contato@nztbr.com
cid infertilidade
CID-10

Infertilidade feminina

Infertilidade feminina

Resumo

Infertilidade feminina é a dificuldade de conceber após 12 meses de relações sem método.

Identificação

Código Principal
N97
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Infertilidade feminina: incapacidade de conceber após 12 meses de atividade sexual regular, segundo OMS
Nome em Inglês
Female infertility
Outros Nomes
Infertilidade de casal • Dificuldade para engravidar • Infertilidade feminina primária • Infertilidade feminina secundária
Siglas Comuns
N97 IFem IF

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do sistema reprodutivo
Categoria Principal
Infertilidade e fertilidade
Subcategoria
Primária e secundária
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam 8-12% de casais afetados por infertilidade.
Prevalência no Brasil
Brasil segue tendência mundial, taxas semelhantes na população reprodutiva.
Faixa Etária Principal
Idade reprodutiva, especialmente 20-35 anos.
Distribuição por Sexo
Predominantemente mulheres, com contribuição masculina relevante.
Grupos de Risco
Idade materna avançada Endometriose PCOS Tabagismo Peso extremo
Tendência Temporal
Tendência de expansão em populações com atraso reprodutivo.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial, incluindo ovulatória, tubária e hormonal.
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção no eixo HPO, ovulação irregular e alterações tubárias/uterinas reduzem fertilidade.
Fatores de Risco
Idade materna avançada Tabagismo Peso inadequado Abuso de álcool Doenças crônicas Estresse crônico
Fatores de Proteção
Peso saudável Perfil hormonal estável Atividade física regular Controle de doenças crônicas
Componente Genético
Contribuição genética moderada para alguns subtipos, como PCOS e endometriose.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Falha concepção após 12 meses de relações sexuais regulares.
Sintomas Frequentes
Menstruação irregular
Ovulação ausente
Dor pélvica ocasional
Infertilidade associada a doenças
Ciclos irregulares
Sinais de Alerta
  • Dor abdominal intensa
  • Hemorragia menstrual abundante
  • Sinais de infecção pélvica
  • Gravidez ectópica
Evolução Natural
Sem tratamento, chances de gravidez permanecem baixas; melhora com manejo adequado.
Complicações Possíveis
Ansiedade Custos emocionais Custos financeiros Conflitos conjugais Escolhas reprodutivas complexas

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História detalhada, exames hormonais, avaliação ovariana e tubária, teste de gravidez negativo.
Exames Laboratoriais
LH, FSH Prolactina TSH Estradiol AMH
Exames de Imagem
Ultrassom transvaginal Histerossalpingografia RM pélvica
Diagnóstico Diferencial
  • Hipogonadismo
  • PCOS sem ovulação
  • Endometriose
  • Adenomiose
  • Obstrução tubária
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses a anos, conforme acesso a testes

Tratamento

Abordagem Geral
Avaliação multidisciplinar, identificação de causas e planejamento de opções terapêuticas.
Modalidades de Tratamento
1 Indução da ovulação
2 Terapia hormonal
3 Cirurgia reparadora
4 Reprodução assistida
5 Aconselhamento psicossocial
Especialidades Envolvidas
Ginecologia Endocrinologia Reprodução Assistida Genética Nutrição
Tempo de Tratamento
Varia conforme protocolo, geralmente meses a anos
Acompanhamento
Consultas mensais ou por ciclo, ajustes conforme resposta

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva depende de idade, etiologia e adesão ao tratamento.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Idade jovem
  • Ovulação regular
  • Boa reserva ovariana
  • Resposta favorável a tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Idade avançada
  • Obstrução tubária grave
  • Endometriose extensa
  • Baixa reserva ovariana
Qualidade de Vida
Melhora com apoio médico, informações claras e tratamento adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Promover saúde reprodutiva e reduzir fatores de risco.
Medidas Preventivas
Manter peso adequado
Não fumar
Reduzir álcool
Vacinação regular
Gerenciar doenças crônicas
Rastreamento
Avaliação de fertilidade precoce se houver histórico de falha de concepção

Dados no Brasil

Padrões variáveis por região; dados específicos não uniformes
Internações/Ano
Infertilidade não é causa direta de óbito; mortalidade não relacionada
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior concentração de serviços especializados em grandes centros

Perguntas Frequentes

1 Infertilidade é igual a não ter filhos?
Não é definitivo; muitos casos melhoram com tratamento adequado.
2 Quanto tempo esperar antes de procurar ajuda?
Geralmente 12 meses de relação estável sem concepção, ou mais cedo com idade avançada.
3 Existe cura para infertilidade?
Não há cura única; muitos avanços permitem concepção por indução, cirurgia ou FIV.
4 Sexo casual afeta a fertilidade?
Hábito sexual não determina fertilidade; qualidade de vida e saúde geral importam.
5 É caro tratar infertilidade?
Custos variam, mas programas públicos e opções de apoio ajudam.

Mitos e Verdades

Mito

apenas mulheres ficam infertis.

Verdade

causas masculinas também influenciam.

Mito

anticoncepcionais causam infertilidade permanente.

Verdade

efeitos costumam desaparecer após suspensão.

Mito

exercícios intensos protegem sempre a fertilidade.

Verdade

demais exercícios podem atrapalhar, equilíbrio é essencial.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro passo: consulta com ginecologista ou médico de reprodução
Especialista Indicado
Ginecologista especialista em reprodução
Quando Procurar Emergência
Dor súbita, sangramento intenso ou gravidez ectópica
Linhas de Apoio
Disque Saúde Linha de apoio local da maternidade

CIDs Relacionados

N97.0 N97.1 Z31.2 Z31.3 Z32.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.