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cid hipertensao gestacional
CID-10

Hipertensão gestacional

Hipertensão na gravidez

Resumo

Guia objetivo sobre hipertensão gestacional com orientações práticas

Identificação

Código Principal
O13
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Hipertensão gestacional sem proteinúria significativa durante a gravidez (CID-10)
Nome em Inglês
Gestational Hypertension
Outros Nomes
Hipertensão gravídica • HASG • Hipertensão arterial da gravidez • Hipertensão gestacional leve
Siglas Comuns
HG HASG HAS gestacional

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVIII - Gravidez, Parto e Puérperas
Categoria Principal
Obstetrícia - hipertensão gestacional
Subcategoria
Gestação hipertensiva sem proteinúria significativa
Tipo de Condição
doenca
Natureza
adquirida
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 6-10% das gestações, variando por população.
Prevalência no Brasil
Brasil: 4-8% das gestações conforme região e acesso.
Faixa Etária Principal
Grávidas, tipicamente 20-35 anos
Distribuição por Sexo
Mulheres grávidas
Grupos de Risco
Gravidez múltipla Obesidade História de hipertensão Diabetes Baixa renda
Tendência Temporal
Acesso a pré-natal melhora detecção; tendência estável com gestão

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial envolvendo placentação, vasculatura materna e resposta endotelial
Mecanismo Fisiopatológico
Perfusão placentária alterada gera vasoconstrição, endotelio disfuncional e PA elevada
Fatores de Risco
Idade materna ≥35 Gravidez primária Antecedentes de hipertensão Diabetes Obesidade Baixos recursos
Fatores de Proteção
Pré-natal regular Peso saudável Não fumar Atividade física regular
Componente Genético
Contribuição genética moderada; histórico familiar aumenta risco

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Pressão arterial alta surgindo na gravidez
Sintomas Frequentes
cefaleia
edema de membros
proteinúria
alterações visuais
tontura
Sinais de Alerta
  • dor de cabeça severa
  • visão turva
  • dor abdominal súbita
  • sangramento vaginal
  • convulsões
Evolução Natural
Pode evoluir para pré-eclâmpsia grave sem manejo adequado
Complicações Possíveis
pré-eclâmpsia insuficiência placentária crescimento fetal restrito rotura de placenta falência renal

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
PA ≥140/90 em duas leituras, a partir de 20ª semana; proteinúria avaliada
Exames Laboratoriais
Hemograma Creatinina Proteinúria Função hepática Glicose
Exames de Imagem
Ultrassonografia obstétrica Doppler uteroplacentário Ecocardiografia fetal Doppler Soporte
Diagnóstico Diferencial
  • Hipertensão crônica com sobreposição
  • Eclâmpsia
  • Doença renal com proteinúria
  • Pré-eclâmpsia com inicio tardio
  • Hipertensão induzida pela gravidez
Tempo Médio para Diagnóstico
Normalmente confirmado em dias com acompanhamento.

Tratamento

Abordagem Geral
Controle da PA, monitoramento materno-fetal e planejamento do parto
Modalidades de Tratamento
1 Controle pressórico
2 Monitoramento fetal
3 Planejamento do parto
4 Tratamento de complicações
5 Educação em saúde
Especialidades Envolvidas
Obstetrícia Clínica médica Anestesiologia Enfermagem obstétrica Medicina fetal
Tempo de Tratamento
Duração depende da gravidade e parto
Acompanhamento
Retornos semanais a quinzenais com monitorização materna e fetal

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom com manejo adequado; risco maior para severidade
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce do pré-natal
  • PA controlada
  • Ausência de pré-eclâmpsia
  • Gestação única
Fatores de Mau Prognóstico
  • Pré-eclâmpsia grave
  • Proteinúria alta
  • Comprometimento fetal
  • Comorbidades graves
Qualidade de Vida
Qualidade de vida costuma melhorar após parto; monitoramento contínuo

Prevenção

Prevenção Primária
Pré-natal regular, peso estável, alimentação saudável, evitar tabaco e álcool
Medidas Preventivas
Controle de peso
Atividade física
Cessação do tabagismo
Gestão de diabetes
Acesso rápido a cuidados
Rastreamento
Exames de rotina; PA, ultrassom, avaliação fetal conforme protocolo

Dados no Brasil

Estimativas indicam milhares de internações anuais em gestantes.
Internações/Ano
Mortalidade associada é baixa com manejo eficiente.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com menos acesso mostram maior incidência não tratada.

Perguntas Frequentes

1 Posso ter hipertensão gestacional na primeira gravidez?
Pode ocorrer a partir de 20ª semana; acompanhamento reduz risco.
2 Como é feito o diagnóstico?
Leituras de PA em duas ocasiões e avaliação de proteinúria.
3 Preciso de internação?
Depende da gravidade; alguns casos são ambulatoriais com plano de parto.
4 Posso prevenir?
Pré-natal regular, peso estável, evitar tabaco e álcool.
5 Qual o prognóstico para meu bebê?
Com manejo, risco reduz; parto seguro é objetivo.

Mitos e Verdades

Mito

hipertensão gestacional é sinal de má gravidez futura.

Verdade

Vigilância adequada evita complicações graves.

Mito

só ocorre no terceiro trimestre.

Verdade

Pode surgir entre 20 e 42 semanas.

Mito

proteína na urina sempre indica gravidade.

Verdade

Proteinúria ajuda a classificar gravidade; não é único indicador.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure serviço obstétrico ou pronto atendimento se piorar
Especialista Indicado
Obstetra
Quando Procurar Emergência
Dor de cabeça forte, visão ruim, sangramento, convulsões
Linhas de Apoio
Centro de Valorização da Vida 188 Defesa do Consumidor UPAs locais

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.