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cid hiperemese gravidica
CID-10

Hiperemese gravídica

Hiperemese gravídica

Resumo

Hiperemese gravídica é vômitos graves na gravidez, com tratamento de suporte.

Identificação

Código Principal
O21.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Hyperemesis gravidarum
Nome em Inglês
Hyperemesis gravidarum
Outros Nomes
Hiperemese gravídica • Vômitos graves na gravidez • Vômitos intensos gestacionais • Náusea extrema gestacional
Siglas Comuns
HG HEG O21

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XV - Gravidez, parto e puerpério
Categoria Principal
Gravidez complicadas
Subcategoria
Complicação metabólica da gravidez
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 0,3%-2% das gestações apresentam hiperemese gravídica.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; prevalência semelhante a global em populações estudadas.
Faixa Etária Principal
Gestantes em idade fértil, tipicamente 20-35 anos
Distribuição por Sexo
Mulheres gestantes são afetadas; homens não.
Grupos de Risco
Primigesta Gravidez gemelar História de hiperemese Nutrição inadequada Gravidez com desordens metabólicas
Tendência Temporal
Varia entre populações; tendência estável em séries recentes.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Alterações hormonais durante a gravidez causam vômitos persistentes
Mecanismo Fisiopatológico
Variações hormonais, desequilíbrio metabólico, cetonúria e desidratação
Fatores de Risco
Primigesta Gemelaridade Gravidez de alto risco História de hiperemese Baixo peso pré-gestacional Estresse
Fatores de Proteção
Nutrição adequada Hidratação regular Tratamento precoce Apoio psicossocial
Componente Genético
Predisposição multifatorial; histórico familiar pode aumentar risco

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Vômitos persistentes com náusea intensa
Sintomas Frequentes
Perda de peso
Desidratação
Cetonúria na urina
Baixo ganho de peso
Fraqueza
Fadiga
Sinais de Alerta
  • Comprometimento grave de estado
  • Desidratação severa
  • Queda rápida de peso
  • Alteração de consciência
  • Febre alta
Evolução Natural
Sem tratamento pode piorar; com manejo adequado, melhora progressiva
Complicações Possíveis
Desidratação grave Alterações eletrolíticas Desnutrição materna Lesões renais Complicações fetais

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Vômitos persistentes no 1º trimestre com desidratação, cetonúria e baixo ganho de peso
Exames Laboratoriais
Hemograma Eletrólitos Ketonas urinárias Função renal Funcao hepática
Exames de Imagem
USG obstétrica para excluir outro motivo USG fetal Avaliação abdominal se necessário Radiologia não rotineira
Diagnóstico Diferencial
  • Náuseas matinais
  • Gastrite/ulcera
  • Doença inflamatória intestinal
  • Diabetes gestacional
  • Doença hepática
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente dias a semanas desde início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Correção de hidratação, controle de vômitos, reposição de eletrólitos e nutrição
Modalidades de Tratamento
1 Antieméticos potentes
2 Reposição IV
3 Nutrição enteral/parenteral
4 Controle de eletrólitos
5 Internação quando necessário
Especialidades Envolvidas
Obstetrícia Nutrição Clínica geral Ginecologia Psiquiatria
Tempo de Tratamento
Varia com gravidade; pode durar semanas
Acompanhamento
Retornos semanais nas crises; depois mensal até estabilizar

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com manejo adequado, bom desfecho para mãe e feto
Fatores de Bom Prognóstico
  • Resposta rápida a antieméticos
  • Correção de eletrólitos
  • Gesto único
  • Nutrição estável
Fatores de Mau Prognóstico
  • Desidratação severa
  • Perda de peso significativa
  • Gravidez gemelar
  • Comorbidades maternas
Qualidade de Vida
Pode cair durante crises; melhora com tratamento adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Não há forma garantida de evitar; manejo precoce ajuda
Medidas Preventivas
Nutrição equilibrada
Hidratação adequada
Suplementação de ácido fólico
Acompanhamento pré-natal
Tratamento precoce de náuseas
Rastreamento
Acompanhamento de peso e eletrólitos; ultrassom conforme indicação

Dados no Brasil

Quantidade variável por ano e região
Internações/Ano
Mínimos quando tratados adequadamente
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Disparidades regionais na acessibilidade

Perguntas Frequentes

1 Quais são sinais de gravidade?
Desidratação grave, tontura, confusão, fraqueza extrema.
2 Posso evitar hiperemese de futuro?
Não há forma garantida; boa nutrição e acompanhamento ajudam.
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, exames de sangue e urina, ultrassom.
4 O tratamento é doloroso?
Pode envolver antieméticos, fluidos, nutrição; ajustado a cada caso.
5 Qual é a perspectiva para o bebê?
Com manejo adequado, gravidez segura e bebê saudável é possível.

Mitos e Verdades

Mito

nem toda desidratação requer internação.

Verdade

Avaliação clínica decide se há necessidade de internação.

Mito

hiperemese é apenas ansiedade.

Verdade

Fatores hormonais/metabólicos são centrais.

Mito

alimentação não ajuda; verdade: alimentação fracionada ajuda.

Verdade

Nutrição e hidratação adequadas reduzem crises.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure obstetra; em urgência, vá ao pronto-socorro.
Especialista Indicado
Obstetra com experiência em doenças gestacionais.
Quando Procurar Emergência
Vômitos intensos com desidratação ou confusão
Linhas de Apoio
136 (SUS) 0800 111 2345 Secretarias de saúde locais

CIDs Relacionados

O21.0 O21 O24.9 Z32.0 Z38.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.