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cid insuficiencia venosa cronica
CID-10

Insuficiência venosa crônica

Doença venosa crônica, varizes graves

Resumo

CVI ocorre quando as veias não bombeiam bem, causando peso, inchaço e varizes nas pernas.

Identificação

Código Principal
I87.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Chronic venous insufficiency (CVI), ICD-10 I87.2
Nome em Inglês
Chronic venous insufficiency
Outros Nomes
Insuficiência venosa • Doença venosa crônica • Varizes crônicas • Edema venoso crônico • CV venoso crônico
Siglas Comuns
CVI IVV Doença Venosa Crônica (DVC)

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do aparelho circulatório
Categoria Principal
Doenças vasculares periféricas
Subcategoria
Insuficiência venosa crônica
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência elevada globalmente, especialmente em idosos e populações sedentárias.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; maior prevalência em mulheres, obesos e idosos.
Faixa Etária Principal
Acima de 50 anos, com pico entre 60-70
Distribuição por Sexo
Predomínio feminino moderado
Grupos de Risco
Idosos Gestação Obesidade Horas em pé História familiar
Tendência Temporal
Tendência estável a crescente com envelhecimento populacional

Etiologia e Causas

Causa Principal
Falha das valvas venosas, refluxo, levando a hipertensão venosa e edema
Mecanismo Fisiopatológico
Refluxo valvular e hipertensão venosa crônica causam dilatação de veias, edema, pigmentação e inflamação cronica.
Fatores de Risco
Idade avançada Sexo feminino Obesidade Gravidez Longos períodos em pé Fatores genéticos
Fatores de Proteção
Atividade física regular Peso saudável Meias compressivas adequadas Parar tabagismo
Componente Genético
Risco aumentado com história familiar de doença venosa; hereditariedade modulada pela obesidade e gravidez.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Peso nas pernas com sensação de cansaço ao fim do dia
Sintomas Frequentes
Edema distal dos tornozelos
Varizes visíveis
Dor ou peso ao caminhar
Prurido ou pele ressecada
Alterações da pele
Sinais de Alerta
  • Dor súbita com calor na panturrilha
  • Febre associada a rubor
  • Dor intensifica com edema grave
  • Úlcera que não cicatriza
  • Infecção de pele
Evolução Natural
Edema progressivo, alterações cutâneas, ulcerações e piora da qualidade de vida
Complicações Possíveis
Ulcera venosa Lipodermatoesclerose Infecções de pele Trombose venosa superficial Hemorragia de varizes

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com edema, alterações cutâneas; doppler venoso duplex para confirmar refluxo
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Glicemia de jejum PCR Perfil lipídico
Exames de Imagem
Doppler venoso duplex Ecografia venosa Angio-TA venosa
Diagnóstico Diferencial
  • Linfedema
  • Edema cardíaco
  • Doença arterial periférica
  • Dermatite de contato venosa
  • Trombose aguda
Tempo Médio para Diagnóstico
Variável; pode levar meses entre início de sintomas e confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Gestão multidisciplinar com alívio de sintomas e prevenção de úlceras
Modalidades de Tratamento
1 Meias compressivas
2 Elevação de membros
3 Escleroterapia
4 Cirurgia venosa
5 Cuidados com pele e feridas
Especialidades Envolvidas
Angiologia Cirurgia Vascular Fisioterapia Nutrição Podiatria
Tempo de Tratamento
Depende da gravidade; manutenção a longo prazo
Acompanhamento
Consultas periódicas trimestrais ou semestrais

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom com manejo adequado; pior com úlcera não tratada
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Uso correto de compressão
  • Pele íntegra
  • Ausência de úlceras
Fatores de Mau Prognóstico
  • Ulceras recorrentes
  • Infecções frequentes
  • Obesidade sem controle
  • Fatores de envelhecimento
Qualidade de Vida
Impacto significativo, porém aprimora com tratamento adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Atividade física regular, peso adequado e evitar ficar longos períodos sem se mover
Medidas Preventivas
Meias compressivas
Elevação de pernas
Hidratação da pele
Controle de peso
Parar tabagismo
Rastreamento
Check-ups periódicos para detecção precoce de alterações venosas

Dados no Brasil

Milhares de internações associadas a complicações
Internações/Ano
Óbitos diretos são raros; associados a complicações
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul com maior carga; grande variação regional

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais iniciais da CVI?
Edema, peso nas pernas e varizes visíveis ao final do dia.
2 Posso curar CVI?
Tratamento reduz sintomas; doença pode exigir manejo contínuo.
3 Como confirmar o diagnóstico?
Avaliação clínica com doppler venoso duplex para refluxo.
4 Que medidas ajudam a prevenir?
Peso estável, atividade física, compressão e pele bem cuidada.
5 A CVI atrasa meu dia a dia?
Pode atrapalhar atividades; manejo adequado melhora qualidade de vida.

Mitos e Verdades

Mito

repouso total cura CVI

Verdade

Varia com tratamento; controle reduz evolução

Mito

varizes são apenas estética

Verdade

Podem indicar doença venosa e levar a danos

Mito

CVI afeta só mulheres

Verdade

Homens também adoecem; risco envolve idade

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Clínica de medicina da família ou vascular
Especialista Indicado
Cirurgião vascular
Quando Procurar Emergência
Procure pronto-socorro se dor súbita, pele quente, febre, piora rápida
Linhas de Apoio
0800-000-000 SUS Central Central de Apoio à Saúde

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.