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cid j020
CID-10

Faringite aguda

Dor de garganta aguda

Resumo

Faringite aguda é dor de garganta súbita; costuma melhorar em dias com cuidados simples.

Identificação

Código Principal
J02.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Faringite aguda
Nome em Inglês
Acute Pharyngitis
Outros Nomes
faringite aguda • inflamação faríngea • dor de garganta • faringite viral comum • faringite de início súbito
Siglas Comuns
FA Faringite A F.A.

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do sistema respiratório
Categoria Principal
Doenças do trato respiratório
Subcategoria
Faringite aguda
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Faringite aguda comum em todas as idades; pico entre 5-15 anos em várias regiões.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; observação comum em crianças e adultos jovens.
Faixa Etária Principal
Crianças e adolescentes
Distribuição por Sexo
Sem predomínio claro; empata entre sexos.
Grupos de Risco
crianças em creches professores/ cuidadadores imunossupressão pessoas com contatos próximos ambientes fechados
Tendência Temporal
Infecção comum com variação sazonal; aumenta no inverno.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção viral é a principal; infecção bacteriana ocorre em alguns casos, incluindo Streptococcus pyogenes.
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação da mucosa faríngea pela resposta imune a vírus ou bactérias
Fatores de Risco
exposição escolar higiene inadequada fumo passivo cansaço estresse viagens
Fatores de Proteção
higiene das mãos vacinação de gripe boa hidratação evitar irritantes
Componente Genético
Influência genética limitada; não é determinante

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor de garganta com desconforto ao engolir
Sintomas Frequentes
dor de garganta
febre baixa
dor ao engolir
amígdalas vermelhas
linfadenopatia cervical discreta
tosse
Sinais de Alerta
  • febre alta persistente
  • dificuldade para engolir
  • dificuldade para respirar
  • dor no pescoço com rigidez
  • deformidade na voz
Evolução Natural
melhora espontânea em 3-7 dias; pode durar mais com etiologias virais
Complicações Possíveis
otite média sinusite abscesso periamigdaliano disfonia temporária desidratação

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
história clínica compatível + exame físico; testes rápidos ajudam confirmar Streptococcus
Exames Laboratoriais
hemograma teste rápido de estreptococo cultura de garganta PCR viral antígeno estreptocócico
Exames de Imagem
geralmente não requer exames de imagem radiografia somente se complicação suspeita RM/CT para avaliação de abscesso
Diagnóstico Diferencial
  • amigdalite viral
  • amigdalite bacteriana não estreptocócica
  • mono nucleose
  • laringite
  • sinusite
Tempo Médio para Diagnóstico
diagnóstico comum na primeira consulta com testes rápidos; cultura 24-48h

Tratamento

Abordagem Geral
manejo sintomático com cuidado, hidratação e conforto; antibióticos apenas com indicação
Modalidades de Tratamento
1 manejo sintomático
2 antibióticos apenas com indicação
3 analgésicos/anti-inflamatórios
4 descanso
5 hidratação
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Otorrinolaringologia Pediatria Infectologia Pronto atendimento
Tempo de Tratamento
depende da etiologia; resolução típica em alguns dias
Acompanhamento
retornos se febre persiste, piora ou surgem complicações

Prognóstico

Prognóstico Geral
bom; a maioria evolui sem complicações com manejo adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • diagnóstico precoce
  • condições estáveis
  • boa adesão ao manejo
  • ausência de comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • imunossupressão
  • febre alta persistente
  • dificuldade respiratória
  • desidratação
Qualidade de Vida
efeito temporário na fala e conforto; recuperação rápida

Prevenção

Prevenção Primária
higiene, evitar compartilhamento de utensílios, evitar contato com doentes sintomáticos
Medidas Preventivas
lavar as mãos
evitar tocar mucosas
higiene respiratória
vacinação sazonal
ambientes bem ventilados
Rastreamento
null

Dados no Brasil

Casos graves podem exigir internação; ocorrem em menor proporção
Internações/Ano
Distribuição Regional
Mais comum no Sudeste/Sul; variações por clima

Perguntas Frequentes

1 Posso ter faringite repetidamente?
Pode ocorrer; manter higiene e buscar avaliação para evitar complicações.
2 Preciso de antibiótico?
Somente se indicação clínica ou teste rápido positivo para estreptococo.
3 Como aliviar a dor em casa?
Descanso, hidratação, analgésico simples conforme orientação médica.
4 Quando fazer exame rápido?
Se houver sinais de faringite estreptocócica, o médico pode solicitar teste rápido.
5 É seguro retornar ao trabalho/escola?
Retorne quando a febre tenha passado e os sintomas melhorem significativamente.

Mitos e Verdades

Mito

antibiótico cura toda faringite.

Verdade

antibiótico só indicado para faringite estreptocócica confirmada ou suspeita.

Mito

gargarejo rápido cura tudo.

Verdade

gargarejos aliviam sintomas, não curam a doença.

Mito

faringite é rara em adultos.

Verdade

adultos também adoecem; higiene reduz transmissão.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure UBS/UEPS ou pronto atendimento se piorar ou febre alta persistente
Especialista Indicado
clínico geral ou otorrinolaringologista
Quando Procurar Emergência
dificuldade para respirar, engolir, febre alta persistente
Linhas de Apoio
136 (SUS) 0800-123-456

CIDs Relacionados

J02.9 J02.0 J01.9 J03.9 B34.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.