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cid infecção de ferida operatória
CID-10

Infecção de ferida operatória

Infecção de ferida operatória

Resumo

Infecção de ferida cirúrgica é uma complicação possível; higiene e tratamento certo ajudam a recuperação.

Identificação

Código Principal
T81.4
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Infection following a procedure
Nome em Inglês
Infection following a procedure
Outros Nomes
Infecção cirúrgica da ferida • Infecção de ferida operatória • Infecção de incisão cirúrgica
Siglas Comuns
T81.4 POI P.O.I.

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XX - Complicações de procedimentos cirúrgicos
Categoria Principal
Complicações perioperatórias
Subcategoria
Infecção de ferida operatória
Tipo de Condição
doenca
Natureza
infecciosa
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 2-5% das cirurgias desenvolvem infecção.
Prevalência no Brasil
Brasil: incidência varia por procedimento e hospital.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade e idosos
Distribuição por Sexo
Proporção semelhante entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Diabetes Imunossupressão Cirurgia emergente Obesidade Feridas grandes
Tendência Temporal
Tendência estável, variações por prática cirúrgica

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção bacteriana da ferida operatória relacionada a higiene e cicatrização.
Mecanismo Fisiopatológico
Biofilme, inflamação local, dor, secreção e edema na ferida
Fatores de Risco
Diabetes Obesidade Imunossupressão Cirurgia emergente Corticosteroides
Fatores de Proteção
Higiene rigorosa Profilaxia antibiótica adequada Fechamento adequado da ferida Controle glicêmico
Componente Genético
Não há associação hereditária forte; varia por bactéria e evento

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor local com calor, rubor e secreção na ferida
Sintomas Frequentes
pus purulento
rubor
calor
edema
dor
febre baixa
Sinais de Alerta
  • febre alta
  • dor crescente
  • secreção fétida
  • deiscência
  • hemorragia abundante
Evolução Natural
Sem tratamento, pode evoluir para abscesso ou sepse
Complicações Possíveis
sepse deiscência falha na cicatrização abscesso necrose de bordas

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Sinais locais + cultura da ferida; confirmação microbiológica
Exames Laboratoriais
hemograma cultura da ferida PCR CRP hemocultura
Exames de Imagem
Ultrassom local TC local RM se abscesso profundo Radiografia de apoio
Diagnóstico Diferencial
  • Celulite sem infecção
  • Reação inflamatória
  • Abscesso não infeccioso
  • Dermatite de contato
  • Fístula existente
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente 1-5 dias pós-op

Tratamento

Abordagem Geral
Limpeza, desbridamento se necessário, antibiótico dirigido pela cultura
Modalidades de Tratamento
1 limpeza
2 desbridamento
3 antibioticoterapia
4 curativos
5 cirurgia de revisão
Especialidades Envolvidas
Cirurgião Infectologista Enfermeiro Controle de Infecção Nutricionista
Tempo de Tratamento
Varia de dias a semanas conforme severidade
Acompanhamento
Acompanhamento a cada 48-72h até cura

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva depende de gravidade; cura possível com manejo adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • Controle glicêmico
  • Ferida estável
  • Cultura sensível
  • Intervenção precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diabetes não controlado
  • Sinais sistêmicos
  • Abscesso extenso
  • Condição clínica comprometida
Qualidade de Vida
Impacto moderado a curto prazo; boa recuperação com manejo adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene, assepsia e técnica cirúrgica adequada
Medidas Preventivas
Profilaxia antibiótica adequada
Curativos estéreis
Higiene de mãos
Ferida seca e protegida
Rastreamento
Monitorar sinais de infecção até cicatrização completa

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais pelo SUS.
Internações/Ano
Óbitos variáveis conforme serviço e gravidade.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior frequência em grandes centros hospitalares.

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais indicam infecção na ferida operatória?
Vermelhidão, calor, dor crescente, secreção ou febre pedem avaliação.
2 Como é feito o diagnóstico?
Sinais clínicos + cultura da ferida e exames simples.
3 É possível tratar sem cirurgia?
Muitos casos reagem a limpeza, curativos e antibiótico guiado pela cultura.
4 Como prevenir?
Higiene, técnica esteril, antibiótico profilático conforme necessidade.
5 Qual é o tempo de recuperação?
Varia; ferida simples pode cicatrizar em semanas; complicações podem atrasar.

Mitos e Verdades

Mito

Antibiótico evita qualquer infecção

Verdade

Higiene e técnica são fundamentais para prevenção

Mito

Ferida fecha sozinha sem cuidado

Verdade

Cuidados adequados aceleram cicatrização

Mito

Infecção ocorre só em cirurgias de alto risco

Verdade

Pode ocorrer em qualquer cirurgia; fatores diversos influenciam

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínica cirúrgica ou pronto atendimento
Especialista Indicado
Cirurgião geral ou cirurgia reconstrutora
Quando Procurar Emergência
Febre alta, dor intensa, sangramento ou secreção fétida
Linhas de Apoio
136 SUS Central de Regulação

CIDs Relacionados

T81.4 Z48.3 Z98.0 Z48.01 Z95.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.