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cid hipercalemia
CID-10

Hipercalemia

Potássio alto no sangue

Resumo

Hipercalemia é potássio alto no sangue; diagnóstico rápido evita arritmias.

Identificação

Código Principal
E87.5
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Hipercalemia - elevação de potássio segundo OMS
Nome em Inglês
Hyperkalemia
Outros Nomes
hipercalemia • hiperpotassemia • aumento de potássio • elevação de potássio • potássio elevado
Siglas Comuns
K+ PK hyperK

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do metabolismo mineral e eletrólitos
Categoria Principal
Distúrbios do potássio
Subcategoria
Hipercalemia aguda ou crônica
Tipo de Condição
doenca
Natureza
adquirida
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam prevalência moderada em pacientes com doença renal.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência maior em idosos com doença renal e uso de diuréticos.
Faixa Etária Principal
Idade média acima de 60 anos
Distribuição por Sexo
Distribuição equilibrada entre sexos
Grupos de Risco
Doentes renais Diabéticos Uso de diuréticos poupadores de potássio Insuficiência cardíaca IECA/ARB em uso
Tendência Temporal
Tendência estável com avanços na monitorização de potássio e função renal.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Redução da excreção renal de potássio, uso de medicações elevando potássio.
Mecanismo Fisiopatológico
retenção de potássio pela excreção reduzida, entrada de potássio das células por acidose e falta de insulina.
Fatores de Risco
função renal reduzida uso de IECAs/ARBs diuréticos poupadores de potassio diabetes desidratação consumo elevado de potássio
Fatores de Proteção
manejo renal adequado monitorização de potássio controle de dieta evitar potássio sem orientação médica
Componente Genético
Geralmente não hereditário; alguns casos envolvem transporte de potássio.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Fraqueza muscular com arritmias em quadros graves.
Sintomas Frequentes
parestesias
fraqueza muscular
arritmias
fadiga
confusão
náusea
Sinais de Alerta
  • colapso hemodinâmico
  • arritmias graves
  • parada cardíaca
  • dificuldade respiratória
  • fraqueza progressiva
Evolução Natural
Sem tratamento, risco de arritmias graves e falência cardíaca; manejo reduz risco.
Complicações Possíveis
arrítmias fatais parada cardíaca dano renal piora da função cardíaca hiperpotassemia persistente

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Potássio sérico ≥5,5 mmol/L com ECG alterado; excluir pseudohiperpotassemia.
Exames Laboratoriais
potássio sérico creatinina gasometria arterial glicemia perfil lipídico
Exames de Imagem
ECG ecocardiograma radiografia de tórax monitorização cardíaca
Diagnóstico Diferencial
  • rabdomiólise
  • hiperpotassemia pseudohiperpotassemia
  • hiperaldosteronismo
  • suplementos de potássio
  • pseudo-hiperpotassemia
Tempo Médio para Diagnóstico
Horas a dias, depende de acesso a exames

Tratamento

Abordagem Geral
Controle rápido do potássio, corrigir causa, monitorar ECG e função renal.
Modalidades de Tratamento
1 redução de potássio com resina
2 insulina com glicose
3 beta-agonistas
4 diálise em casos graves
5 ajuste medicamentoso
Especialidades Envolvidas
clínico nefrologista cardiologista endocrinologista farmacêutico
Tempo de Tratamento
Horas a dias, conforme gravidade
Acompanhamento
Monitorar potássio a cada 4 h, função renal e ECG, ajustar terapias

Prognóstico

Prognóstico Geral
Prognóstico depende da causa e do controle; arritmias podem ser evitadas com manejo.
Fatores de Bom Prognóstico
  • controle do potássio
  • função renal estável
  • ausência de infecção
  • início precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • insuficiência renal avançada
  • hiperpotassemia refratária
  • arritmias graves
  • falha de monitoramento
Qualidade de Vida
Pode exigir dieta e monitoramento, mas com manejo adequado atividade normal

Prevenção

Prevenção Primária
Manter função renal estável, evitar dieta com potássio sem orientação.
Medidas Preventivas
monitoramento de potássio
ajuste de medicamentos
evitar desidratação
controle de diabetes
evitar suplementos sem prescrição
Rastreamento
Check-ups periódicos de potássio em pacientes de alto risco.

Dados no Brasil

Hospitais variam conforme doença renal; dados regionais.
Internações/Ano
Mortes por arritmias associadas; números dependem de contexto.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto no Sudeste e Nordeste pela carga de doença renal.

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais são mais comuns?
Fraqueza, arritmias, mal-estar; procure atendimento se houver piora.
2 Como é feito o diagnóstico?
Exames de potássio no sangue e ECG são cruciais.
3 É curável?
Manejo reduz potássio; cura depende da doença de base.
4 Quais medidas preventivas?
Monitore potássio, siga dieta orientada e ajuste medicações.
5 Impacto no dia a dia?
Pode exigir dieta, exames periódicos e acompanhamento médico.

Mitos e Verdades

Mito

dieta sozinha resolve o problema.

Verdade

controle de potássio reduz risco de arritmias.

Mito

só idosos ficam com hiperpotassemia.

Verdade

pode ocorrer em qualquer idade com fatores de risco.

Mito

dor no peito sempre é hiperpotassemia.

Verdade

dor torácica tem várias causas; avalie rapidamente.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure unidade básica ou pronto atendimento em caso de sintomas.
Especialista Indicado
nefrologista
Quando Procurar Emergência
Dor no peito, tontura, desmaio, fala incoerente, ou piora súbita.

CIDs Relacionados

E87.5 I49.9 I45.9 R57.1 Z92.3

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.