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cid i694
CID-10

Sequelas de infarto cerebral

Sequelas do AVC

Resumo

Sequelas de AVC deixam déficits persistentes; reabilitação busca melhorar função.

Identificação

Código Principal
I69.4
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Sequelae following cerebrovascular disease
Nome em Inglês
Sequelae of cerebrovascular disease
Outros Nomes
Sequelas do AVC • Sequelas pós-AVC • Sequelas após AVC • Complicações tardias de AVE • Sequelas cerebrais
Siglas Comuns
I69.4 AVC-sequelas SEQ-AVC

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do aparelho circulatório
Categoria Principal
Sequelas de doenças cerebrovasculares
Subcategoria
Sequelas após AVC
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 30-50% de sobreviventes com sequelas a longo prazo.
Prevalência no Brasil
Brasil: sequelas em 20-40% de pacientes pós-AVC.
Faixa Etária Principal
Adultos mais velhos, acima de 60 anos
Distribuição por Sexo
Distribuição similar entre os sexos
Grupos de Risco
Idosos Hipertensão Diabetes Dislipidemia Tabagismo
Tendência Temporal
Queda gradual com avanços em reabilitação e prevenção

Etiologia e Causas

Causa Principal
Sequelas derivadas de AVC prévio, com dano neural duraduro
Mecanismo Fisiopatológico
Dano tecidual permanente após isquemia, com alterações neuroplasticidade e déficits funcionais.
Fatores de Risco
Idade avançada Hipertensão Diabetes Dislipidemia Tabagismo Sedentarismo
Fatores de Proteção
Reabilitação precoce Controle sistemático da PA Aderência ao tratamento Engajamento familiar

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Déficits persistentes de movimento ou fala
Sintomas Frequentes
Hemiparesia/hemiplegia
Afasia
Disartria
Disfunção de equilíbrio
Dificuldade de deglutição
Fraqueza na marcha
Sinais de Alerta
  • Nova fraqueza súbita
  • Alteração de fala repentina
  • Perda de equilíbrio repentina
  • Dor de cabeça intensa sem causa
  • Confusão aguda
Evolução Natural
Sem tratamento pode progredir com déficits estáveis ou modesta melhora com reabilitação.
Complicações Possíveis
Depressão Queda funcional Isolamento social Trombose venosa Convulsões tardias

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de AVC prévio com déficits persistentes; confirmação por exames e evolução clínica
Exames Laboratoriais
Hemograma Glicose Perfil lipídico Função renal Lipidograma
Exames de Imagem
RMN cerebral TC cerebral Angio-RM
Diagnóstico Diferencial
  • Doença neurológica degenerativa
  • Miastenia gravis
  • Esclerose lateral amiotrófica
  • Derrame agudo não AVC
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia com acesso a serviços; diagnóstico baseado em histórico e exames

Tratamento

Abordagem Geral
Reabilitação multidisciplinar, metas funcionais, controle de fatores de risco, apoio psicossocial
Modalidades de Tratamento
1 Reabilitação motora
2 Terapia de fala
3 Terapia ocupacional
4 Treinamento cognitivo
5 Suporte psicossocial
Especialidades Envolvidas
Neurologia Fisiatria Fisioterapia Fonoaudiologia Psicologia
Tempo de Tratamento
Longo prazo, meses a anos, com avaliações periódicas
Acompanhamento
Consultas regulares com equipe de reabilitação; ajuste de metas

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia pela extensão da lesão, adesão à reabilitação e comorbidades
Fatores de Bom Prognóstico
  • Reabilitação precoce
  • Poucas comorbidades
  • Adesão ao plano
  • Apoio familiar
Fatores de Mau Prognóstico
  • Lesão extensa
  • Idade avançada
  • Depressão não tratada
  • Graves déficits cognitivos
Qualidade de Vida
Independência funcional, participação social e bem-estar dependem de reabilitação e apoio

Prevenção

Prevenção Primária
Controle de fatores de risco para prevenir novo AVC
Medidas Preventivas
Controle da pressão arterial
Dieta balanceada
Atividade física
Cessação do tabagismo
Gestão do peso
Rastreamento
Monitoramento de fatores de risco e função neurológica periódica

Dados no Brasil

Internações por sequelas de AVC variam conforme período e região
Internações/Ano
Óbitos relacionados a AVC com sequelas monitorados; variação anual
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste concentra maior volume; Sul e Centro-Oeste com acesso crescente

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais indicam sequelas pós-AVC persistentes?
Deficits motores, fala ou cognição que não retornam com tempo de reabilitação.
2 Reabilitação funciona para todos com sequelas?
Melhora varia; maior benefício com início precoce e adesão ao programa.
3 É possível evitar novas sequelas?
Controle de fatores de risco reduz risco de novos AVC e novas sequelas.
4 Como medir progresso na reabilitação?
Avaliações funcionais periódicas; metas específicas aparecem ao longo do tratamento.
5 Qual é o papel da família nesse cuidado?
Apoio, estímulo à adesão e ambiente seguro melhoram a recuperação.

Mitos e Verdades

Mito

sequelas aparecem apenas em idosos

Verdade

variam com idade, gravidade e resposta à reabilitação

Mito

reabilitação não ajuda

Verdade

benefícios consistentes com início precoce

Mito

todos ficam gravemente prejudicados

Verdade

muitos recuperam função significativa com terapia

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.