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cid hipertensão intracraniana
CID-10

Hipertensão intracraniana

Pressão alta dentro do crânio

Resumo

Pressão alta dentro do crânio pode machucar o olho; tratamento reduz o líquido e protege visão.

Identificação

Código Principal
G93.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Hiperpressão intracraniana, idiopática e secundária, conforme OMS
Nome em Inglês
Intracranial Hypertension
Outros Nomes
Hipertensão intracraniana idiopática • Pseudotumor cerebri • HT intracraniana • Pressão intracraniana elevada • HICP
Siglas Comuns
IIH HTIC G93.2

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Condição neurológica com hipertensão intracraniana
Subcategoria
Idiopática e secundária
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; IIH afeta mulheres jovens obesas com maior frequência.
Prevalência no Brasil
Brasil acompanha tendência global, com predomínio feminino e obesidade.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens 20-40 anos
Distribuição por Sexo
Predominância feminina, relação ~3:1
Grupos de Risco
Obesidade Sexo feminino Uso de vitamina A em altas doses Drogas específicas Distúrbios metabólicos
Tendência Temporal
Tendência estável a levemente crescente com aumento de diagnóstico.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Idiopática em muitos casos; secundária associada a obstrução venosa, tumores ou infecção.
Mecanismo Fisiopatológico
Acúmulo de líquido cefalorraquidiano ou redução na reabsorção, elevando pressão intracraniana
Fatores de Risco
Obesidade Sexo feminino Idade jovem Uso de vitamina A em altas doses Drogas específicas
Fatores de Proteção
Perda de peso Controle metabólico Evitar vitamina A excessiva Acompanhamento médico regular
Componente Genético
Contribuição genética em casos isolados; maioria é esporádica

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor de cabeça crônica, pior pela manhã, com náuseas e alterações visuais.
Sintomas Frequentes
Visão turva/embaçada
Náusea/vômitos
Papiledema ou alterações visuais
Dor periorbital
Fotofobia
Tontura
Sinais de Alerta
  • Dor de cabeça súbita intensa
  • Perda súbita de visão
  • Fraqueza focal
  • Alteração de consciência
  • Convulsões
Evolução Natural
Sem tratamento, pode progredir com dano visual e piora da dor.
Complicações Possíveis
Perda de visão permanente Dano visual de gravidade variável Dor crônica Tontura persistente Comprometimento neuro-oculomotor

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Sinais sem massa; RM/CT sem lesão; LP com PICP elevada.
Exames Laboratoriais
Hemograma Perfil metabólico Função renal Função hepática Coagulação
Exames de Imagem
RM craniana com/sem contraste TC de crânio Venografia venosa cerebral OCT ocular
Diagnóstico Diferencial
  • Tumor intracraniano
  • Infecção intracraniana com edema
  • Hipertensão venosa intracraneana secundária
  • Meningite com papiledema
  • Pseudotumor cerebri secundário a droga
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente semanas entre início dos sintomas e confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Redução da pressão, tratamento de causas, monitoramento visual e peso.
Modalidades de Tratamento
1 Perda de peso
2 Agentes para reduzir produção de LCR
3 Derivação ventrículo-peritoneal
4 Cirurgia de descompressão venosa
5 Punção lombar repetida
Especialidades Envolvidas
Neurologista Neurocirurgião Oftalmologista Radiologista Endocrinologista
Tempo de Tratamento
Prolongado; acompanhamento ao longo de meses a anos
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 1-3 meses; exames de visão e LCR conforme necessidade

Prognóstico

Prognóstico Geral
Pode estabilizar com manejo multidisciplinar; danos visuais podem persistir se não controlado.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Perda de peso bem-sucedida
  • Diagnóstico precoce
  • Boa adesão ao tratamento
  • Ausência de danos visuais preexistentes
Fatores de Mau Prognóstico
  • Obesidade grave
  • Dano visual já presente
  • Atraso diagnóstico
  • Não adesão ao tratamento
Qualidade de Vida
Impacto considerável na vida diária; melhora com tratamento adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Manter peso adequado, atividade física, evitar vitamina A em excesso e substâncias que elevem pressão.
Medidas Preventivas
Perda de peso
Exercícios regulares
Atenção ao uso de suplementos de vitamina A
Acompanhamento médico
Saúde ocular regular
Rastreamento
Exames oftalmológicos periódicos e avaliação neurológica quando houver sintomas

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais variam por região
Internações/Ano
Baixa mortalidade direta; dados variam
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Carga maior em regiões com obesidade elevada; variações locais

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais iniciais da hipertensão intracraniana?
Dores de cabeça persistentes, pior pela manhã, visão embaçada e náuseas costumam aparecer.
2 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, RM/CT sem massa, punção lombar com medida de pressão.
3 O tratamento cura?
Não há cura única; o objetivo é controlar a pressão e proteger a visão.
4 É contagioso?
Não transmite entre pessoas.
5 Que mudanças ajudam no dia a dia?
Perda de peso, alimentação balanceada, atividade física e seguir orientações médicas.

Mitos e Verdades

Mito

só atinge pessoas obesas

Verdade

pode ocorrer em outras situações, não apenas obesidade.

Mito

cirurgia resolve tudo

Verdade

cirurgia indicada apenas em casos específicos, não cura a condição.

Mito

é apenas dor de cabeça

Verdade

visão pode ficar comprometida; monitoramento ocular é crucial.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou neurologista para avaliação inicial.
Especialista Indicado
Neurologista ou neurocirurgião
Quando Procurar Emergência
Dor súbita com alterações visuais ou fraqueza requer atendimento imediato
Linhas de Apoio
SUS 136 SAMU 192 Pronto-socorro local

CIDs Relacionados

G93.2

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.