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cid hernia epigastrica
CID-10

Hernia Epigástrica Ventral

Hérnia epigástrica

Resumo

Protusão na parte superior do abdômen que pode exigir cirurgia para corrigir.

Identificação

Código Principal
K46.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Hérnia epigástrica (ventral) da parede abdominal anterior, acima do umbigo.
Nome em Inglês
epigastric ventral hernia
Outros Nomes
hernia epigástrica • hernia ventral superior • defeito da parede abdominal superior • protrusão epigástrica • hernia da linha epigástrica
Siglas Comuns
HE HEP VEH

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XX - Doenças da parede abdominal
Categoria Principal
Hernias da parede abdominal
Subcategoria
Epigástrica ventral
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global moderada; variações por acesso cirúrgico e detecção
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; semelhante a outros países com boa detecção
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade a idosos
Distribuição por Sexo
Levemente mais comum em homens
Grupos de Risco
Obesidade Idade avançada Gestação Constipação crônica Cirurgia abdominal prévia
Tendência Temporal
Estável ao tempo; crescimento com obesidade

Etiologia e Causas

Causa Principal
Defeito na parede abdominal anterior, permitindo protrusão de conteúdo
Mecanismo Fisiopatológico
Defeito na parede abdominal permite protusão de conteúdo; sustentação muscular falha
Fatores de Risco
Obesidade Idade avançada Gestação Tosse crônica Constipação Sedentarismo
Fatores de Proteção
Controle de peso Acesso rápido a cirurgia Reabilitação adequada Monitorização clínica
Componente Genético
Contribuição genética descrita, especialmente em famílias com predisposição

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Protusão visível na região epigástrica, às vezes assintomática
Sintomas Frequentes
Nódulo palpável acima do umbigo
Desconforto abdominal ao fim do dia
Dor leve após esforço
Peso na região
Proteção com roupas ajustadas
Sinais de Alerta
  • Edema da pele
  • Dor súbita intensa
  • Febre
  • Vômitos persistentes
  • Encarceramento ou estrangulamento
Evolução Natural
Sem tratamento tende a aumentar de tamanho, com risco de encarceramento
Complicações Possíveis
Incarceramento Estrangulamento Obstrução intestinal Dor abdominal intensa Infecção de pele

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Exame físico com protusão epigástrica, confirmado por imagem
Exames Laboratoriais
Hemograma Perfil bioquímico PCR Glicose
Exames de Imagem
Ultrassom abdominal Tomografia computadorizada RM se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Hérnia umbilical
  • Hérnia incisional
  • Lipoma de parede
  • Massas abdominais
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia; diagnóstico clínico mais confirmação por imagem

Tratamento

Abordagem Geral
Reparo do defeito da parede com redução de conteúdo e fechamento tecidual
Modalidades de Tratamento
1 Cirurgia aberta
2 Cirurgia laparoscópica
3 Cuidados pré e pós-operatórios
4 Monitoramento clínico
5 Reabilitação respiratória
Especialidades Envolvidas
Cirurgia Geral Gastroenterologia Anestesiologia Radiologia
Tempo de Tratamento
Curto termo; cirurgia programada conforme condições clínicas
Acompanhamento
Consultas de acompanhamento a cada 2-6 semanas nos primeiros meses

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom com reparo cirúrgico; recidiva depende de técnica e fatores de risco
Fatores de Bom Prognóstico
  • Cirurgia precoce
  • Baixa idade
  • Ausência de comorbidades
  • Procedimento adequado
Fatores de Mau Prognóstico
  • Atraso no tratamento
  • Recidiva anterior
  • Gravidez múltipla
  • Obesidade não controlada
Qualidade de Vida
Melhora significativa após cirurgia; retorno às atividades normais em semanas

Prevenção

Prevenção Primária
Manter peso estável e tratar constipação; evitar esforço excessivo
Medidas Preventivas
Controle de peso
Tratamento de tosse crônica
Evitar hipertensão abdominal
Exercícios de fortalecimento
Rastreamento
Avaliação clínica apenas quando surgem sinais; não há rastreamento universal

Dados no Brasil

Varia por hospital; dados nacionais não são consistentes
Internações/Ano
Distribuição Regional
Maior concentração em capitais com acesso cirúrgico

Perguntas Frequentes

1 Hérnia epigástrica pode desaparecer sozinha?
Não costuma sumir, pode crescer e exigir cirurgia.
2 É dolorosa a cirurgia?
Anestesia segura; dor controlada e recuperação rápida.
3 Como sei se preciso de cirurgia?
Crescimento da protusão, dor ou encarceramento indicam cirurgia.
4 Posso evitar recidiva?
Manter peso estável e seguir orientações ajuda.
5 Tempo para retomar atividades?
Geralmente 2-6 semanas, conforme cirurgia.

Mitos e Verdades

Mito

pode curar sozinho.

Verdade

normalmente requer reparo cirúrgico definitivo.

Mito

só idosos pegam hérnia epigástrica.

Verdade

pode ocorrer em adultos de várias idades.

Mito

cirurgia é sempre dolorosa.

Verdade

procedimentos atuais costumam ser bem tolerados.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure cirurgia geral ou médico de família ao notar protusão
Especialista Indicado
Cirurgião Geral
Quando Procurar Emergência
Dor súbita intensa, febre, vômitos, pele endurecida ou vermelha
Linhas de Apoio
SUS 136 Disque Saúde 136

CIDs Relacionados

K46.9 K46.1 Z98.3 Z87.828 Q79.8

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.