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cid insuf venosa
CID-10

Insuficiência Venosa Crônica

Varizes Crônicas

Resumo

Insuficiência venosa crônica causa peso, inchaço e feridas; manejo envolve compressão e hábitos.

Identificação

Código Principal
I87.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Insuficiência Venosa Crônica
Nome em Inglês
Chronic Venous Insufficiency
Outros Nomes
Insuficiência venosa crônica • Doença venosa crônica • Insuficiência de retorno venoso • Hipertensão venosa crônica • Doença varosa venosa
Siglas Comuns
CVI IV venosa

Classificação

Capítulo CID
Capítulo II - Doenças do sistema circulatório
Categoria Principal
Doenças vasculares venosas
Subcategoria
Insuficiência venosa crônica dos membros inferiores
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; afeta 5-20% da população, especialmente adultos.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência significativa em adultos, com variações regionais.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade e idosos
Distribuição por Sexo
Leve predileção por mulheres; comum em ambos.
Grupos de Risco
Gestantes Idosos Pessoas sedentárias Obesidade História de trombose
Tendência Temporal
Tendência estável a leve crescimento com envelhecimento.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Disfunção ou refluxo das veias superficiais e profundas, dificultando retorno sanguíneo.
Mecanismo Fisiopatológico
Dano valvular, refluxo venoso, hipertensão venosa, inflamação crônica, estase e alterações cutâneas.
Fatores de Risco
idade avançada obesidade sedentarismo tabagismo história familiar longos períodos em pé
Fatores de Proteção
Uso de compressão elástica Atividade física regular Controle de peso Hidratação adequada
Componente Genético
Influência genética moderada em algumas pessoas; não determina sozinho.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Sensação de peso nas pernas ao fim do dia.
Sintomas Frequentes
Edema nos membros inferiores
Dor ou queimação
Cãibras noturnas
Varizes visíveis
Hiperpigmentação da pele
Prurido venoso
Sinais de Alerta
  • Dor súbita na panturrilha com inchaço intenso
  • Febre associada a vermelhidão
  • Úlcera que não cicatriza
  • Infecção de pele recorrente
  • Dor intensa com calor
Evolução Natural
Sem tratamento, piora progressiva com inchaço, feridas e limitação de mobilidade.
Complicações Possíveis
Úlceras venosas crônicas Infecções da pele Dermatite venosa Hipertrofia pigmentária Cicatrizes e edema crônico

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de refluxo venoso e edema; Doppler venoso confirma refluxo.
Exames Laboratoriais
Hemograma Perfil lipídico Glicemia Função renal Coagulograma
Exames de Imagem
Ultrassom Doppler venoso Doppler colorido de membros inferiores
Diagnóstico Diferencial
  • Trombose venosa profunda
  • Linfedema
  • Doença arterial periférica
  • Celulite infecciosa
  • Edema sistêmico
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico costuma ocorrer em semanas a meses após surgimento dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio com compressão, elevação das pernas e educação de pele venosa.
Modalidades de Tratamento
1 Compressão elástica
2 Mudanças de estilo de vida
3 Medicamentos sintomáticos
4 Procedimentos venosos (flebectomia/laser)
5 Cuidados com pele e feridas
Especialidades Envolvidas
Angiologia Cirurgia Vascular Fisioterapia Dermatologia Clínica Geral
Tempo de Tratamento
Duração varia de semanas a meses, conforme resposta.
Acompanhamento
Acompanhamento regular a cada 6-12 meses, com monitoramento de feridas.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com tratamento adequado, há boa controle da dor e da mobilidade.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Compressão adequada
  • Peso estável
  • Exercícios regulares
Fatores de Mau Prognóstico
  • Má adesão
  • Diabetes descontrolado
  • Obesidade grave
  • Feridas extensas não tratadas
Qualidade de Vida
Pode haver redução temporária na qualidade de vida, com melhora ao seguir tratamento.

Prevenção

Prevenção Primária
Manter peso saudável, atividade física regular e evitar ficar longos períodos em pé.
Medidas Preventivas
Uso de meias compressivas
Exercícios de pernas
Elevação de membros
Hidratação da pele
Controlo de peso
Rastreamento
Avaliação médica periódica para quem tem fatores de risco; ultrassom se necessário.

Dados no Brasil

Estimativas nacionais variam; picos em feridas e complicações.
Internações/Ano
Óbitos diretos por CVI são ínfimos; mortalidade associada é baixa.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior prevalência nas regiões sudeste e sul, com variações urbanas.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais mais comuns de insuficiência venosa?
Pernas pesadas, inchaço, varizes, cãibras, pele escurecida.
2 É possível curar a condição com tratamentos simples?
Não há cura definitiva; há controle e alívio com compressão e hábitos.
3 Como é feito o diagnóstico?
História clínica e ultrassom Doppler para confirmar refluxo.
4 Quais são as opções de manejo?
Compressão, exercícios, pele bem cuidada; procedimentos venosos para casos indicados.
5 Preciso mudar o estilo de vida?
Sim; atividade física, peso estável e evitar ficar muito tempo em pé ajudam.

Mitos e Verdades

Mito

varizes aparecem apenas por herança.

Verdade

Vários fatores contribuem; herança é apenas um deles.

Mito

úlceras são inevitáveis.

Verdade

Fatores de risco podem ser reduzidos com tratamento e hábitos saudáveis.

Mito

cirurgia cura para sempre.

Verdade

Cirurgia melhora; recorrência possível se fatores de risco persistirem.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento primário para avaliação inicial e encaminhamento.
Especialista Indicado
Cirurgião vascular ou angiologista
Quando Procurar Emergência
Sinais de TVP: dor intensa, calor, inchaço súbito; procure pronto atendimento.
Linhas de Apoio
CVV 188 SUS 136 SAMU 192

CIDs Relacionados

I87.2 I83.9 I86.0 I80.9 Z98.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.