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cid inflamação garganta
CID-10

Faringite aguda (inflamação da garganta)

Dor de garganta e garganta inflamada

Resumo

Dor na garganta com dor ao engolir; hidratação ajuda; procure médico se piorar.

Identificação

Código Principal
J02.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Faringite aguda, inflamação da mucosa faríngea segundo OMS.
Nome em Inglês
Acute Pharyngitis
Outros Nomes
Faringite • Garganta inflamada • Dor na garganta • Faringite aguda
Siglas Comuns
FAR FA FGA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do aparelho respiratório
Categoria Principal
Infecções das vias aéreas superiores
Subcategoria
Faringite aguda
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global alta; milhões de casos anualmente, mais em crianças, com variação sazonal.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais variam; alta incidência anual, variações por região e idade.
Faixa Etária Principal
Principalmente crianças e adultos jovens
Distribuição por Sexo
Proporção semelhante entre homens e mulheres
Grupos de Risco
crianças em escola fumantes pessoas com imunidade baixa indivíduos com alergias respiratórias trabalhadores da saúde
Tendência Temporal
Varia com sazonalidade; pico em frio e início das aulas.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Vírus são a principal origem da faringite aguda; rinovírus, influenza e adenovírus frequentes.
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação da mucosa faríngea pela resposta imune a agentes irritantes, com edema, dor e dificuldade ao engolir.
Fatores de Risco
crianças em escola ambiente com fumo imunidade baixa viajar em grupos fatores alérgicos higiene ruim
Fatores de Proteção
Higiene das mãos Vacinação contra gripe Evitar compartilhamento de utensílios Hidratação adequada
Componente Genético
Predisposição genética não é principal; alguns traços podem modular risco de infecção.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor de garganta intensa ao engolir, irritação e desconforto ao falar.
Sintomas Frequentes
dor na garganta
dor ao engolir
febre baixa
mal-estar
gânglios doloridos no pescoço
tosse leve
Sinais de Alerta
  • dificuldade para respirar
  • dor no peito
  • febre alta prolongada
  • impossibilidade de engolir saliva
  • sangramento na garganta
Evolução Natural
Em caso viral, melhora em 3-7 dias; antibióticos não combatem vírus.
Complicações Possíveis
otite média sinusite abscesso retrofaríngeo (raro) refluxo irritativo dor de ouvido

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História clínica e exame; testes rápidos quando indicado para Streptococcus.
Exames Laboratoriais
hemograma PCR de vírus respiratórios teste rápido de estreptococo cultura de garganta CRP
Exames de Imagem
nenhum
Diagnóstico Diferencial
  • faringite viral
  • amigdalite bacteriana
  • laringite
  • mononucleose
  • abscesso faríngeo
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico típico em 1-3 dias após início dos sintomas.

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio de dor, hidratação e repouso; antibióticos apenas quando indicados pela etiologia.
Modalidades de Tratamento
1 Analgésicos orais
2 Gargarejos com solução salina
3 Hidratação
4 Antibióticos apenas se Streptococcus confirmado
5 Descanso
Especialidades Envolvidas
Clínico Geral Pediatria Otorrinolaringologia Enfermagem Farmácia
Tempo de Tratamento
Varia: viral 3-7 dias; bacteriana 5-10 dias com antibiótico adequado.
Acompanhamento
Retornar se piorar, febre alta ou sinais de desidratação.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva excelente com cuidados simples; maioria retorna rapidamente.
Fatores de Bom Prognóstico
  • diagnóstico precoce
  • hidratacao
  • descanso
  • boa higiene
Fatores de Mau Prognóstico
  • sintomas graves persistentes
  • dificuldade respiratória
  • febre alta prolongada
  • dor que não cede
Qualidade de Vida
Impacto temporário na fala e alimentação; recuperação rápida com cuidado adequado.

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene das mãos, evitar compartilhar copos e manter higiene respiratória.
Medidas Preventivas
Higiene das mãos
Cobrir boca ao tossir
Não compartilhar utensílios
Vacinação contra influenza
Ambiente ventilado
Rastreamento
Rastreamento não essencial; diagnóstico orientado por clínica e testes quando indicado.

Dados no Brasil

Internações são raras; atendimento ambulatorial predominante.
Internações/Ano
Óbitos são exceção na maioria dos casos leves.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais comum em áreas urbanas densas; variação por região.

Perguntas Frequentes

1 Posso ter faringite com febre baixa?
Sim, febre leve é comum; febre alta ou piora requer avaliação.
2 Uso de antibióticos é sempre necessário?
Não; antibióticos apenas se infecção bacteriana for confirmada.
3 Como evitar a faringite?
Higiene, água, sono adequado e evitar irritantes ajudam.
4 Qual é o tempo de recuperação?
Geralmente 3-7 dias; se bacteriana pode demorar mais com tratamento.
5 Preciso evitar viajar?
Pode viajar se se sentir bem; mantenha hidratação e higiene.

Mitos e Verdades

Mito

gargarejo com água salgada cura tudo.

Verdade

alivia dor, não cura a doença toda.

Mito

antibióticos curam vírus.

Verdade

antibióticos não agem contra vírus.

Mito

dor de garganta sempre exige antibiótico.

Verdade

apenas alguns casos precisam de antibiótico.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínica na UBS ou pronto atendimento se houver piora ou dificuldade respiratória.
Especialista Indicado
Clínico geral ou pediatra; otorrino se houver complicações.
Quando Procurar Emergência
Dificuldade para respirar, lábios azulados, desmaio, dor torácica: procure socorro imediato.
Linhas de Apoio
Ligue 136 - Saúde 24h Disque Saúde 0800-000-000

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.