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cid incontinencia urinaria de esforço
CID-10

Incontinência urinária de esforço

Perda de urina ao tossir ou levantar peso

Resumo

Fugas de urina com esforço; melhora com treino de pelve e peso estável.

Identificação

Código Principal
N39.3
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Incontinência urinária de esforço (perda de urina durante esforço)
Nome em Inglês
Stress urinary incontinence
Outros Nomes
incontinência de esforço • incontinencia de esforço • incontinência urinária de esforço • fugas ao esforço • incontinência urinária estress
Siglas Comuns
IUE IU-E IUEs

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVIII - Doenças do sistema genitourinário
Categoria Principal
Doenças do trato urinário
Subcategoria
Incontinência urinária de esforço
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Varia entre populações, 10-40% em mulheres após 40 anos.
Prevalência no Brasil
Alta em mulheres, com pico após menopausa.
Faixa Etária Principal
Mulheres 40 anos ou mais
Distribuição por Sexo
Predominância feminina; homens muito menos afetados
Grupos de Risco
mulheres pós-menopáusicas parto vaginal obesidade tosse crônica cirurgia pélvica anterior
Tendência Temporal
Estável com envelhecimento populacional; mais casos em idosos.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Fraqueza do assoalho pélvico associada a parto, idade e alterações hormonais.
Mecanismo Fisiopatológico
Queda de sustentação do assoalho pélvico leva a escape de urina com esforço.
Fatores de Risco
menopausa parto vaginal obesidade tosse crônica idade avançada história familiar
Fatores de Proteção
treinamento de bexiga exercícios de Kegel manutenção do peso atividade física regular
Componente Genético
Contribuição genética moderada; histórico familiar aumenta risco.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Vazamento de urina com tosse, espirro ou esforço físico.
Sintomas Frequentes
vazamento com esforço
fugas ao tossir ou espirrar
pequenos vazamentos com levantar peso
sensação de bexiga incompleta
mau controle ao correr
Sinais de Alerta
  • dor abdominal aguda
  • sangue na urina
  • febre associada
  • retenção urinária
  • aguda piora de terapia
Evolução Natural
Sem tratamento, pode progredir e impactar sono e autoestima
Complicações Possíveis
irritação perineal infecções urinárias redução da qualidade de vida isolamento social queda de autoestima

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica, diário miccional, e teste de esforço ajudam confirmar.
Exames Laboratoriais
urianálise urina de rotina urinocultura se infecção teste de gravidez função renal
Exames de Imagem
ultrassom pélvico ecografia transvaginal RM pélvica se indicado urodinâmica opcional
Diagnóstico Diferencial
  • incontinência de urgência
  • incontinência mista
  • prolapso genital
  • infecção urinária recorrente
  • retenção urinária
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia de semanas a meses com avaliação clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Educação, treino de bexiga, fisioterapia pélvica e manejo do peso.
Modalidades de Tratamento
1 treinamento vesical
2 exercícios de Kegel
3 fisioterapia pélvica
4 cirurgia de reparo
5 orientação de hábitos
Especialidades Envolvidas
urologista ginecologista fisioterapeuta pélvico geriatra fonoaudiologo
Tempo de Tratamento
Semelhante a semanas a meses, conforme resposta
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 3-6 meses para ajuste

Prognóstico

Prognóstico Geral
Melhora com treino adequado; controle é comum
Fatores de Bom Prognóstico
  • treinamento ativo
  • adaptação diária
  • peso estável
  • compreensão do plano
Fatores de Mau Prognóstico
  • obesidade grave
  • idade avançada
  • falha de adesão
  • comorbidades neurológicas
Qualidade de Vida
Melhora significativa com manejo adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Manter peso saudável, fortalecer músculos do assoalho pélvico
Medidas Preventivas
Kegel diário
controle de peso
evitar constipação
parar tabagismo
atividade física regular
Rastreamento
Não há rastreamento universal; monitorar sintomas

Dados no Brasil

Baixa taxa quando tratado ambulatorialmente.
Internações/Ano
Óbitos raros relacionados a esta condição.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com população idosa apresentam maior impacto.

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais indicam essa condição?
Vazamento ao esforço, tosse ou espirro; manuseio de peso com fuga é comum.
2 Como é feito o diagnóstico?
Pequenas perguntas, diário miccional, teste de esforço, exames básicos.
3 Existem opções de tratamento sem cirurgia?
Sim; treino da pelve, fisioterapia, mudanças de peso e hábitos ajudam.
4 Essa condição pode piorar com o tempo?
Pode progredir sem tratamento; adesão melhora muito o prognóstico.
5 Quem pode ajudar no dia a dia?
Médico, fisioterapeuta pélvico, enfermeiro e educador em saúde.

Mitos e Verdades

Mito

só acontece em mulheres idosas.

Verdade

pode ocorrer em várias idades, sobretudo após parto.

Mito

cirurgia é a primeira opção para todos.

Verdade

treino pélvico costuma melhorar sem cirurgia.

Mito

urina sempre clara.

Verdade

mudanças de peso e hábitos ajudam muito.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou urologista, ou clínica de uroginecologia
Especialista Indicado
Urologista ou ginecologista
Quando Procurar Emergência
Dor intensa, sangramento, ou retenção urinária aguda
Linhas de Apoio
Postos de saúde SUS Telefone Centros de saúde locais

CIDs Relacionados

N39.3 N39.8 N31.9 N82.3 N97.2

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.