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cid hipoacusia
CID-10

Hipoacusia

Perda de audição

Resumo

Hipoacusia é perda auditiva de grau variável que dificulta a comunicação; testes e reabilitação ajudam.

Identificação

Código Principal
H90
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Hipoacusia, deficiência auditiva de grau variado, bilateral ou unilateral
Nome em Inglês
Hearing loss
Outros Nomes
hipoacusia • surdez parcial • redução auditiva • baixa audição • perda auditiva
Siglas Comuns
HA HIP HL

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VIII - Doenças do ouvido e mastoide
Categoria Principal
Deficiência auditiva
Subcategoria
Hipoacusia neurossensorial
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: ~5% da população, com variação por idade e tipo de hipoacusia.
Prevalência no Brasil
Brasil: dados regionais variam; estimativas nacionais menos consistentes.
Faixa Etária Principal
Adultos e idosos
Distribuição por Sexo
Distribuição entre homens e mulheres semelhante.
Grupos de Risco
Idosos Exposição a ruído ocupacional Infecções de ouvido na infância Uso de ototóxicos Predisposição genética
Tendência Temporal
Aumento com envelhecimento populacional e maior sobrevida.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem primária: hipoacusia neurossensorial, com variação entre congênita e adquirida.
Mecanismo Fisiopatológico
Dano às células ciliadas internas e/ou lesão neural progressiva, reduzindo transdução de som.
Fatores de Risco
Exposição a ruído ocupacional Envelhecimento Histórico familiar de perda auditiva Infecções de ouvido recorrentes Trauma cranioencefálico Uso de medicamentos ototóxicos
Fatores de Proteção
Proteção com protetores auriculares Limitar exposição a ruído Manejo de infecções de ouvido Vacinação adequada contra doenças que afetam ouvido
Componente Genético
Pode haver hereditariedade em formas congênitas; mutações específicas associadas.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Perda auditiva percebida entre leve e profunda.
Sintomas Frequentes
Dificuldade em ouvir em ambientes ruidosos
Dificuldade com fala ao telefone
Zumbido frequente (tinnitus)
Pequena compreensão em reuniões
Aumento do volume de TV/rádio
Sinais de Alerta
  • Surdez súbita com tontura
  • Dor de ouvido aguda com febre
  • Secreção purulenta do ouvido
  • Hipertermia com mal-estar
Evolução Natural
Pode progredir com tempo; reabilitação melhora comunicação.
Complicações Possíveis
Déficit na comunicação Isolamento social Zumbido crônico Queda da qualidade de vida Ansiedade associada

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Audiometria demonstrando déficit em tom/verbal com confirmação clínica.
Exames Laboratoriais
hemograma completo ionograma função tireoide glicemia em jejum
Exames de Imagem
Tomografia temporal RM do ouvido interno TC de osso temporal
Diagnóstico Diferencial
  • Surdez condutiva transitória
  • Surdez súbita
  • Hipoacusia neurossensorial unilateral
  • Otite média com efusão
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia com acesso; em média semanas a meses

Tratamento

Abordagem Geral
Reabilitação auditiva com proteção auricular e comunicação eficaz.
Modalidades de Tratamento
1 Aparelhos auditivos
2 Implante coclear
3 Aparelhos ósseos (bone-anchored)
4 Reabilitação auditiva
5 Aconselhamento familiar
Especialidades Envolvidas
Otorrinolaringologia Fonoaudiologia Audiologia clínica Neurologia (quando indicado) Geriatria
Tempo de Tratamento
Duração depende da gravidade e adesão
Acompanhamento
Consultas periódicas e ajustes conforme necessidade

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva depende de etiologia e intervenção; muitos ganhos com reabilitação.
Fatores de Bom Prognóstico
  • adesao ao uso de aparelhos
  • detecção precoce
  • reabilitação eficaz
  • apoio familiar
Fatores de Mau Prognóstico
  • retardo no diagnóstico
  • falta de acesso a reabilitação
  • comorbidades
  • ambiente barulhento contínuo
Qualidade de Vida
Melhora com recursos adequados e suporte familiar

Prevenção

Prevenção Primária
Reduzir ruídos, proteger ouvidos, tratar infecções precocemente, hábitos saudáveis.
Medidas Preventivas
protetores auriculares
redução de ruído ambiental
controle de infecções de ouvido
evitar uso inadequado de fones
revisões auditivas periódicas
Rastreamento
Triagem neonatal de audição e rastreamento periódico em grupos de risco.

Dados no Brasil

Número de internações específico é variável por região.
Internações/Ano
Óbitos relacionados à hipoacusia são incomuns quando isolada.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com maior envelhecimento apresentam maior prevalência.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais iniciais de hipoacusia?
Dificuldade com fala em ambientes barulhentos e necessidade de aumentar o volume.
2 É possível tratar hipoacusia?
Tratamento depende da etiologia; reabilitação auditiva melhora comunicação significativamente.
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação com audiometria e exames otológicos; diagnóstico diferencial é considerado.
4 Posso prevenir a perda auditiva?
Proteja ouvidos, trate infecções, evite ruídos intensos e faça rastreamentos regulares.
5 A audição volta ao normal com medicamentos?
Alguns casos respondem; muitos exigem dispositivos ou terapia de fala para melhoria.

Mitos e Verdades

Mito

perda de audição é inevitável com idade

Verdade

diagnóstico precoce e uso de dispositivos ajudam muito.

Mito

aparelhos auditivos devolvem a audição 100%

Verdade

melhoram, não restauram a função total.

Mito

surdez é sinal de inadequação social

Verdade

apoio adequado facilita participação social.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure otorrino ou fonoaudiólogo; avaliação auditiva é essencial.
Especialista Indicado
Otorrino
Quando Procurar Emergência
Perda súbita com tontura deve ir a pronto atendimento.
Linhas de Apoio
Disque SUS 136 Central de Apoio à Saúde Auditiva

CIDs Relacionados

H90 H91 H92

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.