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cid insônia
CID-10

Insônia: dificuldade persistente para dormir

Dificuldade para dormir

Resumo

Insônia é dificuldade de sono ou sono ruim; prejudica vida, mas há tratamento eficaz.

Identificação

Código Principal
G47.00
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Insônia não orgânica
Nome em Inglês
Insomnia disorder
Outros Nomes
Dificuldade para dormir • Distúrbio do sono • Insônia crônica • Sono ruim • Distúrbio de sono
Siglas Comuns
INS DSS SNO

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Distúrbios do sono
Categoria Principal
Distúrbios do sono
Subcategoria
Insônia primária e secundária
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam insônia em 30-35% da população, formas crônicas em 5-10%.
Prevalência no Brasil
No Brasil, prevalência estimada entre 20-30% de adultos, maior em idosos.
Faixa Etária Principal
Adultos 40-60 anos, com pico em idosos
Distribuição por Sexo
Levemente mais frequente em mulheres
Grupos de Risco
Estresse crônico Depressão/ansiedade Uso de cafeína Horários irregulares Condições médicas
Tendência Temporal
Estável globalmente, com variações regionais e efeito de estressores socioculturais

Etiologia e Causas

Causa Principal
Fatores multifatoriais biológicos, comportamentais e ambientais
Mecanismo Fisiopatológico
Desregulação de vias arousal e ritmo circadiano, eixo HPA ativo e sono-vigília descompassado
Fatores de Risco
Estresse crônico Depressão Ansiedade Cafeína após meio-dia Horários noturnos Condições crônicas
Fatores de Proteção
Higiene do sono Rotina regular Ambiente escuro e silencioso Redução de cafeína
Componente Genético
Contribuição genética moderada, variantes ligadas ao ritmo circadiano

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dificuldade de iniciar/manter sono com sono não reparador
Sintomas Frequentes
Dificuldade de adormecer
Despertar precoce
Sono fragmentado
Fadiga diurna
Dificuldade concentração
Alteração humor
Sinais de Alerta
  • Dor torácica inexplicável
  • Dormir de forma extremamente irregular
  • Sonolência diurna grave
  • Mudanças de comportamento súbitas
  • Alteração mental aguda
Evolução Natural
Sem tratamento, piora a qualidade de vida e aumenta fadiga e erros diários
Complicações Possíveis
Fadiga crônica Desempenho reduzido Problemas de humor Risco de acidentes Impacto na vida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Duração >3 meses, prejuízo significativo, avaliação clínica eQuestionários de sono
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH/T4 Vit B12 Glicemia SatO2 noturna
Exames de Imagem
Polissonografia Actigrafia EEG em sono Avaliação de comorbidades
Diagnóstico Diferencial
  • Apneia obstructiva
  • Narcolepsia
  • Distúrbios circadianos
  • Ansiedade
  • Depressão
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a semanas na prática, mais rápido com monitoramento correto

Tratamento

Abordagem Geral
Higiene do sono, educação, manejo de comorbidades; combinação de estratégias quando necessário
Modalidades de Tratamento
1 Higiene do sono
2 TCC-I
3 Manejo de comorbidades
4 Medicamentos apenas se necessário
5 Terapias digitais
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Psiquiatra Neurologista Pediatra Psicólogo
Tempo de Tratamento
Varia; melhora comum em semanas com TCC-I
Acompanhamento
Consultas a cada 6-8 semanas; monitorar sono, humor e função

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva favorável com tratamento adequado e adesão
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Ausência de comorbidades graves
  • Suporte social
  • Rotina estável
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Uso de substâncias
  • Sono não tratável
  • Rotina irregular
Qualidade de Vida
Queda na qualidade de vida por fadiga, sono ruim e afeta tudo

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene do sono, horários estáveis, reduzir cafeína perto da cama
Medidas Preventivas
Rotina de sono
Redução de cafeína
Limitar telas à noite
Exercícios regulares
Gestão de estresse
Rastreamento
Avaliações de sono em consultas de rotina; detecção de comorbidades

Dados no Brasil

Hospitalizações raras, principalmente comorbidades associadas
Internações/Ano
Obitos diretos por insônia são incomuns; fatores associados sobrepõem
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões urbanas têm maior carga; variações por estresse socioeconômico

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais mais comuns da insônia?
Dificuldade para adormecer, manter sono ou sono não reparador com fadiga diurna.
2 Qual é o tratamento mais eficaz?
TCC-I é primeira escolha; higiene do sono e manejo de comorbidades ajudam muito.
3 Insônia é contagiosa?
Não é contagiosa; hábitos e ambiente influenciam sono.
4 Quando procurar atendimento médico?
Se durar semanas e atrapalhar vida diária, busque avaliação.
5 Dieta ajuda o sono?
Refeições leves, evitar cafeína à noite e horários estáveis ajudam.

Mitos e Verdades

Mito

menos horas de sono aumentam a produtividade.

Verdade

sono adequado melhora memória, humor e segurança.

Mito

cafeína não atrapalha o sono.

Verdade

cafeína atrasa sono; modere a ingestão.

Mito

álcool ajuda a dormir.

Verdade

álcool prejudica sono de qualidade, desperta.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico da atenção primária para avaliar sono suspeito
Especialista Indicado
Especialista em sono ou neurologista/psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Sinais de urgência: sonolência extrema com desorientação, dor no peito
Linhas de Apoio
Linha de apoio sono Saúde mental 0800 Disque sono local

CIDs Relacionados

G47.00 F51.0 G47.9 R40.0 Z58.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.