Herpes labial por HSV-1
Herpes labial, herpes simples nos lábios
Resumo
Herpes labial é comum, causado pelo HSV-1; vesículas nos lábios com ciclo curto.
Identificação
- Código Principal
- B00.0
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Infecção por herpes simplex tipo 1, mucocutânea, com lesões na pele e mucosas, incluindo lábios
- Nome em Inglês
- Herpes simplex virus type 1 infection
- Outros Nomes
- febre labial • herpes labialis • herpes simples oral • herpes na boca
- Siglas Comuns
- HSV-1 HSV1
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo I - Doenças infecciosas
- Categoria Principal
- Infecções por herpes simplex
- Subcategoria
- Herpes labialis mucocutâneo
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- infecciosa
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Extensa: HSV-1 infecta grande parte da população, muitas são assintomáticas.
- Prevalência no Brasil
- Alta prevalência entre adultos; variações regionais, infecção comum na infância.
- Faixa Etária Principal
- Infância e adolescência
- Distribuição por Sexo
- Distribuição semelhante entre homens e mulheres
- Grupos de Risco
- crianças adolescentes imunocomprometidos profissionais de saúde pessoas em contato próximo
- Tendência Temporal
- Recorrência contínua ao longo da vida; tendência estável.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- HSV-1, vírus de herpes simples encontrado na mucosa oral
- Mecanismo Fisiopatológico
- Vírus permanece latente em neurônios trigeminais; reativação leva a lesões mucocutâneas típicas.
- Fatores de Risco
- Contato próximo com infectados Imunossupressão Estresse intenso Lesões bucais prévias Exposição ao frio extremo Fatores hormonais
- Fatores de Proteção
- Higiene adequada Não compartilhar utensílios Proteção labial com filtro solar Tratamento precoce de surtos
- Componente Genético
- Influência genética na suscetibilidade às recidivas; herdabilidade não bem definida.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Lesões vesiculares dolorosas nos lábios ou bordas da boca.
- Sintomas Frequentes
-
formigamento préviovesículas dolorosasdor ao falarcrosta amareladahiperemia localfebre leve
- Sinais de Alerta
-
- febre alta persistente
- dor ocular com visão alterada
- inchaço que piora
- dificuldade para engolir
- secreção purulenta de pele ou olho
- Evolução Natural
- Curso autolimitado de ~7-10 dias; recidivas são comuns.
- Complicações Possíveis
- keratite herpética disseminação ocular infecção disseminada em imunocomprometidos dor neuropática pós-herpética infecção secundária da pele
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Avaliação clínica com confirmação por PCR ou cultura de vesículas; sorologia não é útil no diagnóstico agudo.
- Exames Laboratoriais
- PCR HSV-1 de vesícula cultura viral teste rápido HSV serologia HSV-1/2 imuno fluorescência
- Exames de Imagem
- geralmente não requer RM ocular se complicações TC/RM facial para complicação
- Diagnóstico Diferencial
-
- aftose bucal
- impetigo contagioso
- úlceras aftosas
- trauma local
- candidíase oral
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Diagnóstico costuma ocorrer em 1-3 dias desde início dos sintomas
Tratamento
- Abordagem Geral
- Cuidados locais, antivirais tópicos ou orais nas fases agudas, alívio da dor e hidratação.
- Modalidades de Tratamento
-
1 antivirais orais2 antivirais tópicos3 analgesia4 cuidados locais5 medidas de prevenção de transmissão
- Especialidades Envolvidas
- clínico geral dermatologista infectologista pediatra otorrinolaringologista
- Tempo de Tratamento
- 5-7 dias para episódio primário; menor em recorrentes.
- Acompanhamento
- Retornos periódicos até resolução; orientar sinais de complicação
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva geralmente boa; recidivas possíveis não comprometem vida.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- boa higiene
- tratamento precoce
- ausência de imunossupressão
- adaptação ao estresse
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- imunossupressão
- recidivas frequentes
- complicações oculares
- dor neuropática
- Qualidade de Vida
- Impacto moderado durante surtos; recuperação rápida com orientação.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Evitar contato direto com lesões ativas; não compartilhar itens pessoais; higiene adequada.
- Medidas Preventivas
-
evitar beijar durante surtosproteção labial com filtro solarnão compartilhar utensílioslavar mãos com frequênciaevitar fumar perto de feridas
- Rastreamento
- Rastreamento não é rotina; avaliado conforme necessidade clínica.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
herpes labial resulta de má higiene.
Vírus é transmitido por contato próximo, não pela higiene.
só adultos pegam herpes labial.
Crianças podem adoecer; infecção é comum na infância.
não há tratamento disponível.
Antivirais reduzem duração; vacina não existe ainda.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure serviço de clínica de pele ou vacinação; clínica geral pode orientar.
- Especialista Indicado
- Dermatologista ou infectologista.
- Quando Procurar Emergência
- Procure pronto atendimento se visão alterada, piora rápida ou face muito inchada.
- Linhas de Apoio
- DisqueSaúde 136 Central de atendimento local Linha de apoio local
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Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.