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cid hipertrigliceridemia
CID-10

Hipertrigliceridemia

Triglicerídeos altos

Resumo

Triglicerídeos altos no sangue; mudanças na dieta e hábitos reduzem risco.

Identificação

Código Principal
E78.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Hipertrigliceridemia, elevação de triglicerídeos no plasma, conforme CID-10 E78.1
Nome em Inglês
Hypertriglyceridemia
Outros Nomes
Triglicerídeos elevados • Hipertrigliceridemia primária • Hiperlipidemia de triglicerídeos • Triglicéridos altos • TG altos
Siglas Comuns
HTG TG↑ HiperTG

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IV - Doenças Endócrinas, Nutrição e Metabolismo
Categoria Principal
Distúrbios lipídicos
Subcategoria
Hipertrigliceridemia isolada
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global alta, com variação por etnia e estilo de vida; comum em adultos.
Prevalência no Brasil
Brasil apresenta alta prevalência associada a obesidade e sedentarismo.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade
Distribuição por Sexo
Homens e mulheres afetados de forma similar
Grupos de Risco
Obesidade Diabetes tipo 2 Síndrome metabólica História familiar de dislipidemia Álcool em excesso
Tendência Temporal
Aumento global ligado à obesidade e dietas ricas em açúcares.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Excesso de triglicerídeos no plasma por fatores metabólicos e genéticos
Mecanismo Fisiopatológico
Excesso de TG resulta de desequilíbrio entre produção hepática e catabolismo lipídico, agravado por resistência à insulina.
Fatores de Risco
Obesidade abdominal Diabetes tipo 2 Síndrome metabólica História familiar de dislipidemia Álcool em excesso Medicamentos que elevam TG
Fatores de Proteção
Dieta equilibrada atividade física regular perda de peso saudável controle glicêmico
Componente Genético
Contribui com variantes que elevam TG, herdado de modo multifatorial.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Assintomático na maioria; TG alto detectado em sangue.
Sintomas Frequentes
Xantomas cutâneos
Xantelasmas palpebrais
Dor abdominal inespecífica
Pancreatite quando TG muito altos
Fadiga
Glicose elevada
Sinais de Alerta
  • Pancreatite aguda suspeita
  • Dor abdominal intensa
  • Icterícia persistente
  • Fraqueza extrema
  • Desidratação
Evolução Natural
Sem manejo, TG tende a permanecer alto; pancreatite e complicações cardiovasculares surgem.
Complicações Possíveis
Pancreatite aguda Aterosclerose vascular Doença hepática gordurosa Hipertensão

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
TG ≥ 150 mg/dL em pelo menos dois testes, após jejum, para diagnóstico inicial.
Exames Laboratoriais
Perfil lipídico completo Triglicerídeos em jejum Glicose de jejum TGO/TGP Colesterol total/LDL/HDL
Exames de Imagem
Ultrassom abdominal Ecocardiograma se indicado Tomografia hepática se suspeita NAFLD Doppler arterial se necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Hipercolesterolemia familiar
  • Hiperlipidemia mista
  • Doença hepática gordurosa
  • Diabetes
  • Hipotireoidismo
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia de semanas a meses conforme rastreamento

Tratamento

Abordagem Geral
Plano centrado em estilo de vida, peso e hábitos saudáveis; sem prescrição neste campo.
Modalidades de Tratamento
1 Mudanças de estilo de vida
2 Perda de peso
3 Dieta com menos carboidratos simples
4 Exercício regular
5 Medicamentos hipolipemiantes quando indicado
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Endocrinologista Nutricionista Cardiologista Geriatra
Tempo de Tratamento
Longo prazo, com monitoramento regular e ajuste de metas.
Acompanhamento
Consultas a cada 3-6 meses com monitoramento de lipídios e glicose.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perfil variável; melhora com estilo de vida e controle de peso.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão à dieta
  • Perda de peso
  • Controle glicêmico
  • Exercício regular
Fatores de Mau Prognóstico
  • Obesidade persistente
  • Hipertensão não controlada
  • Diabetes mal controlado
  • História familiar de doença cardíaca prematura
Qualidade de Vida
Impacto moderado a leve; hábitos saudáveis elevam bem-estar.

Prevenção

Prevenção Primária
Padrões dietéticos saudáveis, peso estável, atividade física regular, evitar álcool em excesso.
Medidas Preventivas
Redução de peso
Dieta rica em fibras
Limitar açúcares simples
Exercício 150 min/semana
Evitar álcool
Rastreamento
Lipídios periódicos 1-3 em anos; mais frequente se risco.

Dados no Brasil

Estimativa de internações associadas a complicações metabólicas.
Internações/Ano
Óbitos atribuíveis a complicações lipídicas.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Distribuição desigual com maiores cargas em áreas urbanas.

Perguntas Frequentes

1 TG elevados significam doença grave?
Não sempre; valor alto indica risco, não diagnóstico único.
2 Preciso mudar dieta mesmo se TG normais?
Sim; hábitos saudáveis reduzem risco geral e futuras elevações.
3 Posso fazer exames sem jejum?
Jejum ajuda TG precisos; alguns exames podem ser feitos sem jejum.
4 Qual é o papel do médico na prevenção?
Medições regulares, orientação alimentar e controle de fatores de risco.
5 Consigo melhorar TG com exercícios simples?
Sim; atividade física regular ajuda a reduzir TG e fortalecer saúde.

Mitos e Verdades

Mito

TG baixos eliminam risco cardíaco.

Verdade

risco depende de múltiplos fatores; TG é apenas um deles.

Mito

apenas obesos têm TG alto.

Verdade

pessoas magras também podem ter TG elevado por genética ou dieta.

Mito

TG baixos não mudam com dieta.

Verdade

alimentação pode reduzir TG; peso e exercício ajudam.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínica de referência com médico e nutricionista.
Especialista Indicado
Endocrinologista ou clínico geral
Quando Procurar Emergência
Dor abdominal intensa, vômitos, icterícia, desidratação ou confusão.
Linhas de Apoio
136 - SUS SUS 0800-holof Central de apoio saúde

CIDs Relacionados

E78.1 E78.0 E78.2 E88.59 R73.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.