirNão compartilhar talheresVacinação sazonal quando indicadaAmbiente bem ventilado
- Rastreamento
- Rastreamento não rotineiro; atenção a sinais de recorrência em crianças
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
só vírus causam amigdalite
Vírus e bactérias costumam causar amigdalite
antibióticos curam tudo
Antibióticos não ajudam vírus; usados quando indicado
cirurgia é sempre a primeira opção
Cirurgia só em casos recorrentes ou complicados
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure clínica geral ou pediatria ao primeiro sintoma
- Especialista Indicado
- Pediatra ou clínico geral
- Quando Procurar Emergência
- Dificuldade respiratória, engolir difícil, febre alta, desidratação
- Linhas de Apoio
- 136 SUS Centros de saúde locais SAMU 192
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.