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cid incontinencia fecal
CID-10

Incontinência fecal

Perda de fezes involuntária

Resumo

Perda de controle das fezes, com causas diversas; diagnóstico e opções de tratamento.

Identificação

Código Principal
R15
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Incontinência fecal (OMS)
Nome em Inglês
Fecal Incontinence
Outros Nomes
Incontinência anal • Perda fecal • Incontinência intestinal • Fezes involuntárias
Siglas Comuns
IF IEF R15

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XI - Doenças do sistema Digestivo
Categoria Principal
Grupo de distúrbios do controle anal
Subcategoria
Disfunção do controle anal
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais sugerem 2-7% de adultos com incontinência fecal.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; prevalência maior em idosos.
Faixa Etária Principal
adultos e idosos
Distribuição por Sexo
ambos; levemente mais comum em mulheres
Grupos de Risco
idosos mulheres doencas neurológicas obesidade diabetes
Tendência Temporal
envelhecimento da população pode aumentar a prevalência

Etiologia e Causas

Causa Principal
falha no controle do esfíncter anal
Mecanismo Fisiopatológico
fraqueza do esfíncter anal e alterações sensoriais
Fatores de Risco
idade avançada parto vaginal obesidade diarreia crônica constipação crônica sedentarismo
Fatores de Proteção
fisioterapia pélvica treinamento da continência dieta rica em fibras manejo adequado da diarreia
Componente Genético
null

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Perda involuntária de fezes com ou sem urgência
Sintomas Frequentes
Urgência fecal
Perda de fezes ao esforço
Gotejamento anal
Defecação incompleta
Diarreia associada
Constipação pode piorar
Sinais de Alerta
  • dor abdominal severa com sangramento
  • perda súbita de continência com febre
  • prolapso evidente
  • dor intensa no períneo
Evolução Natural
persistente sem tratamento; pode progredir com idade
Complicações Possíveis
irritação perianal infecções de pele isolamento social redução da qualidade de vida frustração emocional

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
história detalhada, exame físico, diários de continência, exames direcionados
Exames Laboratoriais
Hemograma Bioquímica Função renal Função hepática Exames de fezes conforme suspeita
Exames de Imagem
Anuscopia Proctometria RM pélvica Ultrassom transperineal
Diagnóstico Diferencial
  • diarreia aguda
  • hemorroidas
  • fisura anal
  • prolapso de reto
  • infecção intestinal
Tempo Médio para Diagnóstico
dias a meses, depende de acesso a serviços

Tratamento

Abordagem Geral
reabilitação pélvica, higiene, dieta balanceada, manejo de diarreia/constipação
Modalidades de Tratamento
1 fisioterapia pélvica
2 treinamento da continência
3 manejo dietético
4 medicações de controle de diarreia
5 cirurgia seletiva
Especialidades Envolvidas
Gastroenterologia Cirurgia colorretal Fisioterapia pélvica Neurologia Ginecologia
Tempo de Tratamento
varia com gravidade; meses a anos
Acompanhamento
visitas 3-6 meses; ajuste de tratamento

Prognóstico

Prognóstico Geral
depende da gravidade e adesão; melhoria com treino
Fatores de Bom Prognóstico
  • adesão ao treino
  • peso estável
  • boa alimentação
  • rede de apoio
Fatores de Mau Prognóstico
  • idade avançada
  • comorbidades neurológicas
  • diabetes
  • doença intestinal grave
Qualidade de Vida
impacto moderado a significativo; melhora com tratamento

Prevenção

Prevenção Primária
manter evacuação regular, evitar constipação, tratar diarreia precoce
Medidas Preventivas
fortalecimento do assoalho pélvico
controle de diarreia
evitar esforço durante evacuação
hidratação adequada
dieta de fibras
Rastreamento
null

Dados no Brasil

Estimativas indicam milhares de internações anuais no Brasil
Internações/Ano
Mortalidade direta baixa; rara causa de óbito
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior prevalência em regiões com envelhecimento populacional

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais da incontinência fecal?
Resposta: perda de fezes com ou sem urgência e alterações de evacuação.
2 Quais exames ajudam no diagnóstico?
Resposta: história, diário, exame físico, diários, exames direcionados.
3 Quais tratamentos existem?
Resposta: treino de continência, dieta, manejo de diarreia, cirurgia em casos graves.
4 Como prevenir a condição?
Resposta: higiene, treino pélvico, evitar fatores irritantes, alimentação estável.
5 Qual o prognóstico?
Resposta: com tratamento adequado, melhora significativa na qualidade de vida.

Mitos e Verdades

Mito

inevitável com idade

Verdade

há opções de tratamento eficaz.

Mito

cirurgia é primeira opção

Verdade

treino pode resolver sem cirurgia.

Mito

só mulheres têm

Verdade

homens também podem apresentar.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
unidades de saúde locais; procure médico de família
Especialista Indicado
Gastroenterologista
Quando Procurar Emergência
dor intensa, sangramento, prolapso, febre alta
Linhas de Apoio
Central de suporte local Disque SUS 136 Ouvidoria da Saúde

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.