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cid iam
CID-10

Infarto agudo do miocárdio (IAM)

IAM, ataque cardíaco

Resumo

IAM é dor no peito com início súbito; agir rápido salva músculo cardíaco.

Identificação

Código Principal
I21.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Infarto agudo do miocárdio, definição OMS: necrose do miocárdio por oclusão coronária aguda.
Nome em Inglês
Acute Myocardial Infarction
Outros Nomes
Infarto cardíaco • Infarto do miocárdio • IAM agudo • Ataque cardíaco • Infarto do miocárdio agudo
Siglas Comuns
IAM AMI IMA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do aparelho circulatório
Categoria Principal
Doenças isquêmicas cardíacas
Subcategoria
Infarto agudo do miocárdio
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Impacto global alto; IAM afeta milhões anualmente.
Prevalência no Brasil
Dados variam por região; IAM relevante no SUS.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade a idosos
Distribuição por Sexo
Homens levemente mais atingidos; mulheres aumentam com idade
Grupos de Risco
Tabagismo Hipertensão Dislipidemia Diabetes Sedentarismo
Tendência Temporal
Tendência estável a aumentos moderados em muitos países.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Oclusão coronária aguda por ruptura de placa aterosclerótica com trombo
Mecanismo Fisiopatológico
Ruptura de placa com oclusão coronária e necrose miocárdica subsequente.
Fatores de Risco
Hipertensão arterial Dislipidemia Tabagismo Diabetes mellitus Sedentarismo História familiar de DAC
Fatores de Proteção
Parar tabagismo Dieta saudável Exercício regular Controle de lipídios
Componente Genético
Predisposição genética moderada; DAC familiar aumenta o risco quando somado a fatores de estilo.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor torácica intensa com sensação de aperto, típica retroesternal.
Sintomas Frequentes
Dor que irradia para braço esquerdo
Falta de ar
Suor frio
Náusea ou vômito
Tontura
Sinais de Alerta
  • Dor torácica prolongada >20 min com alterações no ECG
  • Sinais de choque
  • Alteração do nível de consciência
  • Dispneia severa
  • Arritmias ventriculares
Evolução Natural
Isquemia progride rapidamente sem revascularização; dano tecidual aumenta.
Complicações Possíveis
Insuficiência cardíaca Arritmias Choque cardiogênico Ruptura ventricular Morte súbita

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Dor torácica + elevações de marcadores cardíacos e alterações no ECG.
Exames Laboratoriais
Troponinas elevadas CK-MB elevada LDH elevada Perfil lipídico Hemograma
Exames de Imagem
ECG Ecocardiograma Ressonância cardíaca Angiografia coronária
Diagnóstico Diferencial
  • Angina instável
  • Dissecção aórtica
  • Embolia pulmonar
  • Derrame pericárdico
  • Miopericardite
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo típico até confirmação varia com acesso a serviços.

Tratamento

Abordagem Geral
Estabilização: analgesia, monitorização, diagnóstico rápido e decisão sobre reperfusão.
Modalidades de Tratamento
1 Reperfusão rápida (PCI ou trombólise)
2 Medicamentos antitrombóticos conforme indicação
3 Tratamento da dor
4 Cuidados intensivos
5 Reabilitação cardíaca
Especialidades Envolvidas
Cardiologia Cirurgia cardíaca Emergência Intensivista Reabilitação cardíaca
Tempo de Tratamento
Varia com reperfusão; o objetivo é restaurar fluxo rapidamente.
Acompanhamento
Acompanhamento intensivo nos primeiros dias, seguido de reavaliações.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva depende da extensão do dano; reperfusão precoce melhora desfecho.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Reperfusão rápida
  • Menor área de necrose
  • Idade jovem
  • Ausência de comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • Retardo no atendimento
  • IAM NSTEMI com grande oclusão
  • Diabetes mal controlado
  • Fraqueza cardíaca prévia
Qualidade de Vida
Reabilitação e controle de fatores elevam bem-estar e participação social.

Prevenção

Prevenção Primária
Controle de fatores de risco: parar tabagismo, alimentação saudável, atividade física.
Medidas Preventivas
Parar tabagismo
Dieta mediterrânea
Exercício 150 min/sem
Controle de lipídios
Tratamento hipertensão
Rastreamento
Avaliar fatores de risco e fazer exames de sangue/lipidograma em populações de risco.

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais no Brasil, com variação regional.
Internações/Ano
Mortalidade associada continua elevada nos primeiros meses.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul com maior incidência; Norte e Nordeste com acesso variável.

Perguntas Frequentes

1 IAM pode ocorrer sem dor?
Pode haver dor ausente; sinais incluem falta de ar, suor e desconforto.
2 Quais exames confirmam IAM?
Troponinas, ECG e ecocardiograma ajudam no diagnóstico.
3 É possível prevenir IAM?
Controle fatores de risco, alimentação saudável e exercícios.
4 Como é o diagnóstico diferencial?
Angina instável, dissecção aórtica e embolia pulmonar podem mimetizar IAM.
5 Qual a recuperação após IAM?
Reabilitação e adesão ao tratamento melhoram vida e funcionalidade.

Mitos e Verdades

Mito

dor cardíaca é sempre súbita e intensa.

Verdade

sinais variam; alguns têm dor leve ou inadequada.

Mito

IAM ocorre só em idosos.

Verdade

jovens com fatores de risco também podem ter IAM.

Mito

dieta substitui tratamento.

Verdade

alimentação ajuda, mas não substitui revascularização e medicação.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Busque serviço de urgência ao menor sinal de dor torácica.
Especialista Indicado
Cardiologista
Quando Procurar Emergência
Dor torácica intensa com sudorese ou desmaio exige atendimento imediato.
Linhas de Apoio
188 - CVV 192 SAMU

CIDs Relacionados

I20 I25.2 R57.0 I46.2 I50

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.